EXCLUSIVO | J.K. Simmons comenta seu personagem em ‘O Contador’

O Contador é o novo lançamento da Warner Bros. em exibição nos cinemas. Confira entrevista exclusiva com o ator J.K. Simmons, que dá vida ao Agente do Tesouro Ray King PERGUNTA:...

O Contador é o novo lançamento da Warner Bros. em exibição nos cinemas. Confira entrevista exclusiva com o ator J.K. Simmons, que dá vida ao Agente do Tesouro Ray King

PERGUNTA: Quando te informaram sobre o projeto, o que mais te intrigou sobre O Contador e fez você querer se envolver?

J.K. SIMMONS: Bem, eu vou te responder, e a resposta é que, inicialmente, foi só o roteiro. Eu achei o roteiro tão interessante, tão cheio de nuances e meio desafiador em termos de gênero. Esta definitivamente foi a primeira coisa que me atraiu, e Ben [Affleck] estava vinculado. Eu não acho que já nos conhecíamos, mas eu era um grande fã dele.

Eu conhecia um pouco do trabalho do [diretor] Gavin [O’Connor] e, realmente, a primeira coisa que eu fiz antes de conhecê-lo foi rever seu filme, Guerreiro. E mesmo quando eu sabia o que estava acontecendo, e sabia o que ia acontecer, eu não conseguia ficar parado assistindo ao filme. Era tão envolvente, não só na ação e nas lutas, mas na história. O relacionamento entre irmãos e a humanidade disso, eu achei que ficou brilhante.

Aí, quando eu o encontrei pela primeira vez pessoalmente, eu achei o Gavin extremamente impetuoso. Nós meio que paramos para almoçar no meio do dia, e eu acabei ficando mais tempo do que tinha intenção ou podia – só porque ele é um cara tão fascinante. Nós falamos sobre tudo. Quando falamos um pouco sobre O Contador, mas nós falamos sobre muito mais, sobre fazer filmes, sobre a vida, sobre família e sobre amor.

Foi uma combinação incrível de fatores, mas ter aquela reunião com Gavin foi o que me convenceu que ele era o cara com quem eu queria trabalhar e o cara que faria o melhor com o roteiro.

PERGUNTA: Como é trabalhar com o Gavin quando começaram as gravações, e o que você achou dele como diretor?

J.K. SIMMONS: Realmente ideal, porque ele estava extremamente preparado. Quanto mais eu aprendi, e quanto mais eu falei com o Ben, e agora visto o filme, ficou claro que ele realmente estava preparado durante todo o processo. Ele sempre sabia o que queria, mas estava aberto para colaborar. Ele usa a mesma metáfora que eu uso – que fazer filmes é um esporte de time.

Ele era para mim a combinação ideal do general que sabe como cada parte independente funciona, mas também sabe descer na trincheira com os soldados – seja com atores, os contra regras ou qualquer um. Ele não só tem um extenso conhecimento de todos os aspectos da produção de um filme, mas também realmente valoriza cada parte.

PERGUNTA: O que você pode nos dizer sobre o personagem, Agente do Tesouro Ray King, e como ele se encaixa no quebra-cabeça que se desenvolve ao longo do filme?

J.K. SIMMONS: Bem, ele está tentando desvendar o quebra-cabeça. Eu li o roteiro e as coisas que surpreendem no desenrolar completamente me pegaram de surpresa. Eu vi o produto final pela primeira vez e a Anna [Kendrick] estava na mesma exibição com o seu namorado. Ele é um cinegrafista e obviamente conhece muito bem o negócio, e eu fiquei bem feliz de ouvir dele que ele não conseguiu prever coisas do filme – os elementos do quebra-cabeça na história e as reviravoltas do enredo.

Eu digo tudo isso porque eu espero que as pessoas vão ver este filme e não tentem descobrir muito antes de assistir, porque muito do que deixa o filme interessante é deixar a trama desenrolar.

PERGUNTA: A Cynthia Addai-Robinson interpreta a agente que seu personagem traz para rastrear O Contador, Marybeth Medina. Qual é a dinâmica deles e o que você acha que a Cynthia traz para o papel?

J.K. SIMMONS: O Ray recruta a Marybeth Medina de forma um pouco antiética, para ser sua herdeira. É fácil vê-lo como um personagem com interesses egoístas, mas eu acho que ele pensa no bem maior também. E eu acho que nossos personagens encontram uma comunhão interessante, o que para mim é muito importante.

E a Cynthia era incrível, primeiro de tudo. Ela trouxe um realismo e uma honestidade real para a personagem. Eu provavelmente deveria me editar agora, mas eu vou em frente e dizer isto: Uma das coisas que eu disse para o Gavin quando nos falamos foi, ‘Eu não quero uma gostosona jovem e glamorosa para interpretar Marybeth Medina’. Esta parte não foi elencada ainda, e é importante para mim que ela seja tão real e acreditável quanto a personagem que tem um passado difícil. Então, quando ele escolheu esta bela atriz, inicialmente eu pensei, ‘Ah cara, sério? Isso é ruim’ mas, é óbvio, eu não estaria dizendo isso se não tivesse tido um final feliz [risos]. Minha preocupação é que eu não queria que isto se torna-se uma distração para o que a personagem realmente é, mas ela foi séria o suficiente e boa o suficiente como atriz que, no final, ficou algo bastante interessante de se ver.

Cynthia obviamente é bem mais jovem e menos experiente que eu, então tinha esta dinâmica de mentor e mentorada que imitou um pouco nossa vida imitada, e isto adicionou um aspecto interessante para o relacionamento entre os nossos personagens. Em termos de trabalho de detetive real que é feito no filme, Marybeth faz 90% disso, e Ray é o cara puxando os barbantes. Mas ele também fez sua lição de casa, pesquisando e encontrando nela a pessoa certa para o trabalho.

PERGUNTA:  Finalmente, gostaria de perguntar para você sobre trabalhar com o Ben Affleck e as qualidade que ele traz para o papel principal, Christian Wolff?

J.K. SIMMONS: Eu acho que ele traz tudo que é exigido pelo papel. Ele é sério e esperto como ator e cineasta. Como muitos roteiros, este estava circulando faz um tempo e poderia facilmente ter sido feito com outros diretores e atores, mas eu acho que, como as vezes é o caso, terminou exatamente nas mãos certas com Gavin e Ben.

Ben realmente fez sua lição de casa e, então, ao longo do filme, ele encontrou a especificidade em seu trabalho – muito disto é passado sozinho, como o esperado – e de certa forma, Christian é capaz, ou nem sempre capaz, de se relacionar com outros personagens em sua vida. Gavin e Ben falam bastante sobre como não tem um senso de ‘Isto é como as pessoas com autismo’ – ou Asperger ou qualquer um no espectro – ‘se comporta’. É tão individual quanto as pessoas que não estão no espectro. Então, entre o roteiro do Bill [Dubuque], a direção do Gavin e a pesquisa do Ben, eles criaram um personagem que era específico e simplesmente real, foi inacreditável.

E, da mesma forma que o Gavin é meu tipo de diretor ideal, o Ben é meu tipo de ator. Ele traz um preparo, um compromisso e uma seriedade real para o papel, mas ele não se leva muito a sério. Quando você está entre os takes, só esperando para alguém ajustar as luzes ou algo assim, você pode sentar e falar sobre os seus filhos ou coisas humanas que você tem em comum. Ele é um cara bem bacana para conviver, e isto é extremamente importante quando você passa em torno de 15 horas por dia em um set de filmagem.


 

Não deixe de conferir O Contador nos cinemas. Leia nossa crítica, sem spoilers, aqui.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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