A Entrevista – Muito alarde para pouca coisa

A Coréia do Norte invadiu a Sony por causa de A Entrevista, será que valeu a pena? A história todo mundo já sabe, James Franco e Seth Rogen estrelaram...

A Coréia do Norte invadiu a Sony por causa de A Entrevista, será que valeu a pena?

A história todo mundo já sabe, James Franco e Seth Rogen estrelaram e escreveram A Entrevista, um filme sobre dois jornalistas que são enviados para a Coréia do Norte para assassinar Kim Jong-un. O aparentemente inocente filme causou uma tempestade de problemas quando ex-funcionários da Sony junto com hackers norte-coreanos invadiram os sistemas da Sony Pictures e vazaram uma grande quantidade de informação. Depois disso, o estúdio cancelou o lançamento do filme, o que resultou em longas discussões sobre liberdade de expressão e limites, até que finalmente, o famigerado filme foi lançado via YouTube. Mas no final das contas, depois dessa zona toda, será que A Entrevista faz jus ao hype?

Não. Nem um pouco.

O filme parece um remake de Os Espiões que Entraram numa Fria de 1985 com Chevy Chase e Dan Aykroyd. James Franco e Seth Rogen contam com uma excelente dinâmica de humor como pode ser observado em Segurando as Pontas de 2008 e É o Fim de 2013. Franco interpreta Dave Skylark, um apresentador de um programa de entrevista de celebridades que é um completo idiota. Rogen é Aaron Rapaport, seu produtor e alguém que deseja que o trabalho de ambos fosse um pouco mais sério. Em um certo momento, eles descobrem que Kim Jong-un, o tirânico líder do país mais recluso do mundo, é o fã número 1 do programa e que deseja fazer uma entrevista. Com esta oportunidade única, a CIA recruta os dois atrapalhados jornalistas para assassinar Jong-un.

Randall Park está genial no papel do inseguro e gordinho ditador, apesar das exigências de ser ultra-masculino e viver sob a sombra do pai, ele só quer saber de beber drinks docinhos e escutar Katy Perry enquanto passeia de tanque. Imediatamente, ele se torna amigo de Skylark e Rapaport fica com o fardo de eliminar Jon-un.

Apesar de toda a controvérsia, o filme faz pouco mais que ridicularizar uma figura pública que já foi massacrada com piadas por toda e qualquer pessoa com uma conexão na internet e um par de olhos. Existe pouco no quesito de comentários sociais pertinentes sobre a condição do povo norte coreano, e o roteiro de Franco e Rogen se limita a fazer as mesmas referências repetidas vezes. O longa deixa a impressão que foi inteiramente escrito e depois salpicado com factoides retirados da Wikipedia.

Vale a pena ver? Só se você é muito fã de Rogen e Franco, se não, assista Segurando as Pontas de novo.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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