Entrevista com Peyton Reed - Homem-Formiga e a Vespa Universo Cinematográfico Marvel Scott Lang Paul Rudd Michael Douglas Michelle Pfeiffer Evangeline Lilly Michael Peña

EXCLUSIVO | Peyton Reed fala sobre dirigir Homem-Formiga e a Vespa

Peyton Reed fala um pouco sobre o que esperar em Homem-Formiga e a Vespa, exclusivo na Freakpop!

Peyton Reed fala um pouco sobre o que esperar em Homem-Formiga e a Vespa, exclusivo na Freakpop!

Esta semana estreia o próximo filme da Marvel, Homem-Formiga e a Vespa. E trazemos com exclusividade uma entrevista com o diretor do filme Peyton Reed, sobre as diferenças na hora de dirigir o primeiro Homem-Formiga e a continuação e o que esperar sobre o futuro da franquia.

Como foi para você a experiência de dirigir o primeiro Homem-Formiga?

Peyton Reed: O primeiro Homem-Formiga foi um furacão. Foi tão rápido, e como diretor, isto te dá muita energia, e esta energia é passada para todos os departamentos. Nós corremos, e especialmente com algo que tem um componente cômico tão forte, esta energia realmente ajuda. Desta vez nós tivemos mais tempo, e é bem empolgante, nós já estabelecemos estes personagens. Agora nós podemos ver o que vai acontecer com eles. Particularmente com Scott Lang, que não só teve os eventos do primeiro Homem-Formiga, mas também apareceu em Capitão América: Guerra Civil. Então nós lidamos com tudo isso neste filme.

Como você incorporou o Universo Cinematográfico Marvel em “Homem-Formiga e a Vespa”

PR: O primeiro Homem-Formiga era um filme deliberadamente menor, mais íntimo. É seu próprio cantinho do Universo Cinematográfico Marvel. Você tem uma participação do Sam Wilson (Falcão), mas esta é a única ligação com o MCU. Eu gosto desse elemento do universo Homem-Formiga, e realmente, em “Homem-Formiga e a Vespa”, nós estamos dobrando nossos esforços com isso. Nós conversamos bastante sobre o ponto de entrada dos personagens no file e o que aconteceu entre os dois filmes. É claro que, a audiência sabe que Scott Lang está em uma prisão submersa em algum lugar, mas tem aquela pista que o Capitão América soltou eles de lá. E assumimos que ele levou seu traje de Homem-Formiga/Homem-Gigante com ele. Mas é só isso que sabemos. Então um dos grandes desafios é que apesar do pouco de tempo que Scott Lang aparece em Guerra Civil, nós temos que levar em consideração o que isso significou para o personagem.

Nós achamos um jeito bem divertido de encontrar Scott e Hope no começo do filme, e Hank também. Ele leva em consideração os eventos da Guerra Civil. Mas praticamente só isso. Homem-Formiga e a Vespa ainda existe em seu próprio cantinho do MCU.

Não ter que fazer uma história de origem abre novas opções, certo?

PR: Este é sempre o truque, e no primeiro Homem-Formiga tinha muita coisa para preparar. Nós tínhamos que criar a mitologia do Hank Pym e os poderes do Homem-Formiga. E nós tínhamos que estabelecer Scott Lang como um ex-presidiário e como ele encontrou a tecnologia de Homem-Formiga. E nós tínhamos que contar a história de quem é Hope van Dyne. E nós tínhamos que dar um gostinho do relacionamento de Janet e Hank juntos. E nós tínhamos que mostrar que ele também controla formigas. Não é só o encolhimento. E também tinham os diferentes tipos de formiga.

Tinha tanta coisa para montar naquele filme, e muita coisa em cada parte. Neste, em boa parte, nós temos liberdade para começar a cena onde formigas estão fazendo algo em particular e nós deixamos a audiência descobrir o que as formigas fazem neste universo. Nós não precisamos perder tempo na história estabelecendo isso. Então se tem algo realmente libertador sobre isso, é que nós ganhamos mais velocidade com este filme.

Você vai explorar algum outro gênero neste filme?

PR: A melhor coisa sobre trabalhar em Homem-Formiga e a Vespa é que você senta ali depois do primeiro filme pensando sobre para onde estes personagens vão. Qual é o resto da história deles? Qual é a jornada para cada um destes personagens? E como eles vão colidir e se encontrar?

Nós vamos introduzir novos elementos ao filme e a alguns personagens como o Luis. Agora que ele teve um gostinho de ser o herói, o que isso vai significar para ele após dois anos? Então essas coisas são bem divertidas. Mas nós queremos operar a história nas ruas. De novo ela se passa em São Francisco, e nós queremos que a cidade faça ainda mais parte da história do que no primeiro filme. O elemento do crime também é uma parte importante do filme.

Ainda veremos um tema forte de família neste filme?

PR: A dinâmica de família é crucial para o que os filmes do Homem-Formiga são na minha mente. No primeiro filme, todo o lance do Scott é que ele quer ser um pai melhor para a sua filha. Ele saiu da prisão, e agora quer tentar levar uma vida certa e estar lá para ela. E isto definitivamente continua neste filme, e eu sempre vou imaginar Scott como um cara qualquer do Universo Cinematográfico Marvel porque ele não é um super cientista. Ele não é um bilionário. Ele é só um cara normal. Ele não tem nenhum super poder. É tudo no traje. Tem uma parte de Scott Lang que ele não se preocupa muito se ele vai ser um herói ou não. Você tem que imaginar que após ter visto os eventos do primeiro filme ter colocado a vida da filha dele em perigo, e depois na Guerra Civil, ele viu que poderia ter terminado em uma prisão submersa por muitos anos e nunca mais ver sua filha.

Então nós definitivamente contamos a história de como Scott está tentando descobrir se existe espaço na vida deles para fazer isso. Da mesma forma que nós perguntamos em nossas vidas comuns,  como nós equilibramos nossa vida pessoal e trabalho? Esta é uma dinâmica bem identificável para ele, e é uma parte importante de quem ele é neste filme.

E o que podemos esperar do relacionamento de Hank e Hope?

PR: Nós conversamos bastante sobre o ponto de entrada de Home no filme porque no primeiro filme inteiro ela é claramente a pessoa mais qualificada para usar o traje. E ela não tem permissão até o final quando Hank revela que ele e a mãe de Hope estavam desenvolvendo um novo traje da Vespa. E agora eles vão trabalhar nisso juntos. Então em Homem-Formiga e a Vespa você tem uma Hope Van Dyne que finalmente tem esta coisa que ela queria por tanto tempo. Eu acho que você vai encontrar no começo deste filme que ela é uma Hope bem diferente do filme anterior.

Como você vai manter a surpresa com os novos truques e efeitos visuais?

PR: Nós temos vários truques novos neste filme que as audiências não viram antes. É óbvio que, Capitão America: Guerra Civil, só explorou a superfície do que os poderes do Homem-Gigante podem fazer, e neste filme eles fizeram vários avanços no traje. Você vai ver ação tamanho formiga e ação tamanho gigante. Você vai ver bastante ação em tamanhos diferentes entre os dois.

Então foi bem divertido brincar com isso, e você tem a Vespa. Ela é alguém que nunca vimos em ação nas telas antes, e isto foi bem legal para descobrir como ela se move, como ela luta, como ela voa, e a coreografia disso tudo, e a personagem simplesmente como heroína. É uma Hope van Dyne bem diferente neste filme, e isto é bem legal.

A ideia de ver estes dois lutarem em sincronia juntos foi bem interessante. Como eles conseguem coordenar seus conjuntos de habilidades e lutar junto de forma que realmente funciona? Eles são incrivelmente poderosos quando isso funciona. Como cineasta, estou sempre tentando melhorar minha capacidade em relação a tudo, especialmente as sequencias de ação e levar o público a lugares nunca vistos antes. Nós apenas vimos a superfície do reino quântico no primeiro filme e nós vamos ver mais disso neste filme.

Sempre tem avanços, até mesmo no tempo de um semestre ou ano, com o realismo do efeito de encolhimento, então é sempre sobre tentar fazer o trabalho mais convincente com estes poderes e todos estes efeitos.

Você ainda vai brincar bastante com escala?

PR: Absolutamente. Eu amo o universo do Homem-Formiga porque ele não se passa no espaço sideral ou Asgard. É o mundo normal, real, mundano e chato, mas nós podemos vivencia-lo destas perspectivas radicalmente diferentes e estranhas. E esta é a parte mais legal. Tem algo bem de criança sobre os poderes do Homem-Formiga porque te colocam no chão onde as crianças brincam com bonequinhos e isto realmente mexe com esse lado infantil.

Quando você fala sobre filmes de super-heróis e o componente de realização de desejos, aquela sequencia do Guerra Civil é um exemplo perfeito. Você vê uma criança assistindo o Homem-Gigante arrancar a asa de um avião, e é tão revigorante e feito de um jeito que parece bem realista. Esta é uma parte enorme da magia destes filmes.

Você vai brincar com efeitos práticos também?

PR: Claro. Nós tivemos várias reuniões sobre isso porque no primeiro filme nós tivemos duas unidades de fotografia macro, uma unidade de filmagem macro e uma unidade de captura macro. Em qualquer ambiente que nós estávamos, nós fotografamos os elementos reais no mais minucioso detalhe. É algo que realmente colocamos bastante pesquisa para deixar o mais realista possível.

No fim, é tudo digital porque você tem a capacidade de mover a câmera virtual através destes espaços. Mas se todos estes elementos são feitos de forma foto realista, é um salto enorme na tecnologia. E é algo que realmente investimos para este filme.

Você faz referência a alguma saga específica dos quadrinhos?

PR: Homem-Formiga e a Vespa não é baseado em nenhuma edição ou saga específica dos quadrinhos da mesma forma que fizemos o primeiro filme. Nós realmente pegamos vários elementos já estabelecidos. Existem alguns personagens que vão aparecer no filme pela primeira vez que foram tirados direto dos quadrinhos e nunca apareceram no MCU. E isto foi bem legal pra mim.

Entrevista com Peyton Reed para Homem-Formiga e a Vespa

Quais serão os desafios para os personagens de Homem-Formiga e a Vespa?

PR: Uma das maiores coisas que nossos heróis vão enfrentar são eles mesmos e descobrir o que funciona e não funciona para o convívio. Particularmente Scott e Hope. Onde nós encontramos ambos no começo do filme é bem diferente de onde eles terminaram no final do primeiro filme. Mas a ideia é que eles precisarão descobrir qual é a atitude deles sobre ser heróis.

Hope no começo do filme parece bem certa sobre sua postura. Mas ela vai aprender muito ao longo da história. E Scott está um pouco confuso no começo, porque as poucas vezes que ele usou o traje do Homem-Formiga, algumas coisas ruins aconteceram. Ele colocou a vida da sua filha em perigo. Ele aí ele poderia ter passado incontáveis anos em um presídio federal. Então não é algo que Scott quer em sua vida.

Então no começo do filme, ele tem uma attitude muito específica sobre como ele quer levar sua vida. Mas, é claro, algumas coisas vão acontecer no começoo da trama que vão fazer ele pensar duas vezes sobre deixar isso de lado. Tem coisas que definitivamente começamos no primeiro Homem-Formiga, especialmente em relação a Hank passar o manto adiante.

O que acontece com Pym neste filme é uma parte grande da história também. Nossos personagens também, ao longo desta aventura, são assombrados por coisas diferentes de seu passado que voltam para causar problemas. E isto também é divertido. Tem uma pegada meio história de crime do Elmore Leonard também.

O Hank vai largar um pouco o lado controlador?

PR: No primeiro filme, Hank Pym é um mentor pouco confiável. Ele definitivamente tem o pavio curto e pode ter alguns problemas com raiva, e ele definitivamente tem problemas com controle, particularmente com sua tecnologia, as partículas Pym, porque ele já se ferrou antes. Ele foi ferrado pela S.H.I.E.L.D. e pelo Howard Stark. Ele não vai deixar isso acontecer novamente.

Neste filme, nós começamos a aprender que existe um padrão para o comportamento de Hank. Ele talvez não se dá muito bem com outros e sempre acha que sabe a melhor forma de fazer tudo. Mas nem sempre é o melhor jeito. Ele é um mentor com muitos defeitos, e isto pode criar problemas com as pessoas que ele orienta. E eu gosto disso. É uma forma de usar as melhores habilidades de Michael Douglas como ator. Existe uma área cinza linda na maioria dos personagens que ele interpreta.

Hank Pym definitivamente é um herój, mas ele toma algumas decisões que são um pouco moralmente questionáveis. No primeiro filme ele manda Scott para pegar uma peça de sua tecnologia, e as informações estavam erradas, mas ele parece mais preocupado com o traje do que com o bem-estar de Scott na cena.

E eu gosto disso sobre o Hank. É um pouco feio. Não é o tipo de mentor de bom coração que você pode contar se for herói. Mas isto deixa ele mais interessante porque existe um motivo pela qual ele se preocupa tanto com o traje, é como uma bomba nuclear nas mãos das pessoas erradas. Eu gosto disso nele.

Os relacionamentos vão vir à tona na parte dois?

PR: Sim, e os personagens que temos e os atores que temos para interpreta-los são tão envolventes. Minha atitude sobre fazer um filme é que o elemento humano tem que ser a parte mais envolvente. E, sim, teremos efeitos visuais incríveis e cenas de ação fantásticas porque é isto que estes filmes são, mas na minha mente, quero que o filme funcione sem nada disso. Os relacionamentos fazem você querer assistir Tubarão várias vezes, não o tubarão mecânico. A atitude nestes filmes é a ideia de que o que está acontecendo entre Hank e Scott, e Scott e Hope, e Scott e Luis; estes relacionamentos e dinâmica de família. Estas são as coisas que queremos explorar e isto é o que deixa o filme divertido.

Um cara como Scott Lang é identificável porque, de novo, ele só está tentando pagar as contas e descobrir os problemas de guarda com sua ex e tentando ser um bom pai, e de repente, é arrastado para este mundo bizarro onde pessoas encolhem e terminam no reino quântico. É bem divertido para mim.

Onde estão Scott e Hank em relação ao Quadro maior do Universo Cinematográfico Marvel?

PR: Uma das coisas para manter em mente sobre Homem-Formiga e a Vespa é que ele se passa após o Pacto de Sokovia. Então assim como Hope está prestes a se tornar sua própria heropina, ela também precisa descobrir o que é ser uma heroína em um mundo com o Pacto de Sokovia. Com Hank, eu acho que é justo dizer que no começo do filme, ele não está muito feliz com Scott Lang por ter levado o traje de Homem-Formiga e exposto esta tecnologia aos Vingadores.

As ações de Scott na Guerra Civil tiveram consequências reais para os personagens neste filme.

É o pior pesadelo de Hank. Ele está à procura de alguém que pode ser o herdeiro fiel de sua tecnologia que ele pode confiar e que entende como ela é poderosa. E aí Scott é arrastado para a briga interna dos Vingadores e termina na prisão, e o traje é confiscado. Hank pode ter dúvidas sobre Scott ser capaz de ser o próximo Homem-Formiga. As ações de Scott na Guerra Civil tiveram consequências reais para os personagens neste filme.

A gangue de Scott vai voltar?

PR: Sim, todos estão de volta. No primeiro filme tem o grupo de Scott que são todos ex-presidiários. Os wombats como Hank Pym os chama. Nós conversamos bastante sobre o que acontece com estes caras agora que eles são ex-presidiários tentando pagar as contas e parece que isto ia leva-los de volta à uma vida de crime. Mas ao longo do roubo da tecnologia Pym no primeiro filme, estes caras começaram a aprender sobre a sensação de ser heróis. E o que isso significa para eles agora? Então uma parte grande deste filme é o que estes caras estão fazendo, e como estão suas vidas agora que eles estão tentando leva-la de forma honesta. Eles ainda são parte da vida de Scott.

Quais são alguns aprimoramentos nos trajes?

PR: Uma das coisas mais legais do MCU é como os trajes dos heróis estão sempre mudando e se desenvolvendo. Eles estão sempre levando a tecnologia ao limite. Com certeza existem algumas mudanças no traje do Homem-Formiga desde o primeiro filme e o Capitão América 2.

Uma das coisas neste filme é que no começo Scott está lidando com o que significa ser o Homem-Formiga, e também Hank Pym e sua missão separada. Ele tem um novo grupo de preocupações que ele está lidando, e infelizmente, isto significa que ele não teve muito tempo para mexer com a tecnologia Homem-Formiga, ou fazer controle de qualidade no traje que ele teria feito normalmente. Hank é bem preocupado com controle de qualidade e garantir que tudo funciona direito, mas neste filme ele está um pouco distraído com outra missão, e nem sempre é a melhor coisa para o traje do herói.

Entrevista com Peyton Reed para Homem-Formiga e a Vespa

Veremos alguns rostos familiares no filme?

PR: Com certeza você vai ver alguns rostos novos em Homem-Formiga e a Vespa e rostos que fãs dos quadrinhos da Marvel certamente vão reconhecer. São rostos que ainda não estrelaram no Universo Cinematográfico Marvel. Mas esta é uma das coisas mais empolgantes para mim, assim como foi introduzir Hank Pym no primeiro filme, e como retroativamente colocamos ele na história da S.H.I.E.L.D.. Foi muito divertido pegar Michael Douglas e coloca-los no meio da história deste universo.

E nós fazemos mais disso neste. Você vai encontrar um personagem que fãs dos gibis da Marvel certamente vão reconhecer do passado de Hank Pym e dos Vingadores: Bill Foster. E aí você vai ser apresentado a uma nova personagem chamada Fantasma que pode ou não pode ser familiar para os fãs. Mas, é um personagem que entra no filme de uma forma bem diferente do personagem que existe nos quadrinhos. E ela cria alguns problemas bem sérios para os heróis neste filme.

Humor ainda é uma parte importante da franquia?

PR: Humor é uma parte grande do universe do herói e vai continuar a ser em Homem-Formiga e a Vespa. Foi divertido assistir Guerra Civil e ver Scott Lang aparecer no filme. Mas a história não era sobre Scott Lang, então ele só pode fazer piadas e se divertir. Paul (Rudd) e eu falamos bastante sobre como tinha uma responsabilidade sobre nós no primeiro filme, particularmente a primeira metade, para estabelece-lo como um herói de ação. Foi a primeira vez que Paul interpretou um personagem destes, e é claro, entrou em forma de forma impressionante. Sua performance foi incrível, mas precisávamos que ele fosse um pouco mais sutil, e um pouco mais lacônico na primeira metade do filme. Então ele é meio que o homem sério na primeira metade do primeiro filme. Ele ainda arranca várias risadas, mas neste filme, agora que já estabelecemos o terreno, vai ser ainda mais engraçado.

O que o público pode esperar deste filme?

PR: Existem muitas coisas que me empolgam em Homem-Formiga e a Vespa. Mas eu acho que a maior é a própria Vespa; ver Hope van Dyne como uma heroína completa neste filme. Já falam bastante sobre ela ser a primeira super-heroína no título de um filme da Marvel. Para mim, descobrir tudo que cria um herói, trabalhar junto com Evangeline (Lilly), e desenvolvendo as habilidades da Vespa no Universo Cinematográfico Marvel, e seu estilo de luta e atitude foi bem divertido.

Foi divertido também avançar o relacionamento e a conexão entre Scott Lang e Hope van Dyne, em suas vidas pessoais e em suas vidas como heróis. Também ver o que acontece com Hank Pym, que para mim, é um dos rostos no Monte Rushmore destes cientistas icônicos da Marvel, é bem legal. Nós separamos tudo que gostamos do primeiro filme, como os relacionamentos pessoais. O relacionamento entre Scott e Cassie realmente é uma parte vital deste filme.

Mas em termos do encolhimento e do crescimento, nós realmente piramos neste filme. É loucura. Nós estamos fazendo sequencias de ação que obviamente você não veria em nenhum outro filme porque eles são tão específicos para estes personagens e seus poderes. Foi bem divertido como cineasta ter acesso a todas estas ferramentas que a Marvel te dá acesso, como os melhores artistas visuais do mundo. Então você pode inventar ideais malucas que nunca foram vistas em um filme. É empolgante pensar sobre isso.

Homem-Formiga e a Vespa. Exclusiva entrevista com Peyton Reed.

Tem algo que nunca foi feito antes de Homem-Formiga e a Vespa?

PR: Homem-Formiga foi uma proposta complicada na hora de apostar se o público ia aceitar o Homem-Formiga como herói e como personagem. Eles aceitaram, e isto nos deu a confiança de ir adiante com estes personagens e fazer um filme com algumas coisas verdadeiramente esquisitas que podem acontecer ou levar o filme para um lado mais cômico.

Nós levamos este filme para alguns caminhos bem estranhos, e eu gosto que estamos fazendo um filme em um estúdio que se empolga com essas coisas. Eu disse isso antes, mas me anima muito que a Marvel é gerenciada por pessoas que tem fome de criatividade e que realmente querem arriscar porque não querem se repetir. Eles querem fazer tipos diferentes de filmes, e isto depende de nós cineastas levar a eles algumas ideias bem criativas.

Você ficaria chocado com quantidade de ideias loucas que levamos e eles disseram “Ah sim, okay, isso é legal.” Onde em outro lugar, você pode apresentar, e eles vão dizer algo como, “Do que você está falando, cara? Nós não vamos fazer isso.” Faz uma diferença enorme para uma pessoa criativa e como cineasta ter este sistema de suporte.

Homem-Formiga e a Vespa estreia 5 de Julho.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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