Especial ‘Dia dos Pais’ – Os pais mais legais da Cultura Pop…ou não!

Estavam com saudades de mim? Estou cansada de só subir notícias e resenhas, as vezes é bom poder escrever na “primeira pessoa” sem o seu editor chefe e a...

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Estavam com saudades de mim? Estou cansada de só subir notícias e resenhas, as vezes é bom poder escrever na “primeira pessoa” sem o seu editor chefe e a revisora pegarem no meu pé. Então vamos lá, com a chegada de uma das datas mais comerciais do ano, o Dia dos Pais, resolvi falar um pouco sobre os papais mais fofos, ou não,  da Cultura Pop – na MINHA opinião (momento passiva-agressiva hahaha).

[dropcap size=small]Maurício de Souza[/dropcap]

Conhecido mundialmente, o Sr. Souza é O cara. Além de ter usados seus filhos reais como inspiração para suas personagens, a Turma da Mônica, sem dúvida, é um fenômeno pop. A Mônica marca sua presença à gerações e será a eterna baixinha, gorducha e dentuça de vestido vermelho que adora bater no Cebolinha com um coelhinho de pelúcia. É muita fofura bipolar em uma personalidade só. Mas eu AMO a turminha da Rua do Limoeiro, e por isso Maurício de Souza entrou para esta lista. Ele é o pai que usou seu amor pelos filhos para fazer o mundo amar seus filhos.

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[dropcap size=small]George R.R. Martin[/dropcap]

Deixando de lado as terras brasileiras e partindo diretamente para Westeros. O Sr. Martin é um cara complicado. Além de levar anos para finalizar suas obras da saga Crônicas de Gelo e Fogo, eu tenho certeza que esse cara já levou muitos psicólogos ao suicídio. Gente, sério, o que rolou na juventude de R.R. Martin que o levou a criar os Lannisters? Um tenta matar o próprio filho, o mesmo filho que acaba matando o pai,  e o outro tem filhos com a irmã. Cara, o que ele bebeu? E parabéns HBO, por conseguir produzir uma série de TV onde as pessoas se preocupam mais com as mortes alheias e violências domésticas do que com particularidades como estas.

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[dropcap size=small]George Lucas[/dropcap]

George Lucas seu FDP! Star Wars, putz, como falar de Star Wars? Precisa? Bem, Darth Vader, o vencedor do Oscar® de Melhor Pai do Ano é o cara! O maluco renega o filho, arranca a mão dele e ainda assim se torna uma das referências paternais mais citadas em mídias. De HQ’s, Games, Filmes e Livros, Vader é o pais/vilão mais foda de todos os tempos. Não exatamente um “pai herói”, porque afinal ele tem um exercito, vive enforcando seus funcionários e é o rosto público de um terrível regime tirânico intergalático. Podemos criar o termo “pai vilão”?

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[dropcap size=small]Tim Burton[/dropcap]

Tim Burton é um cara que adora aqueles programas das tardes que discutem casos de família. Vamos combinar que suas obras sempre contam com “relações paternais” bem evidentes. Mesmo não sendo o roteirista de seus filmes, Burton gosta de trabalhar os relacionamentos paternos de suas personagens. Em “Os Fantasmas se Divertem” de 1988, Lydia (Winona Ryder) não poderia ser mais diferente que seus pais, um típico casal cafona yuppie que não entende as sensibilidades mais sombrias da filha.O resultado desse relacionamento faz Lydia ficar amiga dos fantasmas da casa que não tiveram filhos em vida e a tratam como tal. Já em “Edward Mãos de Tesoura“, o inventor e pai de Edward era muito bom na idealização de suas máquinas, mas nunca conseguiu seu maior sonho: dar mãos para o seu filho. Nos últimos momentos de sua vida ele deixou os ensinamentos mais humanos e humildes para Edward que acabou recebendo mãos de tesoura. Poxa, PAI do ano! Sua personalidade doce e humana é exalada nos profundos e inocentes olhos de Edward ao longa de todo filme. Até em sua versão de  “A Fantástica Fábrica de Chocolate“, Burton demonstra que Willy Wonka (Johnny Depp) só se torna o excêntrico fabricante de guloseimas porque seu pai, um opressivo dentista interpretado pelo lendário Christopher Lee, não o deixava comer doces quando criança.

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[dropcap size=small]Bill Finger e Bob Kane[/dropcap]

Momento história. 75 anos atrás, Bob Kane inventou um personagem chamado Batman, que em sua visão, seria um rapaz loiro, de collant vermelho com asas de papelão saindo das costas. Seu parceiro criativo, Bill Finger, após o que assumimos ter sido um longo suspiro e roladas de olho, recriou o visual do personagem para a imagem icônica que conhecemos até hoje. E não é só isso, Bill Finger criou algo jamais visto nos quadrinhos até então, tudo por causa desta cena:

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Até então, boa parte dos super heróis decidiam lutar contra o crime porque eram naturalmente bondosos. Um cientista ou policial inventava alguma forma de espancar bandidos mais eficiente, colocava uma roupa colorida e pronto. Bruce Wayne foi o primeiro herói que virou um exército de um homem só contra o crime simplesmente porque o crime tirou de sua vida aquilo que ele mais dava valor: seus pais. Este tipo de peso emocional, eventualmente virou o padrão para origens super heroicas, mas começou aqui, com o Homem Morcego. Apesar de Bob Kane ter sido associado com a criação do personagem (e inclusive ter ferrado Finger e os criadores de Superman), Bill Finger foi o cara que criou tudo de quadrinhos que adoramos e são usados até hoje. Aliás, ano que vem tem filme novo, acho que nem preciso reforçar que sua próxima leitura está aqui.BatmanBobKaneFingerRobinson_original

Küsses,

 

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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