Karen Fukuhara fala sobre como foi interpretar Katana em Esquadrão Suicida

Em entrevista exclusiva, Karen Fukuhara fala sobre interpretar Katana em Esquadrão Suicida, como foi trabalhar com David Ayer e a experiência de atuar em seu primeiro longa-metragem. Esquadrão Suicida...

Em entrevista exclusiva, Karen Fukuhara fala sobre interpretar Katana em Esquadrão Suicida, como foi trabalhar com David Ayer e a experiência de atuar em seu primeiro longa-metragem.

Esquadrão Suicida pode ser um filme que está dividindo críticos e fãs, mas ouvir da própria Karen Fukuhara, atriz que interpretou Katana no longa, sobre sua experiência, dá para ver que foi algo bastante especial. Confira a entrevista exclusiva!

[divider]Esquadrão Suicida já está em exibição nos cinemas. [/divider]

Qual foi a sua reação quando o roteirista/diretor David Ayer te abordou sobre interpretar Katana em Esquadrão Suicida?

KAREN FUKUHARA: Bom, eu fiquei muito empolgada porque a ficha não havia caído sobre eu ter sido escolhida para o papel até eu ter me encontrado com David. Foi chocante e super empolgante. Eu estou muito agradecida.

Como que o David comunica sua visão para este personagem e como você se preparou para entrar na cabeça da Katana? Você leu os quadrinhos?

KAREN FUKUHARA: Quando nos reunimos pela primeira vez, nós sentamos juntos em Toronto e falamos sobre o personagem. Katana é uma matadora de sangue frio nos quadrinhos, e nos mantemos fiéis a isto, mas ela também tem um lado humano que queríamos trazer à tona. Ela segue um código e tem seus próprios heróis.

Como você enxerga a Katana e como ela figura no Esquadrão Suicida?

KAREN FUKUHARA: Ela é uma guerreira Samurai e porta a espada Soultaker – uma grande espada samurai que toma a alma de suas vítimas. Ela é extremamente leal ao Col. Rick Flag e segue tanto suas ordens quanto de Amanda Waller. Ela está no grupo como um cão de guarda, para manter os membros do Esquadrão Suicida em linha e garantir que eles sigam ordens.

Eu pensei na Soultaker como uma outra personagem no filme, porque ela tem a alma do marido de Katana presa dentro, e eu falo com a espada. Não é só uma arma para ela – tem uma conexão emocional entre Katana e a Soultaker. Então mesmo como uma assassina fria, ela também tem um lado misterioso e espiritual.

Como uma nipo-americana de primeira geração, o diretor David incentivou você a se inspirar em sua própria herança e história de família para interpretar a personagem? Você fala japonês no papel?

KAREN FUKUHARA: Sim. Eu fui abençoada, porque o David confiou em mim o diálogo, e isso foi demais. As vezes estaríamos no set e ele perguntava para mim como traduzir algo ali no momento, e depois filmávamos na sequência. Foi muito legal e um pouco enervante.

Em termos do aspecto cultural, na cultura japonesa, você não fala ao menos que falem com você e você não expressa sentimentos de forma extrovertida, assim você não ofende ninguém expressando seus sentimentos com muita intensidade – isso foi algo que eu incorporei na Katana.

No aspecto do Samurai e Bushido, eu costumava praticar uma modalidade de karatê chamada Kyokushin Karate. É um estilo focado em descobrir seu verdadeiro eu por meio de treinamento rigoroso, então tem muito a ver com disciplina. Isto foi algo que era comum para mim crescendo – disciplina e realmente tentando descobrir quem você é e o que você representa através das dificuldades em termos de treinamento e se levando ao limite. Eu absolutamente amo isso.

O David conhecia seu passado de karatê competitivo quando ele te trouxe para o filme?

KAREN FUKUHARA: Eu não tenho certeza se David sabia que eu competia, mas ele sabe agora [risos]. Nós tivemos que fazer demonstrações com espada e artes marciais como parte dos testes. Eu acho que ele gostou do que eu fiz! *ufa*

Qual foi a sensação quando você colocou a máscara e empunhou a Soultaker?

KAREN FUKUHARA: É uma transformação completa! A primeira vez que eu coloquei meu uniforme e pude ver todo mundo fantasiado foi incrível. Nos ensaios, falamos sobre os personagens e depois ensaiamos, mas é completamente diferente ver todo mundo totalmente caracterizado. E para mim, todos os dias no set, quando eu colocava a máscara, eu realmente me transformava.

Minha fantasia originalmente ia ser mais semelhante à versão dos quadrinhos – esta roupa bem colada e preta. Aí Kate Hawley, nossa designer de figurino, mudou tudo no último minuto para este visual motoqueiro meio japonês. Foi uma versão muito legal e moderna de sua fantasia e visual, mas ainda mantendo a essência da Katana, o que eu gostei bastante.

Todos os personagens precisam funcionar como indivíduos, mas também como um grupo. Kate disse que o processo para o filme foi bastante orgânico e ela constantemente tentava balancear a iconografia dos personagens dos quadrinhos e adaptar ou destilar estes elementos na visão urbana subterrânea mais realista de David. Eu adoro a atenção da Kate para detalhes minuciosos no figurino da Katana. Ela incorporou história japonesa na fantasia, se inspirando em diversas culturas guerreiras do Japão – Samurais antigos, pilotos Kamikaze da Segunda Guerra Mundial e as gangues de rua Bosozoku.

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Além da Katana, você tem outra fantasia favorita?

KAREN FUKUHARA: Vixi, haviam tantos. O da Arlequina era muito divertido. Eu adoro as chuquinhas e o rosa e azul, mas eu acho que o do Bumerangue foi uma visão bacana. Ele parece que se divertiu muito com aquela fantasia! Tinha um pequeno bolso para carregar a cerveja dele e parece bem caseiro por causa de toda a fita colante e os rasgos. Todo mundo parecia incrível! Porém eu não tenho inveja da fantasia do Crocodilo do Adewale [Akinnuoye-Agbaje] – tantas próteses!

Este filme tem um elenco incrível, e este é seu primeiro papel em filme. Como foi para você trabalhar e treinar com estes atores durante o campo de treinamento de cinco semanas que o David montou?

KAREN FUKUHARA: Oh, foi um sonho realizado. Entrando para o filme, eu não sabia como todos seriam. Eu estava um pouco ansiosa porque eu sou nova para a indústria, mas todos foram extremamente legais e receptivos.

Eu acho que o período de ensaio realmente ajudou porque todos compartilhamos nossas histórias, e havia um entendimento que tudo que compartilhávamos ali não saía da sala. Nós nem sabíamos que entrando nessa, o próprio David ia liderar estas sessões de terapia em grupo, mas eu fico muito feliz que ele fez isso. Todos nós nos conhecemos em outro nível, e eu acho que você consegue ver nossa camaradagem e como nós somos próximos nas telas. Nós nos divertimos muito filmando também, e eu espero que isso transpareça também.

Você tem uma cena favorita no filme ou algum momento durante a produção que foi memorável para você?

KAREN FUKUHARA: Os melhores dias eram quando eu filmava as partes de ação, só porque eu treinei bastante e trabalhei duro antes destes dias, e depois eram longas horas de gravação e eu correndo bastante. É um trabalho aeróbico bastante puxado, mas poder ver isto nos monitores – ver que todo meu trabalho duro valeu a pena – me encheu de orgulho e uma sensação libertadora. Não tem nada que supera isso. Dá um certo “barato”.

O que você achou da experiência de trabalhar com o David, e o que você acha que ele traz para o filme como diretor?

KAREN FUKUHARA: É um enorme filme de ação de super-heróis, mas é bastante baseado em filmes antigos. David capturou tudo em filme (ao contrário de digital), e isso dá um senso de realidade e ajuda a dar uma sensação realista.

Trabalhar com ele foi maravilhoso. O David deixa os atores desconfortáveis, e você pode achar que isso atrapalharia, mas funciona muito bem para a cena. Ele diz uma coisa específica e você fica pensando “Como isso vai funcionar na minha atuação? ” E aí você faz e sai um take incrível. Ele tem um jeito fantástico de tirar cada ator de sua zona de conforto, e aí ele cria algo mágico com isso. Eu não sei como ele faz isso, mas ele sempre consegue.

Esquadrão Suicida já estreou nos cinemas brasileiros e você pode conferir nossa crítica do filme aqui.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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