Rob Doherty Elementary entrevista

EXCLUSIVO | Entrevista com Rob Doherty criador de Elementary

Entrevistamos Rob Doherty, criador e produtor executivo da série Elementary Elementary chega em sua sétima e última temporada ainda este ano. Exibida no Brasil pelo canal Universal TV, a...

Entrevistamos Rob Doherty, criador e produtor executivo da série Elementary

Elementary chega em sua sétima e última temporada ainda este ano. Exibida no Brasil pelo canal Universal TV, a produção é estrelada por Jonny Lee Miller e Lucy Liu que interpretam uma versão moderna de Sherlock Holmes (Miller) e Watson (Liu) em Nova York.

Lançada em 2012, Rob Doherty trouxe para as telas uma releitura da obra de Arthur Conan Doyle, transformando o Dr. Watson em uma mulher, inclusive. A história começou com a chegada de Sherlock em Nova York após um período de reabilitação para drogados. Seu pai o obrigada a dividir sua casa com Dra. Joan Watson, uma ex-cirurgiã que abandonou a carreira médica após perder um paciente.

A nova empreitada de Watson é manter Sherlock longe das drogas, mas ela acaba se envolvendo com os seus trabalhos como consultor da polícia de Nova York.

Chegada sua sétima e última temporada, nada mais interessante do que saber o que podemos esperar de Rob Doherty depois deste grande sucesso. Confira nossa entrevista exclusiva.

Como foi a sua primeira impressão quando soube que o personagem do Watson seria uma mulher em Elementary?

Um Watson feminino sempre foi parte do meu plano. Eu estava curioso para assistir quais elementos dessa icônica parceria poderiam mudar e o que não mudaria. No fim, eu acho que mudamos pouca coisa.

Durante sete temporadas você conseguiu evitar algo comum em séries com um casal de parceiros: a tensão sexual entre eles, como em Arquivo X, Remington Steele, etc. Como você conseguiu  essa proeza?

Acho que descobri que a melhor maneira de evitar era ignorando. Os espectadores sentiriam essa tensão caso eu escrevesse ou não, então eu preferi a deixá-la sozinha. Eu estava mais animado com a premissa de um homem e uma mulher brilhantes vivendo e trabalhando juntos do que se apaixonando. De uma maneira estranha, isso tornou as coisas mais desafiadoras. Isso tornou o relacionamento dos parceiros mais único.

Elementary foi lançada dois anos após Sherlock, da BBC. E você conseguiu fazer um show que tinha os elementos básicos das histórias de Conan Doyle, mas com uma execução bem diferente do show britânico, inclusive no formato do número de episódios. Mas a comparação entre os dois era inevitável. Como você lidou com isso?

Estávamos prontos para as comparações. Sabíamos que isso viria com o território. Holmes e Watson estão presentes desde meados de 1800 e todos já viram eles sendo adaptados por muitas, muitas mãos. Era apenas natural entre os fãs que as comparações entre franquias surgissem. E ao mesmo tempo, nós nunca sentimos que foi uma competição. Cada série foi construída para explorar pontos diferentes e estávamos confiantes de que haveria espaço para ambas as produções. Eu estava confiante para assistir o final quando chegasse o momento.

Após sete temporadas se você tivesse que recomeçar tudo de novo, você mudaria algo nos personagens?

Mas que pergunta incrível! Eu gostaria de ter uma resposta incrível! No final das contas, os personagens de Elementary são que nem meus filhos. E eu não mudaria nada nos meus filhos. O que eu posso dizer com toda certeza é que as vozes deles ficarão em minha cabeça por muito tempo. E eu sinto falta deles todos os dias.

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