Executivo do canal FX, anuncia as novidades para 2019 e pede mais clareza nos números da Netflix.

Números de audiência e metodologia da Netflix são questionados por executivo do canal FX

John Landgraf, executivo do canal FX, questiona a transparência dos números da Netflix em seus projetos recentes e pede mais clareza nos dados....

Executivo do canal FX, anuncia as novidades para 2019 e pede mais clareza nos números da Netflix.

Não está fácil conquistar o publico de televisão, especialmente nos Estados Unidos onde a quantidade de produções seriadas é gigantesca. Só no ano passado, foram exibidas 496 séries, entre continuações e novidades, sendo que 160 de canais streaming, 146 das redes de TV, 45 de TVs por Assinaturas Premium e 145 de canais por assinatura básicos. A produção de séries para plataformas streaming aumentou 385% em relação a 2014, quando esses conteúdos começaram a ser mais relevantes dentro da indústria de entretenimento americano.

Número crescente de novas séries

Os dados foram divulgados por John Landgraf, principal executivo do canal FX, que pertence ao grupo Fox. Ele e sua equipe de conteúdo, vem realizando essa pesquisa há três anos, com o objetivo de ver o crescimento das séries e minisséries dentro do mercado de consumo americano. Há poucos anos, a produção de séries se limitava às redes de TV e as emissoras de TV paga, que  não chegavam a encostar nos três dígitos do volume de produção. Hoje a realidade é muito diferente.

Para se ter uma ideia de como esse mercado de produção está mudando, aqui no Brasil segundo levantamento feito pela redação da BesTV, estiveram no ar em 2018, cerca de 250 séries, exibidas nas emissoras abertas, na rede de TV Paga e principalmente, nos canais streaming como Netflix, HBO Go, Amazon Prime, Looke, Fox Play e Crackle.

Dúvida nos números

Mas a discussão que John Landgraf levanta não é apenas sobre a quantidade de produções mas sobre os dados que vem sendo divulgados pela Netflix, sobre sua “audiência” tanto de séries como de filmes. Segundo declarou durante a reunião semestral dos críticos de TV dos Estados Unidos – TCA, o canal mundial streaming não está contando toda a história. Principalmente por que a Netflix não segue os critérios regulares de medição de audiência aceitos pelo mercado americano.

Landgraf cita dois exemplos com as séries You e Sex Education, com a Netflix informando que a estimativa da empresa chega a 40 milhões de lares que viram essas duas produções. Citando os critérios da Nielsen, a maior e mais conceituada agência de pesquisa de audiência, a média por episódio por Sex Education seria de 3 milhões enquanto You chegaria a 8 milhões. Isso daria uma audiência muito boa para as duas séries, mas nenhuma poderia ser considerada a série de maior audiência na TV americana.

O sistema de medição da Netflix, segundo o levantamento do executivo do FX, cria a ilusão de que a maioria das séries exibidas são sucessos e que a plataforma tem mais sucessos do que qualquer outra rede de TV. John Landgraf é uma das poucas vozes dentro da indústria que tem questionado não só os números da Netflix como também sobre a influência da empresa na comunidade criativa de produtores e roteiristas.

Ainda assim, a recente previsão de audiência do filme Bird Box, produção original da Netflix estrelada por Sandra Bullock, feita pela Nielsen de 26 milhões pessoas que viram o filme na primeira semana, foi considerada tecnicamente similar aos dados do canal streaming. Segundo a Netflix, o filme foi visto na primeira semana por 45 milhões de pessoas no território americano, por que a empresa considera que o filme foi visto mesmo que a pessoa assistiu apenas 70% dele e viu o resto depois da estreia.

John Landgraf também afirmou que não quer ser a voz raivosa contra esse tipo de plataforma. Ele sabe que os canais streaming farão parte do ecossistema do entretenimento durante muitos anos. E é necessário se adaptar à constante competição.

Novidades no FX

Além dessa questão com a Netflix, Landgraf foi para o TCA para divulgar as novidades do FX para esse ano. Ele disse que as séries Fargo, American Horror Story, American Crime Story, Feud e Atlanta foram renovadas para novas temporadas. Esse ano também entra no ar a minissérie Fosse/Verdon sobre a relação amorosa e profissional do ator e coreografo Bob Fosse, feito por Sam Rockwell, e sua parceira Gwen Verdon, interpretada por Michelle Williams. A história vai contar parte do relacionamento dos dois durante os anos 70, quando a relação entre os dois se transformou de amigos para amantes. A produção tem estreia marcada para 9 de abril, nos EUA.

Outra novidade para o canal é a adaptação dos quadrinhos Y – The Last Man, criada pela dupla Brian K. Vaughn e Pia Guerra, para o selo Vertigo da DC Comics. Num futuro, uma praga elimina dos os homens da Terra com exceção de homem que vaga pelo mundo à procura de uma resposta para esse mistério. Claro que, perseguido ferozmente por mulheres que querem saber o que aconteceu com a raça humana.

A única nota triste vinda do canal foi o cancelamento de Legion, série baseada nos quadrinhos da Marvel escrito por Chris Claremont e desenhado por Bill Sienkiewicz. Narra a história de David Haller (Dan Stevens), que havia sido internado por causa de sua esquizofrenia mas que na realidade ocultava um dos mais poderosos mutantes que o planeta já viu. A série termina em sua terceira e ultima temporada prevista para abril.

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