Salvador Dalí chega em São Paulo

Finalmente, Salvador Dalí está em São Paulo!  (Atualizado em 21/10/2014) Pessoal, visitamos a exposição do Salvador Dalí no fim de semana, e olha só: está imperdível! Então selecionamos algumas...

Finalmente, Salvador Dalí está em São Paulo!

 (Atualizado em 21/10/2014)

Pessoal, visitamos a exposição do Salvador Dalí no fim de semana, e olha só: está imperdível! Então selecionamos algumas fotos de obras e montamos uma lista de dicas para você que ainda não foi visitar!

Local: Intituto Tomie Ohtake

Como chegar: Caso você não vá de carro, pegue qualquer bus que desça no Terminal Pinheiros ou na estação Faria Lima do metrô linha amarela.

Entrada: a entrada é principal do instituto. Caso você pegue file, prepare uma garrafinha de água e sapatos confortáveis para ficar em pé, pois não tem como sentar nem fora e nem dentro da exposição.

Instalação para fotos: No saguão principal você encontrará uma grande instalação preparada para os selfies, a fila, dependendo do horário e dia que você vá, pode estar longa, então sugerimos que você visite a exposição antes de tirar a foto, assim você terá assunto ao longo da fila além de ser uma alternativa de descanso para os pés após apreciar as mais de 200 obras do artista. Olha só a nossa equipe:

Posso tirar foto das obras? PODE! 🙂 Só respeite as marcações no chão para não tomar bronca dos seguranças. Mas prepare seu celular ou câmera e divirta-se na hora de tirar belas fotos dos detalhes das obras. Confira algumas imagens que a nossa equipe clicou:

Crianças e terceira idade: Como dissemos, não há local para sentar e não é permitido consumir bebidas nos quatro espaços da exposição, porém no subsolo tem uma cafeteria, caso você se canse, a paciência será uma grande aliada. Você pode descer para o subsolo, fazer uma pausa, tomar uma água e depois retomar a visitação. Não vá com pressa.

Calor de São Paulo: sabemos que a temporada de calor está forte, então, como disse a dica acima, prepare um protetor solar, água na mão e roupas frescas. A partir do momento que você entrar na exposição não tem como beber água nas salas e nem onde sentar.

Tempo de visitação: Não vá com pressa. São centenas de ilustrações, muitas coisas para ler e aprender, além dos filmes que você pode sentar para curtir. Então vale a pena se organizar para ir em um dia sem compromissos.

Vale a pena? Com certeza! O acervo possui obras de diversas décadas e fases de Salvador Dalí. De ilustrações e fotos à quadros e capas de revistas, sua experiência será muito rica e emocionante.  Mais fotos:

Esperamos que vocês tenham gostado das nossas dicas, não deixe de conferir o release completo da exposição abaixo e poste sua foto via Instagram  com a #DalíSP e fique de olho no evento oficial da exposição para ver se sua foto aparece por lá!

Até a próxima.

(Publicado em 13/10/2014)

Diretamente do Rio de Janeiro para solo paulista e ainda com novidades! A partir do dia 19 de Outubro você poderá apreciar uma retrospectiva do mestre do surrealismos, a exposição Salvador Dalí. O Instituto Tomie Ohtake será palco para cinco novas obras vindas diretamente da Fundação Gala-Salvador Dalí e duas do Museu Reina Sofia, diferenciando esta exposição da que passou pela capital carioca. As obras incluídas substituem outros trabalhos da coleção do Museu Salvador Dalí que fica na Flórida (EUA).

“O Espectro do Sex-Appeal” de 1934

“Após a visita, todos entenderão sua importância como artista, não só no surrealismo, mas na história da arte. Isso significa uma importante ligação com a arte contemporânea, enquanto Dalí parte de uma profunda compreensão e respeito pela tradição”, Montse Aguer, curadora da exposição.

Dentre essas sete obras do mestre do surrealismo que estarão exclusivamente em cartaz no Instituto Tomie Ohtake está o valioso e pequeno óleo sobre madeira “O Espectro do Sex-appeal” (1934). Do tamanho de meia folha de papel, atribui-se à pequena pintura a forma como Dalí plasmou, de modo concreto, o temor pela sexualidade. “Desnudo” (1924), que pertenceu a Federico García Lorca, “Homem Com a Cabeça Cheia de Nuvens” (1936), de profunda carga simbólica, com referência explícita a René Magritte e “O piano surrealista” (1937), fruto de sua colaboração com os Irmãos Marx, estão também entre os trabalhos incluídos. Acompanha a exposição no Instituto Tomie Ohtake um catálogo especial, que aborda a totalidade das peças então apresentadas – 218, assim como sua recepção crítica entre escritores e especialistas de grande renome, como Eliane Robert Moraes, Paulo Miyada, Veronica Stigger.

“Desnudo” de 1924

A retrospectiva de Dalí, com curadoria de Montse Aguer, diretora do Centro de Estudos Dalinianos da Fundação Gala-Dalí, foi organizada para convidar o público a mergulhar por um universo onírico, simbólico e fantasioso. O conjunto de peças é formado por 24 pinturas, 135 trabalhos entre desenhos e gravuras, 40 documentos, 15 fotografias e quatro filmes. O espectador terá contato com a produção de Dalí desde os anos 1920 até seus últimos trabalhos, proporcionando ao visitante uma clara percepção de sua evolução, não só técnica, mas de suas influências, recursos temáticos, referências ideológicas e simbolismos.

Será possível ver as telas do período de sua formação como pintor – além de “Desnudo”, já citado, “Retrato de meu pai e casa de Es Llaner”, de 1920, “Retrato de minha irmã”, de 1925, e “Autorretrato cubista”, de 1926. Tais pinturas, além de marcarem o início da pesquisa de Dalí, também dão mostras de sua vasta e instigante produção de retratos, que, em suas diferentes interpretações e abordagens, acompanham a metamorfose de um trabalho marcado pelo questionamento sobre a realidade.

“Autorretrato cubista”, de 1926

A fase surrealista, que deu fama mundial ao catalão, será retratada em telas que apresentam seu método paranóico-crítico de representação, com obras muito significativas como “O Sentimento de Velocidade”, (1931), “Monumento imperial à mulher-menina” (1929), “Figura e drapeado em uma paisagem” (1935) e “Paisagem pagã média” (1937).

O público também poderá conferir a contribuição de Dalí para a sétima arte. Os filmes O Cão Andaluz (1929) e A Idade do Ouro (1930), codirigidos por Salvador Dalí e Luís Buñel, e Quando Fala o Coração (1945), de Alfred Hitchcock, cujas cenas do sonho foram desenhadas pelo artista, serão exibidos dentro do espaço expositivo, apresentando um pouco mais da diversidade e da linguagem adotada pelo artista.

Quando Fala o Coração (1945), de Alfred Hitchcock

O acervo, por sua vez, apresenta documentos e livros da biblioteca particular de Dalí, provenientes do arquivo do Centro de Estudos Dalinianos, que dialogam com as pinturas proporcionando ao visitante uma viagem biográfica e artística pela carreira do pintor. É o caso dos títulos Imaculada Conceição (1930), de André Breton e Paul Eluard, e Onan (1934), de Georges Hugnet. As raridades tiveram seus frontispícios assinados por Salvador Dalí e retratam as bases do surrealismo na literatura.

O conjunto conta ainda com as ilustrações feitas para os clássicos da literatura mundial, como Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol. Merecem destaque os desenhos que ilustram o livro Cantos de Maldoror (1869), de Isidore Lucien Ducasse (mais conhecido como Conde de Lautréamont), autor de grande referência entre os jovens surrealistas. É possível reconhecer nesses desenhos, por exemplo, as muitas figuras recorrentes na obra de Dalí, como objetos cortantes, muletas, corpos mutilados etc. Eliane Robert Moraes, em texto que acompanha o catálogo da exposição, diz que, movidos por uma crescente revolta pós-guerra, esses artistas “viram na violência poética de Ducasse uma alternativa para seus dilemas estéticos e existenciais”.

Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol com ilustrações de Salvador Dalí

“Queremos mostrar o Dalí surrealista, mas também aquele que se antecipa ao seu tempo, que é audacioso, que defende a liberdade de imaginação do artista em sua própria criação. Ao mesmo tempo, a mostra passeia pela trajetória artística e pessoal de Salvador Dalí”, Montse Aguer, curadora da exposição.

Para trazer o acervo ao Brasil, o Instituto Tomie Ohtake participou de uma longa negociação com os museus envolvidos. “Foram cinco anos de muitas tentativas e conversas com os detentores das grandes coleções de Dalí, para se concretizar as exposições do artista no Brasil, pela primeira vez com pinturas, e com maior concentração na fase surrealista”, revela Ricardo Ohtake, presidente da instituição.

A exposição do Dalí conta com os patrocínios da Arteris, do IRB Brasil RE e da Vivo, o co-patrocínio da Atento e do Banco do Brasil e o apoio da BrasilCap, BrasilPrev, dos Correios, do Grupo Segurador BB Mapfre e da Prosegur.

Exposição: Salvador Dalí
Visitação: 19 de outubro de 2014 a 11 de janeiro de 2015
De terça a domingo, das 11h às 20h
Livre – Entrada gratuita por sistema de senhas: distribuição das 10h às 18h (terça a domingo) na entrada do Instituto Tomie Ohtake; no máximo duas senhas por pessoa, com opção a três horários de visitação, 11h, 14h e 17h, e somente para o dia em que forem retiradas; última entrada, às 18h.

Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropés 88) – Pinheiros SP
Metrô mais próximo – Estação Faria Lima/Linha 4 – amarela

Em breve retornaremos com mais novidades da exposição!

Até a próxima.

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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