É o fim. Netflix anuncia o cancelamento de Justiceiro e Jessica Jones, as últimas séries da Marvel ainda co-produzidas pelo streaming. Confira aqui.

Justiceiro e Jessica Jones também são cancelados

É o fim. Netflix anuncia o cancelamento de Justiceiro e Jessica Jones, as últimas séries da Marvel ainda co-produzidas pelo streaming. Confira aqui....

O cancelamento das séries Justiceiro e Jessica Jones marca o fim de um relacionamento entre a Marvel e a Netflix.

O clichê é mais do que óbvio: o fim de uma relação nunca é boa, especialmente quando observadores torciam para que ela fosse cada vez mais longe. Mas não foi o que aconteceu entre a Marvel e a Netflix, que anunciou que não irá renovar Justiceiro e Jessica Jones para novas temporadas.

Assim como aconteceu nas outras produções da Marvel como Demolidor, Luke Cage e Punho de Ferro, a Netflix distribuiu um comunicado elogiando elenco e produção pela dedicação aos programas, desde que Demolidor foi ao ar em 2013. Além disso, a plataforma de streaming não foi clara se a terceira e ultima temporada de Jessica Jones deve chegar ao canal em 2020.

Demolidor

Quando chegou ao canal mundial de streaming em 2013, a série Demolidor causou um grande impacto tanto para a crítica como o público em geral. Num período onde os personagens da Marvel estavam fazendo sucesso no cinema, levar os quatro heróis urbanos para uma aventura na TV era uma ousadia e também um risco calculado.

Personagem que ganhou vitalidade nos anos 80 com o trabalho de Frank Miller nos roteiros das HQs, o Demolidor já havia passado pelo cinema numa produção assinada pela Fox, mas sem a dedicação que era necessária para que o Homem sem Medo funcionasse no cinema. Mesmo seu spinoff, Elektra, também não conseguiu entusiasmar.

Com o britânico Charlie Cox no papel do advogado cego Matt Murdock, e enfrentando os violentos planos do Rei do Crime, feito brilhantemente por Vincent D’Onofrio, nascia uma série que tinha tudo para dar certo. E deu durante algum tempo. Demolidor introduziu em sua segunda temporada o personagem de Frank Castle, que depois ganharia sua própria série, O Justiceiro, interpretado por Jon Bernthal.

O sucesso do Demolidor abriu as portas para outros super-heróis da Marvel, considerados os “heróis urbanos” de Nova York. A primeira novidade foi a ex-super heroína agora detetive particular, Jessica Jones, feita por Krysten Ritter. Depois veio Mike Colter interpretar o indestrutível herói de aluguel, Luke Cage. E finalmente o mestre das artes marciais, Punho de Ferro, interpretado por Finn Jones.

Defensores

Todas as séries estrearam bem, abrindo caminho para outra ousadia apoiada por Jeph Loeb, responsável pela área de Televisão da Marvel: Os Defensores, que foi uma minissérie crossover onde os heróis enfrentaria o desafio mortal contra o Tentáculo, uma das mais violentas organizações criminosas do Universo Marvel.

E como diria o poeta, no meio do caminho tinha uma pedra, com uma ideia de que esses seriados funcionariam melhor quando as histórias eram minuciosamente explicadas. Sim, isso é importante, mas esqueceram de agregar o principal fator que leva uma pessoa a curtir um personagem de quadrinhos: a ação.

Na onda da segunda temporada de Demolidor, este universo Marvel na Netflix ganhou o spinoff, Justiceiro, a primeira produção fora do acordo inicial entre os parceiros.

Todas as segundas temporadas das quatro séries caíram numa verborragia exagerada, com personagens discutindo relação, e não fazendo aqui para o qual eles foram criados, dar porrada nos bandidos. E isso faz com que o público, ávido por ação e aventura, começasse a questionar por que perder tempo numa maratona de 13 episódios de um personagem que não sai do lugar?

Agregue-se tudo isso ao fato de que a Disney, hoje dona da Marvel, querer recuperar antigas propriedades soltas em vários estúdios, para canalizar novas produções para alimentar o Disney Plus, seu próprio canal streaming. Mesmo com declarações que dificilmente essas séries seriam repaginadas no novo canal, já correu nas redes sociais a pressão para que, pelo menos, a Disney faça uma nova minissérie com Os Defensores. Ninguém confirma ou desmente.

O fato é mesmo com esses cancelamentos, esse quinteto de personagens mais humanos e carentes da Marvel, conseguiu chegar à telinha, com boa parte de suas histórias cativando o público. Quem sabe após esse banho de água fria provocado pelo cancelamento radical de todas as séries da Marvel produzidas pela Netflix, comecem a entender que a ação está ligada direta aos pensamentos do personagem. Quando ele pensa demais, age de menos…

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