Freakpop Debulhando o Oscar: Amour

Faltando 1 mês para o Oscar, Brüce , Sam Bass e Lady Freak vão ajudar você, caro leitor, a desbravar o complexo oceano de indicações de melhores filmes, diretores...

Faltando 1 mês para o Oscar, Brüce , Sam Bass e Lady Freak vão ajudar você, caro leitor, a desbravar o complexo oceano de indicações de melhores filmes, diretores e o mais importante de todos… melhor edição de som. Se preparem para 1 mês de Nerd Reviews muito especiais!

Hora de falar de mais um concorrente pela estatueta: Amour!

Eu, Lady Freak, fui especialmente convidada para fazer o review desse filme e agradeço meus colegas pelo convite e pela honra de poder escrever algo sobre este longa francês tão intenso.

Amour retrata a transformação da vida de um casal de mais de 80 anos após a esposa, Anne, sofrer um derrame. Ela é uma professora de piano bem fria e ele um esposo pacato e amável que se vê na situação de decidir o futuro da relação dos dois com a presença das limitações físicas e emocionais de sua amada.

A realidade do dia a dia é retrata de forma seca, fria e muito realista, a ponto de incomodar qualquer telespectador que possua um ente da família doente ou debilitado.  Como foco Georges, esposo de Anne, lida com os problemas “esperados”: não poder se ausentar para ir ao mercado, cuidar da limpeza da casa, fazer os exercícios com Anne e dar atenção a ela, receber visitas inesperadas, demitir uma enfermeira indelicada e lidar com o emocional da filha que não assimila o estado de sua mãe.

Após o segundo derrame de Anne, a situação física e emocional do casal se acentua nos levando, automaticamente, a questionar o que é o AMOR.

Intenso, realista e sem reviravolta alguma, os atores Jean-Louis Trintignant de 82 anos e Emmanuelle Riva de 85 anos provam ao mundo que idade não quer dizer nada, e que é possível atuar em um drama romântico onde a doença e a morte são os rivais no final da vida sem vergonha alguma.

Confesso que até sua metade o filme é bem parado, sem música e duro de encarar. A racionalidade que o diretor Michael Haneke aplica ao longa nos faz relembrar de filmes como Lado a lado, Amor Além da Vida e Antes de Partir, onde o toque hollywoodiano de ser embasa e maquia o ponto final do filme: a morte.

Prepare-se para duas hora de atuações impecáveis, longos diálogos e um engasgo na sua garganta.

Amour está concorrendo às estatuetas de: Melhor Filme, Melhor Atriz (Emmanuelle Riva), Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Filme Estrangeiro. O longa francês não deve levar o Oscar de Melhor Filme, porém merece levar por Melhor Filme Estrangeiro (apesar de eu não ter visto os demais). As outras nomeações conflitam com grandes nomes do cinema e fica difícil imaginar o que vai passar na cabeça dos velhotes da Academia. 

Bom filme e preparem o lenço.

Küsses, Lady Freak

Até a próxima e fiquem atentos para as demais  Nerd Reviews de filmes concorrendo ao Oscar de Melhor Filme! Para facilitar sua vida, que tal nos curtir no Facebook?

 

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“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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