Freakpop Debulhando o Oscar: Les Misérables

Faltando 1 mês para o Oscar, Brüce , Sam Bass e Lady Freak vão ajudar você, caro leitor, a desbravar o complexo oceano de indicações de melhores filmes, diretores e o...

Faltando 1 mês para o Oscar, Brüce , Sam Bass e Lady Freak vão ajudar você, caro leitor, a desbravar o complexo oceano de indicações de melhores filmes, diretores e o mais importante de todos… melhor edição de som. Se preparem para 1 mês de Nerd Reviews muito especiais!

Hora de falar de mais um concorrente pela estatueta: Les Misérables

Cá estou eu, Lady Freak, na difícil missão de escrever mais um review. Chegou a vez  de falar do musical dirigido por Tom Hooper e das atuações de Anne Hathaway, Hugh Jackman, Russel Crowe, Amanda Seyfried e Helena Boham Carter. Acredito que todos dispensam apresentações, mas respectivamente eles estrearam: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (Mulher Gato), X-Man como Wolverine, Gladiador como Gladiador, Querido John (e mais um monte de filme romântico farofa) e Helena Boham Carter como Helena Boham Carter em todos os seus filmes conhecidos pela personagem Helena Boham Carter (Harry Portter, Sweeney Todd, Alice no País das Maravilhas – Exceto O Discurso do Rei). 

Les Misérables é um longa baseado na adaptação musical da série de 5 livros do autor Victor Hugo que se passam ao longo da Revolução Francesa no final do século XIX. Um país tomado pela miséria e falta de fé de seus habitantes sobre o futuro do país e de suas vidas.

O primeiro ato inicia com a história de Jean Valjean, interpretado por Hugh Jackman, que é libertado após cumprir pena por roubo de pão para alimentar sua família. Sob condicional, ele resolve viver outra vida e permanecer escondido do inspetor Javert vivido por Russel Crowe.  Em um certo momento Fantine (Anne Hathaway) falece em seus braços e ele assume a árdua missão de resgatar e cuidar de sua filha Cosette para continuar seu objetivo pessoal de se redimir pelos seus atos perante a Deus.

Os 40 minutos iniciais do filme são de tirar o fôlego, Anne Hathaway está simplesmente perfeita e sua atuação é de fazer qualquer um chorar.  Sinceramente, o filme desandou após a morte de sua personagem e a cena onde ela interpreta a música I Dreamed a Drem, para mim, ficará na história do cinema e ela merece toda e qualquer estatueta de Hollywood!

Infelizmente não tem a cena disponível no Youtube, então segue uma prévia para vocês ouvirem e sentirem na sua voz a emoção da personagem:

O segundo ato conta a história de sua filha, Cosette, 9 anos após ser resgata por Jean Valjean…..e aqui o filme desanda. Os personagens de Marius, estudante revolucionário e Esponine, filha do casal Thénardier vividos por Helena Bonham Carter Sacha Baron Cohen, são introduzidos na trama de uma forma nada interessante apesar do triângulo amoroso ser uma das bases da história.  Helena e Sacha são figuras cômicas,mas neste momento do filme você relembra cenas de Sweeney Tood e questiona se o filme não é do Tim Burton. Ponte negativo!

Jean Valjean segue na luta por seus ideias enquanto o Russel Crowe está bem ruim ! Faltou um pouco da brutalidade do Gladiador para construir um personagem com sangue nos olhos, uma vez que ele quer capturar Jean de qualquer forma. Fora que Hollywood não investiu em suas aulas de canto, logo……..é bem despontante!

Hugh Jackman está de parabéns, de uma forma impecável ele vive um Jean Valjean inesquecível, canta absurdamente bem e você torce por ele durante todo o filme. Ponto positivo: Missão cumprida.

Sem mais, Les Miserábles é um musical que coloca qualquer outro no chão. A partir do momento que você assistir, Chicago, Moulin Rouge , Nine e a budega de Evita simplesmente deixam de existir em seu HD cinematográfico. Vale pela composição das musicas, fotografia e direção. Vale ressaltar a cinematografia investida por ser um musical, você não verá um filme focado só nos cantores principais e suas expressões. Outra ressalva válida: se você assistiu O Corcunda de Notre Dame , há diversos momentos onde parece que uma cena dessa animação da Disney virou realidade, e o mais curioso: ambas as histórias são do Victor Hugo e se passam na França.

Mesmo tendo um longo momento desinteressante, as poucas cenas e os 40 minutos de Anne Hathaway te impulsionam a assistir até o final. O filme concorre às estatuetas de Melhor Filme, Melhor Atriz Coadjuvante (e a Anne merece ganhar!), Melhor Ator (eu ainda acho que Daniel Day Lewis leva por Lincoln), Melhor Som (indicação óbvia por ser um musical), Melhor Maquiagem (que eu discordo também), Melhor Figurino e Melhor Canção Original.E agora Academia?

Uma última crítica………parem de tentar transformar a Amanda Seyfried em uma atriz memorável, isso nunca vai acontecer!

Küsses, Lady Freak

Até a próxima e fiquem atentos para as demais  Nerd Reviews de filmes concorrendo ao Oscar de Melhor Filme! Para facilitar sua vida, que tal nos curtir no Facebook?

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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