Freakpop debulhando o Oscar: Philomena

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Começa mais uma temporada praticamente sem fim de premiações, e mais uma vez Doktor Brüce, Lady Freak, Sam Bass e nosso novo integrante Carlus Freekultist estão aqui para oferecer críticas de todos o filmes de destaque da temporada para te fazer parecer entendido do assunto e impressionar seus amigos! O concorrente à estatueta de melhor filme do dia é: Philomena!

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O ano é 1952 e a nossa protagonista é uma moça  que aos 14 anos foi encantada por um jovem  durante um passeio romântico num parque de diversões típico da década, e entre galanteios e carinhos ela termina grávida tendo que lidar com o árduo e tradicional posicionamento das freiras do convento no qual foi mandada. Philomena é interpretada docemente pela atriz britânica de 79 anos Judi Dench e seu parceiro de trama é o ator, também britânico, Steve Coogan que personifica Martin Sixsmith. Juntos eles iniciam a busca pela filho de Philomena que foi adotado aos dois anos de idade por um casal norte americano.

O longa é uma adaptação de roteiro do livro The Lost Child of Philomena Lee do jornalista Martin Sixsmith que perdeu seu emprego de conselheiro no Partido Trabalhista do Reino Unido e resolve trabalhar em um livro sobre história Russa quando recebe o desafio, ou melhor, uma oportunidade até então não interessante, para escrever a história de Philomena.

A história não possui grandes reviravoltas e o “final” é desvendado sem grandes mistérios, o ponto forte da adaptação para uma versão cinematográfica são as interpretações dos dois atores cuja química e feição carinhosa criam um elo de amizade e confidencialidade muito interessante. Judi Dench dá vida à uma senhora da terceira idade sem preconceitos e muito expressiva, entre breve diálogos francos sobre a relação sexual que gerou seu filho Anthony e sua aceitação por ele ser homossexual, resultam em uma personalidade e mentalidade idosa que desperta o interesse no telespectador, afinal, quem não gostaria de ter uma vó moderna e de mente aberta para as grandes polêmicas que ainda rondam a sociedade nos dias de hoje.

Philomena recebeu as indicações ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Atriz (Judi Dench), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora.

Vale a pena assistir? Sim, o longa é dinâmico, curto, leve e divertido. Steve Coogan afirmou em entrevista que “Queria ir além do que faço normalmente, que é divertido, mas limitador. Não sou o primeiro da lista de ninguém para papéis dramáticos” e o ator consegue, por meio desse filme, ser um jornalista confuso, levemente arrogante e ao mesmo tempo muito focado pois quando ele finalmente se entrega ao drama de Philomena, Steve retrata seu envolvimento emocional mesclando a intensidade de busca pela informação da profissão de Martin. A direção de Stephen Frears (A Rainha) é muito focada na expressão dos atores, o que te leva a sentir a emoção de cada parte da história.

Merece alguma estatueta? Talvez de Melhor Roteiro Adaptado, infelizmente Dench compete com outras atrizes de peso esse ano, mas nada impede de ser premiada em virtude de sua renomada carreira. O único Oscar da atriz foi o de Melhor Atriz Coadjuvante por Shakespeare Apaixonado de 1998 – caso alguém lembre desse filme, Judi apareceu por menos de 8 minutos durante o filme e Gwyneth Paltrow levou o Oscar de Melhor Atriz (preferimos não lembrar que o longa também ganhou o Oscar de Melhor Filme, deixa pra lá, né?)

Küsses,
Lady Freak

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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