ENTREVISTA | Gal Gadot fala de sua jornada como Mulher-Maravilha

Gal Gadot é a Mulher-Maravilha que a DC e o entretenimento precisavam Mãe de dois filhos e uma carreira que começou nas passarelas como modelo e Miss Israel, Gal Gadot...

Gal Gadot é a Mulher-Maravilha que a DC e o entretenimento precisavam

Mãe de dois filhos e uma carreira que começou nas passarelas como modelo e Miss Israel, Gal Gadot é agora oficialmente a representação cinematográfica do ícone dos quadrinhos, a Mulher-Maravilha. Mesmo tendo uma participação surpreendente em Batman vs Superman – A Origem da Justiça, é no longa que conta a origem da personagem, criada há 75 anos, que consolida sua personagem.

Atenciosa e bem humorada, Gal tem o tom de voz de quem acabou de fazer um dos melhores passeios num parque de diversão, mas está um pouco sem fôlego para contar todos os detalhes. Após quase 200 dias de filmagens, incluindo seis meses de treinamento em lutas, esgrima e equitação, a atriz manteve a energia em alta para conversar com a Revista Preview e explicar por que Mulher-Maravilha é um filme de super-herói bem diferente do que o público está acostumado.

Para você, fazer Mulher-Maravilha, o filme, foi complicado, desafiador ou simplesmente divertido?

Tudo isso junto. Parecia uma grande montanha-russa. Antes de começar a filmar, eu parecia uma criança em frente a uma montanha de gelatina pensando qual seria a melhor forma de subi-la. Trabalhei com uma fantástica diretora, Patty Jenkins, um elenco mais fantástico ainda com Chris Pine, Connie Nielsen e Robin Wright. Gente muito profissional e muito experiente. Uma experiência inesquecível. O que foi mais desafiador foi a parte física do filme, as cenas de ação e lutas. Nós filmamos boa parte do filme na Inglaterra durante o inverno, e estava muito frio…

E seu uniforme é bem curto. Ensaiei durante várias semanas as cenas de lutas, tive aulas de equitação. Mulher-Maravilha é um papel que exigia muita atividade física. Por um lado foi bom, por que eu dancei durante 12 anos e adoro usar o corpo como forma de expressão. Mas filmar por mais de 100 dias foi muito exaustivo. Mas final do dia, meu objetivo era entregar o melhor perfil e a história mais original sobre Diana Prince. E isso foi sempre meu objetivo.

A sua primeira participação como Mulher-Maravilha em Batman vs Superman – A Origem da Justiça foi deslumbrante. Especialmente com aquela música…

Todo o crédito do mundo para meu querido Hans Zimmer. Eu amei a trilha que ele fez para minha personagem…

Além das cenas de lutas e perseguições à cavalo, você também treinou como lutar com espadas?

Comecei a treinar tudo, incluindo esgrima, seis meses antes de começarmos a filmar cada um dos filmes. Horas e horas de equitação, esgrima, levantamento de peso… Fiquei realmente muito forte, por que a personagem é uma mulher forte. Foi trabalhoso chegar nesse tipo físico mas valeu para retratar da melhor maneira possível esse ícone feminino dos quadrinhos.

Você leu os quadrinhos da Mulher-Maravilha ou assistiu ao seriado com Linda Carter para fazer a sua versão da personagem?

Nunca fui uma leitora de quadrinhos e nem tinha nascido quando o seriado Mulher-Maravilha tinha saído do ar…

Entendi, sou velho e sei sobre essas coisas… (risos)

Não, não é isso que quero dizer… Eu conhecia a personagem mas não tinha muito conhecimento sobre ela. Esse é outro motivo de ficar contente em fazer o filme, já que estávamos finalmente levando a personagem para a grande tela. Sua história é maravilhosa e não é somente para meninas. Algumas pessoas podem achar que é para meninas por que é uma história universal.

Você se encontrou com Linda Carter?

Sim, ela é fantástica. Quando a encontrei a primeira vez, entendi por que ela fez um trabalho muito legal na série de TV. Primeiro, ela é muito divertida e confiante. Ela me fez sentir confortável ao seu lado, por que ela tem opiniões fortes sobre vários temas, sem ficar pregando regras. Sem contar que ela tem uma tremenda voz. Você já ouviu ela cantando?

Sim. Ela cantou durante a série e hoje tem uma carreira respeitável com country music. Mas vocês conversaram sobre Mulher Maravilha?

Nosso principal tema foi o nosso uniforme. Os dois são bem diferentes. O dela era muito similar a um traje de banho, que a deixava muito sensual. Ela me contou que quase não participava nas cenas de luta, por que naquela época, isso não era uma coisa comum em séries de TV como é hoje. Os dublês faziam o trabalho pesado. Já o meu uniforme é mais de uma guerreira. No primeiro dia que usei, o figurinista deixou ele um pouco apertado e quando fui fazer uma cena de luta, ele abriu totalmente. (risos)

Como Mulher-Maravilha você trabalhou com dois diretores diferentes. Zack Snyder em Batman vs Superman, e no filme solo, com Patty Jenkins. São estilos muito diferentes?

Cada um deles tem um estilo diferente de trabalhar. Eu tive a sorte de ter, em minha carreira, pessoas com quem tive uma boa relação de trabalho. Zack é um cara legal, fácil de trabalhar, divertido, um fantástico cineasta. Todas as cenas que ele imagina se transformam numa realidade maior do que ela própria. Adorei trabalhar com ele.

Eu e Patty trabalhamos muito próximas durante mais de seis meses. Seis dias por semana, mais de 12 horas por dia. Foi uma viagem intensa para nós duas. Ficamos muito próximas e não poderia pedir uma melhor parceira para Mulher-Maravilha do que ela. Sua visão para a personagem era bem parecida com a minha. Talentosa, que se preocupa com pequenos detalhes sem esquecer a superprodução a qual está envolvida. Muito inteligente e com um grande coração. Amos os dois…

Pelo o que você fez, sem revelar muito, acha que o filme vai mostrar para o publico uma personagem mais guerreira ou feminina?

Acredito que um pouco dos dois. Diana é uma pessoa que desconhece o mundo como nós conhecemos por que sua vida é algo muito simples. Mesmo sendo uma das mais poderosas guerreiras, para ela branco é branco e preto é preto. Tudo muda quando ela conhece Steve Trevor (Chris Pine) ela percebe que o mundo dos homens é bem mais complicado do que ela poderia imaginar. Esse filme não será um filme de super-herói tradicional, com o Bem enfrentando o Mal. Ela não age somente como guerreira. A personagem tem empatia, amor, compaixão. São sentimentos que estamos precisando hoje em nosso mundo. Quem assistir o filme, seja o público jovem ou mais adulto, vai deixar a sala do cinema após ver Mulher-Maravilha com uma ideia de como podemos deixar o nosso mundo melhor.

(Entrevista originalmente publicada na Revista Preview)


Não foi ver Mulher-Maravilha nos cinemas ainda? Bem, acho que depois dessa entrevista não há dúvidas de que vocês precisam correr para uma mega sala e se acabar num balde de pipoca.

Agradecemos a Revista Preview pela autorização de uso da entrevista que foi realizada por Paulo Gustavo Pereira, colaborador da Freakpop – Portal Geek.

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Autor de dois livros, um sobre Série e outro sobre Desenhos Animados, Paulo Gustavo Pereira é jornalista há 34 anos, tem uma vasta experiência em reportagens, é editor-chefe do site BesTV e fã de carteirinha de Jornada nas Estrelas. Aqui na Freakpop, Gus – para os mais íntimos – dará muitas dicas bacanas sobre séries.

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