Gotham – Temporada 01 – Ep. 15 – The Scarecrow

Em Gotham, surge… o Espantalho… mais ou menos… Claramente os produtores de Gotham acharam que a origem morna do Espantalho mereceria mais de um episódio. Bullock e Gordon continuam...

Em Gotham, surge… o Espantalho… mais ou menos…

Claramente os produtores de Gotham acharam que a origem morna do Espantalho mereceria mais de um episódio. Bullock e Gordon continuam a caçar Gerald Crane. Não existe um minuto sequer desta trama que pode ser chamado de marcante, mais uma vez, os roteiristas e produtores apostam no peso do nome de um personagem para vender o episódio para sua audiência e não se esforçam em celebrar porque estes personagens se tornaram marcantes no primeiro lugar.

Novamente, a indecisão de tom da série é o seu maior problema e bizarramente, esta inconsistência tem afetado a temática de cada episódio. Enquanto um episódio temos Bullock e Gordon entrevistando figuras caricatas e discutindo sobre como resolver o caso, no outro temos ambos os personagens lidando com temas complexos como dilemas morais e passados sombrios. O problema é que é impossível simpatizar com qualquer personagem já que o roteiro parece escolher a esmo que horas abordar qual trama.

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Um exemplo, Gordon recentemente se separou de Barbara Gordon e começou um relacionamento com Leslie Thompkins, uma figura famosa na mitologia do Batman. Apesar de trazer a charmosa e carismática Morena Baccarim para o papel, a abordagem preguiçosa do relacionamento dos dois é mais um elemento descartável e esquecível.

É bizarro como os vilões, mesmo aparecendo de forma intermitente na série, conseguem ser mais marcantes e bem trabalhados. As motivações de Fish Mooney, Oswald Cobblepot, Sal Maroni e Carmine Falcone são incrivelmente claras e bem desenvolvidas, o que faz o conflito entre estas figuras ser a parte mais cativante da série. Sinceramente? A premissa de Gotham deveria ter se dedicado somente às interações do submundo criminoso da cidade e esperar algumas temporadas para introduzir Gordon, Bullock e outros personagens “heroicos” de Gotham. Pelo menos teriam um universo mais estruturado para interagir.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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