Homem-Aranha: De Volta ao Lar é extremamente divertido considerando tudo que podia dar errado

Homem-Aranha: De Volta ao Lar explora o lado divertido de ser um super-herói… … e isso teria tudo para ser um desastre completo. A essência do Homem-Aranha, ao contrário...
Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Homem-Aranha: De Volta ao Lar explora o lado
divertido de ser um super-herói…

… e isso teria tudo para ser um desastre completo. A essência do Homem-Aranha, ao contrário de seus pares bilionários e super poderosos, é sua capacidade de sempre se sacrificar pelo bem maior. Peter Parker não é o herói que vai pilotar uma nave prestes a se auto-destruir rumo ao Sol para salvar a humanidade, ele é o rapaz que abre mão de uma entrevista de emprego para impedir um assalto à uma loja de conveniência. Este estilão pé no chão do herói é o que o torna tão acessível e conquistou uma legião de fãs. Em Homem-Aranha: De Volta ao Lar, conhecemos um Peter genuinamente adolescente que mostra como ser um super-herói pode ser divertido e, por sorte, não completamente matar o conceito por trás do aracnídeo.

A história (sem spoilers)

Oito meses após ser recrutado para enfrentar Steve Rogers em Berlim, Peter Parker (Tom Holland) segue sendo monitorado por Happy Hogan (Jon Favreau) e desesperado para conquistar a aprovação de Tony Stark (Robert Downey Jr.). Longe das missões grandiosas dos Vingadores, ele passa seus dias impedindo pequenos delitos no bairro de Queens em Nova York.

Surge uma oportunidade de enfrentar desafios maiores quando ele descobre uma gangue de criminosos liderado por Adrian Toomes (Michael Keaton), o Abutre. Seu grupo adquire tecnologias alienígenas e avançadas das batalhas do Universo Marvel (Chitauris, Ultron etc) e criam armamentos avançados para vender para criminosos. Peter acha uma excelente oportunidade para provar seu valor, mas aprende duras lições ao longo do caminho.

Com grandes poderes…

O filme já tem mérito por conseguir contar uma história do Homem-Aranha no cinema sem colocar a morte do Tio Ben. Não é um filme de origem, De Volta ao Lar aposta que o personagem já é conhecido o suficiente por fãs ou que o público geral não se importa tanto com a origem para não gastar precioso tempo de tela novamente explicando a crendice e a tragédia que definiram o personagem. O roteiro se interessa mais em ensinar Parker o #comgrandespoderesvemgrandesresponsabilidades por meio de desafios cada vez maiores que testam o quanto o herói está disposto a se sacrificar.

Mais uma vez no colegial...

É engraçada esta obsessão com diretores de colocar Peter Parker no colegial, considerando que em 1965, o personagem já havia se formado na vigésima oitava edição de sua série de quadrinhos. O longa se inspira em Curtindo a Vida Adoidado para pelo menos tornar a experiência escolar do herói mais interessante do que os filmes anteriores, mesmo assim, anda uma corda tênue entre o divertido e o pedante. Por sorte, o elenco é carismático o suficiente para não virar uma situação Power Rangers e Clube do Cinco.

O elenco

Tom Holland é um show a parte. Ele entrega um Peter Parker que realmente parece que tem 15 anos. Ele comete erros de um adolescente e ele reage de acordo. Sua vontade de ser aceito e ser “conhecido” é algo que todo mundo sente nessa idade, e o ator consegue entregar isso de forma sincera e sem irritar. Laura Harrier, o interesse amoroso obrigatório™ não traz muito ao filme, mas também o roteiro não força um romance desnecessário.

Os vilões, como já é tradição no Universo Cinematográfico Marvel não são lá tudo isso. Michael Keaton traz um Abutre um pouco mais interessante que a média e com oportunidade de incluir diversos vilões como o Escorpião, Shocker, Consertador e Prowler. Eles não estão lá só como easter eggs e cada um traz um pouco de si para a trama.

A direção

Jon Watts criou um visual e sequencias que conseguem mesclar a ação desenfreada dos quadrinhos com um filme teen de John Hughes. Ao contrário de seus antecessores, ele insere uma boa dose de comédia nas cenas de ação.

O veredito

Homem-Aranha: De Volta ao Lar é um bom filme, talvez em outros anos, seria até excelente. Infelizmente trata-se de um ano onde os filmes de super-herói decidiram mostrar todo seu potencial. É um longa que não tem as pretensões ao épico de seus antecessores e talvez sofra um pouco pela tradicional aversão à riscos da Marvel nos cinemas. Ainda assim, é um prato cheio para fãs do personagem e um filme de quadrinhos leve em relação aos socos no estômago que temos tido este ano.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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