Homens, Mulheres e Filhos

Qual é o limite de uso da internet pelos adolescentes? Homens, Mulheres e Filhos aborda esse tema com maestria. Ainda estamos, aparentemente sempre estaremos, na tal “era digital”. Essa fase onde...

Qual é o limite de uso da internet pelos adolescentes? Homens, Mulheres e Filhos aborda esse tema com maestria.

Ainda estamos, aparentemente sempre estaremos, na tal “era digital”. Essa fase onde dependemos da internet para tudo parece que só vai piorar. Cada vez mais usamos menos lápis e papel para se adaptar à novos teclados digitais. A carta já perdeu seu espaço a muito tempo, e com ela foram embora o contato físico, longas ligações telefônicas e a saudade apertada de alguém querido. Agora, você tem o Skype, o messenger do Facebook e o Whatsapp dominando sua comunicação e ampliando o tempo que você ficará sem ver alguém, afinal “você falou com ela ontem pelo Face!“.

Esse tema é bem polêmico. Há quem diga que as redes sociais e ferramentas digitais de comunicação otimizam o tempo e possibilitam muitos contatos ao mesmo tempo. Se hoje um usuário de Facebook tem 120 amigos, talvez 20 anos atrás ele teria somente 20 amigos. Mas o ponto aqui não é só o vício pelo digital, e sim o que o seu consumo excessivo ou controlado pode criar na cabeça de um adolescente.

Homens, Mulheres e Filhos conta a história de cinco famílias cujos adolescentes estudam na mesma escola, porém eles são criados completamente diferentes. De um lado temos um adolescente abandonado pela mãe que fica viciado em jogos online. Do outro, um casal triste com o rumo sexual da vida à dois e com um filho fissurado por pornografia online. Para completar, uma mãe super protetora controla toda a vida online da filha. E-mails, SMS e postagens do Facebook são impressos e analisados diariamente. Uma outra mãe é tão permissiva que ela cria um site com fotos impróprias da sua própria filha menor de idade. E para fechar a lista de “perfis”, um casal, completamente away da vida da filha, abre espaço para a anorexia.

Todos esses cenários, farão o telespectador repensar as relações humanas virtuais e reais. O que acontece quado um adolescente passa por um trauma? Do que adianta os pais se colocarem na mesma idade dos filhos? Ou ainda controlar os adolescentes em um nível doentio e cego que pode causar problemas muito piores? Homens, Mulheres e Filhos explora muito bem uma dura realidade dos dias de hoje: o meio digital. O que pode ser um grande aliado do conhecimento, de  novas experiências e cultura, também se torna um grande “bicho papão” que, se não dosado na medida certa, pode destruir a vida real. De quebra ainda temos uma boa crítica à cultura americana e seu modo de educar seus filhos.

O longa, que é baseado no livro de mesmo título, é dirigido por Jason Reitman (Juno, Jovens Adultos, e Amor Sem Escalas) e conta com grande elenco. Adam Sandler deixa as piadas de lado e os gritos histéricos para viver um pai de família melancólico e depressivo ao lado de Rosemarie DeWitt. Juntos eles redescobrirão seu filho viciado em pornografia e as facilidades dos sites de relacionamento online para arrumar amantes.

Jeniffer Garner faz a mãe controladora enquanto Judy Greer dá vida à mãe solteira mais moderna do pedaço. Dean Norris é abandonado pela mulher ao lado do seu filho viciado em jogos online vivido por Ansel Elgort – de “A Culpa é do Câncer“. E enquanto Kaitlyn Dever lida com sua mãe controladora, Elena Kampouris ficará mais magra.

A edição do filme não apresenta muitas novidades, aqui o que difere é uma narrativa, feita pela atriz Emma Thompson, que embasa as problemáticas de todos os núcleos mantendo o telespectador informado sobre os temas. Para deixar o longa ainda melhor, o resultado final das trajetórias de todos os personagens é bem coerente com a realidade e realmente te faz repensar sobre essa fase atual da humanidade

Homens, Mulheres e Filhos estreia dia 30 de Novembro no Brasil.

Até a próxima.

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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