CRÍTICA | Horizonte Profundo: Desastre no Golfo – Uma tragédia em alto mar

Com uma expectativa de filmes que mostram destruição, nos deparamos com a plataforma Deepwater Horizon em chamas e terminamos o filme em lágrimas. Por quê? (Texto escrito por Isa Horowitz,...

Com uma expectativa de filmes que mostram destruição, nos deparamos com a plataforma Deepwater Horizon em chamas e terminamos o filme em lágrimas. Por quê?

(Texto escrito por Isa Horowitz, a nova crítica da Freakpop. Bem-vinda, Isa!)


horzonte-profundo-desastro-no-golfo-critica-1
Abril, 2010. O maior desastre petrolífero da história dos Estados Unidos comove o mundo com o ocorrido e suas consequências ambientais. Pouco se sabia do acontecido – do ponto de vista de quem estava lá no momento… Até agora. Em Horizonte Profundo: Desastre no Golfo descobrimos um pouco mais da história dos trabalhadores da plataforma e da fatalidade que os acometeu.

Mark Wahlberg interpreta Mike Williams, um trabalhador que se despede de sua família e ruma para ficar, o que acredita, apenas 21 dias em alto mar. Porém, vivencia a mais inesquecível experiência da sua vida – e não é bem uma das boas… Após um dia normal de manutenção, um mínimo detalhe escapa e tudo muda para quem está embarcado. Após mostrar, o que podemos chamar de um tapa na cara da ganância das empresas e do descaso humano dos responsáveis por essa catástrofe, o filme começa a ser o que o trailer mostra: ação, desespero, fogo e humanidade. Isso deixa a experiência do público interessante, pondo todo mundo ofegante e ansioso para ver quem se salva (ou não).

Mostrando logo no início um áudio do julgamento do caso, já sabemos qual personagem ficará vivo e isso tira um pouco daquela ansiedade e torcida porém, a atuação de todos, os detalhes humanitários e a solidariedade entre as pessoas, faz com que o público sinta o calor do fogo vindo em sua direção. A filmagem feita em takes close-up transforma o público em cúmplice e ajuda no envolvimento dramático.

O filme se desenrola com momentos bem tediosos e detalhados.  Em busca de mostrar os problemas das instalações e sua má manutenção, mergulhamos em explicações técnicas que enrolam o filme por um bom tempo, tornando a experiência lenta e cansativa. Os efeitos visuais, que compõem o fundo do oceano e as instalações, deixam bastante a desejar, mas nada que minimize a experiência ou faça o filme ser péssimo. Ao mesmo tempo em que o efeito não convence, a sonoplastia compensa e deixa a ação – e emoção – à flor da pele.

Somos surpreendidos ao final do filme, após pararmos para pensar sobre os problemas de segurança, trabalho e claro, a família de cada um dos 11 homens que morreram nesse acidente. 

Dirigido por Peter Berg (Hancock), o filme tem estreia dia 10 de novembro. Kurt Russell, Kate Hudson, Dylan O’Brien, Gina RodriguezJohn Malkovich completam o elenco. 

Que tal um pouco de ação e conscientização ambiental?

Bisous bisous

(Texto escrito por Isa Horowitz, a nova crítica da Freakpop. Bem-vinda, Isa!)
Comente via Facebook!
Categorias
Criticas

Ver também