Hugh Jackman é ‘O Rei do Show’ de 2017!

O Rei do Show resgata a magia do cinema por meio de um musical memorável Vejam só, 2017 não foi um ano fácil para o cinema. Entre muitos filmes...
Hugh Jackman O Rei do Show, The Greatest Showman

O Rei do Show resgata a magia do cinema
por meio de um musical memorável

Vejam só, 2017 não foi um ano fácil para o cinema. Entre muitos filmes de super-heróis, poucos filmes com potencial de virarem clássicos e centenas de escândalos em Hollywood, o entretenimento sofreu abalos e perdas. Mas foi Hugh Jackman que salvou o nosso ano. Começamos com LOGAN, que desestruturou um monte de nerd emocionalmente e, agora, terminamos 2017, com um belíssimo musical que deixa uma forte mensagem sobre “corra atrás dos seus sonhos” com muita, mas muita magia.

O Rei do Show chega nos cinemas dia 25 de dezembro e estará em todas as grandes premiações de 2018. Já sentimos o cheiro de Oscar no ar e torcemos para isso acontecer. Há anos que um filme sobre entretenimento não nos impressionava. Aqui, conhecemos P.T. Barnum (Jackman), um filho de alfaiate que sonha em ser empresário no ramo do entretenimento. A história no longa, inspirada pela vida real do showman, é bem diferente e mais romantizada e ainda assim funciona ao apresentar o homem que via beleza por trás das estranhezas das pessoas diferentes ou “freaks”, como eram tratadas na época.

Quem era P.T. Barnum?

Resumindo quem ele era na vida real, em meados de 1834, Barnum investiu muito tempo em fraudar atrações, como a “Sereia de Fiji” e seres científicos de cera ou empalhados, para ganhar dinheiro com o seu primeiro Museu. Em seguida criou um espetáculo com essas figuras que causavam horror e interesse na cidade de Nova Iorque. Contra o tempo e as incansáveis passeatas contra os figurantes do show, Barnum enfrentou a crise financeira da época e, apenas depois, conseguiu fundar uma versão itinerante de seu circo que existe até hoje e se chama Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus.

E no filme? 

Já no longa, temos uma versão mais açucarada de sua carreira. Deixando de lado todo o seu envolvimento com a política e filantropia, aqui embarcamos em sua jornada amorosa com Charity (Michelle Williams) por quem é apaixonado desde a adolescência. Com a promessa de que ele daria a mesma vida de riqueza e conforto à jovem, a moça larga sua boa vida para ser feliz ao lado do futuro empresário. Pais de duas filhas, é após sua demissão de uma empresa de transportes viários que Barnum embarca em busca de seu sonho. Ele compra o Museu de Cera e animais empalhados que, após o fracasso, se transforma em um palco para que os freaks se apresentem.

O nascimento do Circo

Entram em cena a Mulher Barbada, o Homem-Macaco, o Homem mais Gordo do Mundo, o Homem mais Alto do Mundo, os irmãos trapezistas, um jovem anão, entre outros. Juntos, eles encenam um grande espetáculo que atrai os olhos mais curiosos. Com o sucesso, Barnum não para por aí. Nunca satisfeito, ele é reconhecido pela Rainha Victória da Inglaterra e lá conhece a cantora de ópera Jenny Lind (Rebecca Ferguson), por quem fica fascinado e leva ao sucesso nos EUA em uma grande turnê. Em paralelo, ele se associa a um jovem playboy que também abandona sua família para ser “livre”. Quando a fama e o poder vão por água abaixo, Barnum põe em risco toda a sua credibilidade com seus artistas, sua família e seu reconhecimento, sendo obrigado a rever sua história, jornada e futuro.

Senhoras e Senhores…

O Rei do Show é um espetáculo a parte. Com músicas modernas, ficamos cativados pela magia do enredo desde os primeiros minutos e é impossível não se emocionar ao longo do desenrolar da história. Além disso, o longa não perde fôlego em momento algum, nos encantando com as atuações excepcionais de Hugh Jackman e Zac Efron, que faz o jovem riquinho. O filme propõe um intenso questionamento sobre diversidade, respeito a quem é diferente e aceitação. As “atrações” do circo são o peso emocional do longa, ganhando espaço para cada um expor e superar o preconceito. Quando Jenny Lind, a bela e talentosa cantora, entra em cena, vemos claramente que as figuras feias do circo não são mais interessantes para Barnum, e a audiência ganha um grande tapa por meio da ganância do protagonista. É belo…É mágico.

O Rei do Show é um musical muito bem feito

A trilha sonora merece destaque. Sim, você sairá do cinema cantando, chorando e querendo dançar. O Rei do Show é entretenimento puro. As coreografias, a direção de arte, os efeitos especiais e a direção geral do desconhecido Michael Gracey impressionam e muito! Os cortes são super bem pensados e o resultado é quase impecável e atende todas as técnicas para um bom musical: o bom uso da cenografia e barulhos naturais entrelaçados com as canções, coreografias marcantes, planos sequenciais de tirar o fôlego e talento dos atores. Não perde em nada e, ousamos dizer, que se arrisca mais do que La La Land, lançado no Brasil no começo do ano.

Vale a pena? 

Cara, se depois dessa declaração de amor você não correr para o cinema, sério, desistimos. O Rei do Show é emocionante, atual, suas músicas são TODAS, sem exceção, excelentes e entra para a lista de um dos melhores lançamentos do ano. Permita-se viajar pela telona, que reacende o tesão de ver um filme no cinema, que traz magia e emoção na medida certa e fecha 2017, com um longa que simplesmente é um SHOW!

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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