In Memoriam Rip Torn (1931-2019)

In Memoriam Rip Torn (1931-2019)

Mais uma perda em Hollywood....

De Homens de Preto à aclamada série 30 Rock (Um Maluco na TV), Rip Torn deixa sua marca em Hollywood

Um de seus últimos papeis no cinema foi o do diretor geral do Quartel General dos Homens de Preto em Nova York, Zed. Na TV, esteve ao lado de Alec Baldwin e Tina Fey na premiada comédia Um Maluco na TV (30 Rock). Mas a carreira do veterano ator Rip Torn passa por grandes momentos do cinema, teatro e televisão. Rip faleceu em sua casa em Connecticut, aos 88 anos.

A carreira de Rip foi muito mais do que o memorável Zed. Nascido no interior do Texas com o nome de Elmore Rual Torn Jr., descendentes de alemães de onde veio seu apelido e nome artístico, Rip. Depois de se formar em veterinária pela Universidade do Texas, ingenuamente decidiu ir para Hollywood para se tornar um astro do cinema. Ele queria ganhar muito dinheiro para comprar um rancho e viver o resto de sua vida no seu lugar de sonhos.

Mas nada foi mais difícil do que seguir uma carreira como essa nos anos 50. Sua estreia no cinema foi um pequeno e mal creditado papel no filme Boneca de Carne, dirigido por Elia Kazan, em 1956. A experiência com Kazan o levou a estudar na Actor’s Studio, de Lee Strasberg, para entender melhor o trabalho do ator e o famoso método de atuação da escola. Nos anos 50, a carreira de Rip brilhou na telinha, onde atuou em grandes séries de antologia como Omnibus (1952-1961) e Playhouse 90 (1956 – 1960).

Ele também atuou em vários grandes sucessos da Broadway, em Nova York, como Doce Pássaro da Juventude (1959), de Tennessee Williams, ao lado de seus colegas de escola, Paul Newman, Sidney Blackmer e sua futura esposa, Geraldine Page. Pelo seu trabalho, ele ganhou o Tony. Quando foi adaptado para o cinema, em 1962, ele também foi convidado para reprisar o papel de Tom Junior. Ele era considerado pelos seus colegas como o Ator dos Atores, pelo profissionalismo e consideração com os colegas em cena.

Nos anos 70, esteve à frente de várias produções independentes com o cultuado O Homem que Caiu na Terra (1976), atuando ao lado do cantor e fantástico ator, David Bowie. Fez um cantor country em O Último Acerto (2013), e o suspense de hospital, Coma (1978), ao lado de Richard Widmark e Michael Douglas. Nos anos 80, conseguiu sua primeira e única indicação ao Oscar pelo filme Retratos de uma Realidade (1983). E também mostrou seu lado de comediante no segundo filme de Apertem os Cintos o Piloto Sumiu (1980).

Em 1991, esteve como Albert Brooks e Meryl Streep na comédia Um Visto para o Céu, no papel de um anjo guardião e orientador de Albert Brooks. Na realidade, o perfil de seu personagem encaixava perfeitamente no de Arthur, o produtor executivo e personagem principal ao lado de Garry Shandling, no premiado The Larry Sanders Show.  A série mostrava os bastidores do talk show o inseguro e alucinado Larry Sanders e as maluquices que Arthur tinha que fazer para segurar as sandices do apresentador. Rip Torn ganhou seu EMMY de Melhor Ator Coadjuvante e a série ficou no ar por seis temporadas.

Ao longo dos anos, Rip Torn manteve contato com a Actors Studio, trabalhando informalmente para levar novos talentos para a escola, como foi o caso de sua prima Sissy Spacek.

Também nos anos 90, Rip esteve numa das melhores comédias de ficção-científica, Homens de Preto, fazendo o diretor da unidade de Nova York, Zed. Na virada do século, além de atuar em diversos seriados como Lei & Ordem: Crimes Premeditados, Lyon’s Den e Will & Grace, Rip acabou fazendo duas temporadas de Um Maluco No Pedaço, também conhecida como 30 Rock, criação de Tina Fey.

Um de seus últimos trabalhos foi na produção independente Bridges of Names, de 2012, quando se retirou para sua casa em Connecticut. Seu nome será lembrado como na frase que Zed diz em Homens de Preto, quando está procurando um novo membro para a organização: queremos o melhor dos melhores. Esse foi Rip Torn.

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