IT – A Coisa: Quem tem coragem de flutuar com esse palhacinho endemoniado?

Pensa em um filme bom. Agora dobre. IT – A Coisa dá um novo significado ao terror e ao medo de Pennywise A expectativa… Quando foi anunciado que IT...

Pensa em um filme bom. Agora dobre.
IT – A Coisa dá um novo significado
ao terror e ao medo de Pennywise

A expectativa…

Quando foi anunciado que IT – A Coisa ganharia um remake uma galera torceu o nariz. A escalação para Pennywise e seu novo figurino também suscitaram comentários na internet (o clássico: pra quê fazer isso? Tipo como a volta dos Trapalhões…). Aqueles mais apegados à interpretação de Tim Curry em 1990, ficaram meio na dúvida. Mas desde então a internet tem estado em polvorosa com os trailers muito bem montados e com tensão na medida certa (nada daqueles que mostram demais do filme e tiram o tcham tcharam tchamtcham) e resultado? TODO MUNDO LOUCO PRA ASSISTIR IT!

E vamos ser sinceros: PUTA FILME INCRÍVEL! Sim, com direito a palavrão e letras em caixa alta. Não sabemos o que é mais bem feito neste filme: o elenco, o roteiro, a direção, a fotografia… Tudo converge para tornar IT – A Coisa um marco no cinema (again), com a história de como as crianças do Clube dos Perdedores (ou como colocam no filme, Clube dos Otários) enfrentou a Coisa, Pennywise, o Palhaço Dançarino.

As crianças…

A cidade de Derry, no Maine, parece ter um azar daqueles, com uma taxa de mortalidade infantil assustadora. Este capítulo se passa quando um novo “surto” de desaparecimentos começa e quando Georgie, com a icônica capa de chuva amarela, desaparece ao perseguir seu barquinho de papel. Bill (Jaeden Lieberher) escala seus amigos para descobrir o que aconteceu, acabando na mira do Palhaço. Ben (Jeremy Ray Taylor), Beverly (uma incrível Sophia Lillis), Richie (Finn Wolfhard, de Stranger Things), Eddie (Jack Dylan Grazer), Stanley (Wyatt Oleff) e mais tarde Mike (Chosen Jacobs), dão um show na tela ao enfrentar seus medos e sua personificação como Pennywise, brilhantemente interpretado por Bill Skarsgård (irmão mais novo do delícia do Alexander Skarsgård).

O palhacinho quer te matar…

O clima de tensão é construído com cuidado, sem pressa. Mesmo não tendo as mais de três horas do corte cinematográfico de 1990, ainda assim cumpre com o necessário ao não apressar nada (o que devia ter sido feito em Annabelle 2: A Origem do Mal). IT – A Coisa apresenta os personagens, dá tempo para que seus medos sejam escalados gradativamente, sem deixar de lado o clima de amizade que já vimos em “Conta Comigo” e até mesmo em “Os Goonies”, mesclando o terror com alguns alívios cômicos. Aliás, Finn Wolfhard é responsável pela maioria deles, com um Richie que simplesmente não cala a boca, tem boca suja, com a arrogância típica da idade. Outro que ajuda na comicidade é Jack Dylan Grazer, o hipocondríaco Eddie, com suas estatísticas alarmantes sobre germes, doenças e “água cinza” e seus perigos. Sophia Lillis simplesmente arrasa e entrega uma atuação muito real sobre a realidade de crianças que, mesmo sendo seguras e corajosas, ainda têm que abaixar a cabeça por medo em casa. É, é difícil ser menina…

Aqui, não há o politicamente correto no comportamento das crianças: tem piadinha meio suja, palavrão, gestos obscenos, muito sarcasmo e ironia. Esse sim é um puta elenco infantil e tira a coroa (não sei se realmente merecida) de Stranger Things! #chupaMillieBobbyBrown. Até mesmo o valentão Henry Bowers (Nicholas Hamilton) dá um show e uma vontade alucinante de enfiar o punho na cara, com seu cabelo ridículo e raiva assassina. Nenhuma criança deixa a desejar, mesmo aquelas com pouco tempo em cena.

O novo Pennywise é do grande ca****o

Skarsgård eleva Pennywise a um outro patamar: sua risada, seu sorriso, seus trejeitos… Ousamos dizer que agrada mais do que o palhaço de Curry #polêmica. A caracterização pode fugir um pouco da descrita no livro, mas isso nem faz falta e transforma o ator em um verdadeiro monstro na tela (nos dois sentidos). Os olhares de bom palhaço mesclados com um sorriso assassino quero-comer-seu braço + entusiasmo quase infantil em aterrorizar as crianças + voz doce e arrepiante = Pennywise rules! Arrepios garantidos!

E vale a pena?

Os efeitos são primorosos e dá a impressão que apostaram na clássica maquiagem e deixaram o CGI de lado um pouco, passando mais realismo às cenas. E se for CGI, galera! Tá muito bom mesmo!

O clima saudoso em tela também é algo muito importante para compor o FODIDAMENTE FANTÁSTICO FILME! As cores utilizadas (cores mais quentes que dá aquela impressão de o filme todo ser uma espécie de lembrança, um resgate do passado, mesmo sendo um “presente”), o estilo de filmagem, tudo remete há décadas passadas. Dá para sentir o momento em que se passa a história, não só pelo excelente figurino e cortes de cabelos (aliás, que essa moda não volte jamais!). Cheio de referências, dá para saber de que água Stranger Things bebeu, já que muitas cenas são extremamente parecidas (mesmo um sendo mais novo do que o outro). Dica: especial atenção aos detalhes em cenas para pescar mais referências.

Em um ano onde um terror com crianças simplesmente foi por água abaixo e nem o Pennywise iria querer comer os personagens infantis de Annabelle 2 por uma possível terrível indigestão…

… a sensação de assistir um com um forte elenco, com personagens bem construídos, bem interpretados e com uma explicação para os adultos serem nulos o filme todo (e não os ouvidos moucos irresponsáveis de alguns títulos) refresca a alma e dá esperança. Que filme, que filme! Acertaram em cheio! Bola dentro, Warner Bros.! Bola dentro!

Venha flutuar conosco! IT – A Coisa invade os cinemas a partir do dia 7 de setembro!

“we all float down here”

AVISO: Não indicado para quem realmente morre de medo de palhaços.

AVISO 2: Indicado para amantes do terror que amam boas cenas de sangue e risadas maléficas.

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