Jogamos Call of Duty: Black Ops III na BGS (não terminou bem)

Na BGS jogamos Call of Duty: Black Ops III e aprendemos o verdadeiro significado da morte… Durante o feriado do Dia das Crianças, rolou em São Paulo a Brasil...

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Na BGS jogamos Call of Duty: Black Ops III e
aprendemos o verdadeiro significado da morte…

Durante o feriado do Dia das Crianças, rolou em São Paulo a Brasil Game Show, a maior convenção de games da América Latina. Sem o menor interesse de passar o feriado vendo fotos de crianças no Facebook, decidi ir com o Angelo Costa do Além da Tela. Usando nossos poderes combinados de “passe de imprensa” e “chorar para alguém do estande”, furamos a fila e fomos conferir Call of Duty: Black Ops III da Activision.

A seguir, o relato do que deveria ser uma experiência divertida e envolvente…

Acima, Angelo e eu empolgados e se divertindo. Crédito: Daniel Martins

Acima, Angelo e eu, empolgados e envolvidos. Crédito: Daniel Martins

Confesso que nunca dei muita atenção para a série Call of Duty, sou velho e lembro da época que shooters envolviam demônios, alienígenas, sangue e um arsenal que era parte armas futuristas e parte coisas que você compra na Leroy Merlin. Também, humildemente admito que esse lance de multiplayer online nunca me cativou, se eu quisesse passar meus dias ouvindo pré-adolescentes dando xilique, eu frequentaria mais shoppings. Enfim, sentamos em dois PS4 e o menu de Call of Duty: Black Ops III (COD: BOP?) indicava que sim, nós íamos participar de uma partida online. Sem entender onde eu estava e com minha velhice alimentando o meu medo inconsciente que o mundo não faz mais sentido para mim, escolhi um avatar que parecia uma mistura de personagem de Metal Gear e uma torradeira:

Eu o batizei de Príncipe Pônei

Eu o batizei de Príncipe Pônei

Príncipe Pônei e eu estávamos prontos para chutar bundas e mascar chiclete. Notei que o Angelo caiu no time rival, o meu time tinha como símbolo um escudo com espada e asas azuis, enquanto o do meu colega tinha um escudo com espada e asas com um azul vagamente diferente. Nosso cenário escolhido era uma mansão chique no meio da neve, tipo as fotos das férias em Bariloche que sua ex-namorada colocou no Instagram para mostrar como ela está mais feliz sem você. E começa a ação!

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Crédito: Daniel Martins

Armado com o rifle com o nome mais metal da lista, pulei na ação e rapidamente descobri que o esquema de controle era bem simples: para atirar aperte L2, L1, R2, Círculo e Select; para andar e mirar use os dois controle analógicos; para trocar de arma acesse o app do celular enquanto você canta o hino do Corinthians, e para agachar em cobertura aperte os botões restantes simultaneamente no ritmo da música tema do Capitão Planeta. Extremamente fácil de entender, tão fácil que rapidamente matei meu primeiro alvo… só bastava rezar para ver se era um inimigo… o jogo nunca deixava muito claro. Morro, mas ressuscito rapidamente.

Round 2: entendo que nossa missão é proteger a sala da mansão, parece ser simples, entro com alguns aliados e… morremos rapidamente. Huh…

Round 3: hora de ser a caça ou o caçador, hora de mostrar porque estou aqui e… morro de novo, nem vi de onde veio o tiro.

Round 4: decido dar uma volta na fase e ver os gráficos, vejo um avião bombardeando o cenário e Angelo reclamando que o bombardeio foi direto nele, por algum motivo, levo a culpa… sinto que nossa amizade não vai ser a mesma depois disso.

Round 17: estava razoavelmente em paz com as sucessivas mortes. Consigo me agrupar na área que precisamos proteger, consigo matar uma… pessoa? De novo não sei se era aliada ou não. De repente, entre um soldado e joga uma granada que eletrocuta todo mundo ao mesmo tempo. Não morro imediatamente, o jogo me força a assistir enquanto Príncipe Pônei frita que nem pastel de feira… o jogo me faz assistir…

Round 45: morte. Tudo ao nosso redor se resume em morte. Príncipe Pônei começa cada respawn cabisbaixo e derrotado. Não existe Deus em Call of Duty: Black Ops III, não existe humanidade em CODBOP3…

Round 46: do nada surge um recado dizendo que minha arma especial está pronta. Arma especial? De repente, o braço do Príncipe Pônei vira um mega canhão estilo Samus Aran e faz aquele barulho quando ligamos o ventilador no 220 sem querer (fuiiiiiiiiiiiiiiiii). AAAAAAH MOLEQUE! ESSA PORRA PEIDA APOCALIPSES E ARROTA DESTRUIÇÃO! HORA DE VIRAR O JOGO!

Morro de novo. Quase certeza que com um tiro de pistola.

Crédito: Daniel Martins

Crédito: Daniel Martins

Round 3Y09YRQE: ninguém sai deste labirinto, somos todos o minotauro, o minotauro somos nós. Sinto o gosto das cores e a chuva me lembra sangue.

Round Abravanel: sinto falta do sol no meu rosto. Nada mais faz sentido. Queria que Príncipe Pônei parasse um minuto para escrever uma carta para sua amada. Mas Príncipe Pônei só conhece violência, Príncipe Pônei só conhece a morte.

Final da partida. Inexplicavelmente, meu time vence. Levantamos, um pergunta ao outro se havia entendido o jogo. Tivemos que perguntar para um menor de idade qual era o nome do jogo. Achava que era Destiny, o que seria engraçado. Destiny é um nome de stripper.

Enfim, esta foi nossa aventura com Call of Duty: Black Ops III. Saímos de lá convictos que, assim como Roger Murtaugh, estamos velhos demais para essa merda.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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