La Belle et La Bête – Produção francesa de A Bela e a Fera

La Belle et La Bête (A Bela e a Fera) estreia no Brasil Quando a produção francesa de A Bela e a Fera foi anunciada, o pessoal aqui na...

La Belle et La Bête (A Bela e a Fera) estreia no Brasil

Quando a produção francesa de A Bela e a Fera foi anunciada, o pessoal aqui na Freakpop criou uma expectativa ímpar. Só de assistir os trailers, foi possível perceber que essa adaptação seria impressionante de um ponto de vista visual, e de fato é. Mas infelizmente o roteiro do filme deixa a desejar, tornando La Belle et La Bête um filme morno apesar de ser um ótimo colírio para os olhos.

Léa Seydoux, conhecida por Azul é a Cor mais Quente, interpreta Bela, uma jovem de coração puro que reside com seus cinco irmãos e seu pai. A jovem, que destoa dos interesses materiais de sua família, sonha com uma vida sem requintes. Quando seu pai perde tudo após uma missão marítima, Bela e sua família precisam se acostumar com uma vida simples nos campos.

Um belo dia, seu pai se envolve em uma discussão na taverna e acaba voltando para casa sozinho, no caminho gélido e escuro, ele se perde e acaba encontrando um misterioso palácio. Chegando lá, é surpreendido por uma farta mesa de jantar e a presença maligna de uma Fera (Vincent Cassel) amargurada por sua aparência e condições pessoais. Ao roubar uma bela rosa do jardim, a Fera impõe que a mesma deve ser trocada por uma vida e o pai de Bela retorna para casa amedrontado. Se ele não se entregar como refém da Fera sua família será morta. Bela, ao saber da situação, se entrega como prisioneira da estranha Fera e passa a descobrir as magias do local. É neste momento, o ápice da história mais esperado pelo espectador, que o roteiro é preguiçoso e a história do amor dos dois mal apresentada.

A versão mais famosa dessa história, foi majestosamente apresentada pela Disney na famosa animação de 1994. O relacionamento entre a Bela e a Fera é tão bem desenvolvido que fica impossível não se apaixonar pela grotesca figura do príncipe amaldiçoado. Já nesta versão live-action, a trama principal da história é desenvolvida em três dias de moradia da Bela no palácio entre diversas cenas descartáveis sobre o passado, ainda humano, da Fera. Apesar do rico figurino e de um visual digno de ser visto em IMAX nos cinemas, o filme não empolga e deixa a desejar pela sua trajetória até a Fera voltar a ser humano. Os animais encantados do palácio, que na animação são parte fundamental das mudanças psicológicas dos protagonistas, são meros CGI’s bem feitos e sem influência. O diretor Christophe Gans passa mais tempo investindo em cenas com um visual rico e efeitos especiais deslumbrantes do que em um roteiro, inúmeras cenas não agregam nada à narrativa e só servem como eye candy, quando algo precisa acontecer, fica artificial e forçado.

La Belle et La Bête, no fim, é decepcionante apesar de ter apresentado uma versão com grande potencial para ser inesquecível. A fórmula do filme é morna como Malévola, tem um ótimo visual porém um roteiro pouco cativante.  Este longa abre espaço para os fãs retomarem o fôlego e se encherem de esperança de que a versão live-action anunciada pela Disney para 2016 seja muito melhor.

Até a próxima.

Comente via Facebook!
Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

Categorias
Criticas

Ver também