Lady Bird bebe do leite de outras produções e entrega mais um filme sobre adolescente revoltada

Lady Bird entra para o hall dos filmes de adolescentes revoltadas Precisamos relembrar que Juno, Sexta Feira Muito Louca, Aos 13, As Vantagens de ser Invisível, Meninas Malvadas, A...
Lady Bird filme em exibição nos cinemas

Lady Bird entra para o hall dos filmes
de adolescentes revoltadas

Precisamos relembrar que Juno, Sexta Feira Muito Louca, Aos 13, As Vantagens de ser Invisível, Meninas Malvadas, A Mentira, 10 Coisas Que Eu Odeio em Você entre muitos outros e, agora, Lady Bird, formam esta lista. O ponto é: É possível oferecer alguma coisa diferente dessas produções? Sim, mas Lady Bird não consegue.

EGO

Um dos primeiros problemas de Lady Bird é a sua diretora. Greta Gerwig já assumiu que este filme é inspirado na sua adolescência e, após assistirmos, temos certeza que não foi uma decisão feliz. Óbvio que todo adolescente revoltado tem uma história para contar, mas nem todas são interessantes. Aqui, as motivações de Christine “Lady Bird” McPherson (Saoirse Ronan) são rasas e a audiência pouco torce para que ela consiga fazer faculdade em outro estado. E pior: quando isso acontece, ela faz tanta merda que nem sua pseudo redenção ajuda para salvar a catástrofe que o filme é.

Já vimos isso antes…

A sensação de ter visto cada cena e diálogo de Lady Bird em outros filme surge como uma nuvem cinza pré-chuva que te faz sonhar com alguma reviravolta meramente agradável. O que não acontece…Entre diversas atitudes imaturas da jovem, Christine come hóstia do Padre, zoa que a sua professora – e freira – se casou com Deus, deixa de falar com a melhor amiga para andar com a mais popular e sexual da turma, dá para o cara errado, fala que odeia a mãe…Melhor parar por aqui. Por que sim, a lista de clichès é gigantesca.

Mãe x Filha

Esta é uma ferramenta que, se bem usada, carrega um bom filme. As vezes a motivação da protagonista nem é tudo isso e fica ali na linha tênue entre teimosia e hormônios. Por outro lado a mãe pode ser a cereja do bolo e ter os melhores argumentos para transformar o filme em algo atraente. O fato da mãe de Christine ser uma mulher infeliz, que não acredita e nem tem tempo de acreditar no potencial dos filhos e assumir o tempo todo a postura de uma mulher ignorante é a única coisa boa em Lady Bird. Ufa!

Marion McPherson (Laurie Metcalf) é a melhor personagem do longa. Seu jeitão de mãe superprotetora e, ao mesmo tempo, antagonista das decisões dos filhos, a tornam uma mulher de pulso. Mesmo sendo a antagonista da história, aos poucos entendemos suas atitudes e aceitamos seu jeitão ogra de ser amável.

Vale a pena?

Nhé…50% sim, 50% não. Lady Bird não tem o peso de Juno e seu discurso sobre gravidez na adolescência, não é cômico – como vem sendo classificado, como Sexta Feira Muito Louca. Não se aprofunda na sexualidade como o Aos 13, não consegue nem ser independente /hipster/indie/ bobinho como o As Vantagens de ser Invisível. A menina popular da escola não chega aos pés de Regina George. Saoirse Ronan não atua tão bem quanto Emma Stone e o mais próximo de William Shakespeare que Lady Bird consegue chegar é se listarmos dez coisas que odiamos no filme.

O longa estreia dia 15 de fevereiro nos cinemas

Küsses,

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"Crítica" de cinema - prefiro 'analista de entretenimento', fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah...#TeamCap

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