[CRÍTICA] Mad Max: Estrada da Fúria – Puta merda! Caralho!

George Miller ressuscita a insanidade pós-apocalíptica em Mad Max: Estrada da Fúria. Imagine tomar um litro de óleo Diesel e dar um soco no peito de uma freira enquanto...

George Miller ressuscita a insanidade pós-apocalíptica em

Mad Max: Estrada da Fúria.

Imagine tomar um litro de óleo Diesel e dar um soco no peito de uma freira enquanto você grita que é o Rei da Malásia no meio de um estádio de futebol pegando fogo enquanto um orangotango enfia um taser nas suas vergonhas. Sacou tudo isso? Mad Max: Estrada da Fúria é tudo isso vezes mil. Faz 30 anos desde que visitamos a Cúpula do Trovão, agora, George Miller está de volta para mostrar porque ele e sua criação, Max Rockatansky, ainda são os maiores ícones do pós-apocalipse nuclear.

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Max (Tom Hardy) novamente se encontra rumando o deserto australiano após a guerra nuclear quando é capturado por uma gangue de dementes chamados de “Garotos de Guerra”, um exército completamente devoto a Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), o líder da Cidadela, uma gigantesca montanha repleta de luxos do mundo pré-destruído. Quando a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) foge com as esposas de Joe, Max precisará ajuda-las a sobreviver se ele quiser encontrar um pouco de redenção em meio a tanta loucura.

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O roteiro não passa de “Estamos no ponto A e precisamos chegar no ponto B”, mas o diretor consegue enfiar tanta coisa no meio da jornada dos personagens que não recomendamos para pessoas que não sabem controlar a respiração. As cenas de perseguição e ação são completamente dementes. Qualquer coisa que a série Velozes e Furiosos já produziu vai parecer comercial de casa de repouso. Desde o primeiro Mad Max, Miller teve uma visão singular em criar o máximo de apelo visual e ação criativa, e cada vez que o orçamento cresce, ele coloca mais e mais sangue, gasolina, socos, tiros, bombas e tudo imaginável. Com 150 milhões de Obamas para brincar, imagine o tamanho da brincadeira e, acredite, ele não decepciona.

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O figurino do longa é impecável, mesmo sem praticamente nenhuma exposição é possível deduzir a história de cada personagem marcante (prestem atenção no líder da “Fazenda das Balas” que usa uma peruca de juiz feita inteiramente de munição). A continuidade das cenas de ação também é invejável, entre as incontáveis colisões e gangues ensandecidas que perseguem Furiosa e Max pelo deserto, existe uma atenção para detalhes quase obsessiva, tudo para deixar a coreografia de ferragem e combustível ainda mais incrível.

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Se existe um defeito no longa são as pequenas inconsistências de personagens (algo que nunca foi o forte da série), personagens como Nux (Nicholas Hoult), um dos motoristas mais ferrenhos e devotos de Joe que muda de lado porque… crise de identidade? Religião? Difícil dizer, assim como a velocidade que Max muda de opinião entre sobreviver sozinho e ajudar as refugiadas, mas de novo, só falamos isso porque elogiar muito estraga. Apesar da inegável influência que Mad Max teve no gênero pós-apocalipse (Mad Max 2 praticamente inventou o look “moicano no deserto com armadura de hockey” que você encontra em inúmeros filmes e jogos como Fallout), muitas pessoas questionaram o que a série traria de novo para o gênero, afinal, após tantos “imitadores”, Mad Max não ficaria… derivativo demais? Vale lembrar o que aconteceu quando tentaram fazer uma adaptação de grande orçamento de John Carter, a série foi tão influencial em propriedades como Star Wars, que o longa pareceu quase um plágio.

Mad Max: Estrada da Fúria mostra que outras séries podem ter roubado o look, mas não chegam nem perto da loucura nível comendo-merda-ouvindo-Motörhead-enquanto-roubo-lontras-do-zoológico que o filme traz para as telas. Quer um gostinho? A porra da trilha sonora faz parte do cenário. Um dos carros de combate do Immortan Joe é basicamente um trio elétrico cheio de tambores de guerra e um guitarrista deformado socando seu instrumento para incentivar a fúria dos soldados. A trilha sonora, uma mistureba de peças clássicas de orquestra com tambores e guitarra, é parte essencial para o filme e, assim como Tabasco nos olhos, só funciona porque a essa altura do campeonato você não se lembra mais o nome da sua esposa em meio a tantos gritos.

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Violento, sujo, louco a ponto de não fazer sentido, Mad Max: Estrada da Fúria está entre os melhores blockbusters do ano (junto com Kingsman: O Serviço Secreto) então junte sua gangue de dementes imundos infestados de radiação, coloque sua melhor armadura de couro, suba no seu V8 modificado e lembre-se… O MUNDO PERTENCE AOS LOUCOS!

O longa estreia dia 14 de Maio nos cinemas!

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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