Malévola – Novo sucesso da Disney ou não?

Malévola finalmente estreia e Angelina Jolie carrega o filme sozinha! A premissa do longa todos já sabem, o filme conta a história da fada Malévola, desde sua infância até...

Malévola finalmente estreia e Angelina Jolie carrega o filme sozinha!

A premissa do longa todos já sabem, o filme conta a história da fada Malévola, desde sua infância até o dia em que Aurora acorda do seu sono profundo após espetar o dedinho na roca de fiar, o que ninguém sabia era qual seria o resultado desse filme. De cara a gente já responde: Angelina Jolie retoma sua carreira interpretando impecavelmente uma das maiores vilãs que a Disney já transformou em animação!

Malévola retrata a história por outra ótica e o desenrolar da trama é bem diferente do que conhecemos do clássico da Disney de 1957. Malévola é a fada mais poderosa e protetora do reino Moors repleto de criaturas e seres fantásticos. Um belo dia ela conhece um ladrão chamado  Stefan (Sharlto Copley) e acabam se apaixonando, infelizmente o rapaz almeja poder. O Rei Henry (Kenneth Cranham) é o soberano de um reino vizinho e quer invadir Moors para roubar seus tesouros e segredos. Após uma humilhante derrota nas mão de Malévola, o rei oferece a coroa para quem vinga-lo e matar a fada. Stefan usa de seu contato com a fada para matá-la, mas em função de ainda ter algum sentimento bom por Malévola, ele a droga, corta suas asas e leva para Henry como prova do assassinato, a cena funciona como uma analogia ao estupro terminando com os assombrados gritos de terror de Angelina Jolie. Stefan se torna rei e Malévola vira de fato, má! Acompanhada de seu fiel escudeiro, um corvo chamado Diaval (Sam Riley), a fada aumenta a proteção do reino Moor para que os humanos não invadam e espera o momento certo para se vingar de seu ex-amor.

Assim como na história da Disney, Malévola usa o batizado de Aurora para lançar o feitiço na garota. As três fadinhas boas (Imelda Staunton, Juno Temple e Lesley Manville) levam a menina para uma casa de campo abandonada para cria-la até os 16 anos e 1 dia, para assim evitar que a princesa espete seu dedinho na roca. Aqui temos o primeiro momento da “história real” da Bela Adormecida. As fadas madrinhas, não são tão benevolentes e são extremamente incompetentes. No primeiro dia do refúgio, Malévola já descobre a localização da cabana e começa, contra sua vontade, proteger Aurora. A incapacidade das fadas é tamanha que se depender delas, Aurora não irá sobreviver para sofrer a vingança. Ironicamente, a única forma de Malévola se vingar é protegendo Aurora.

Malévola passa 16 anos ao lado de Aurora observando a “bestinha”, como ela a chama no filme, crescer.  A Aurora é “bobamente” interpretada por Elle Fanning e Diaval, o corvo fiel escudeiro de Malévola, é o personagem mais interessante do filme depois da vilã.

Visualmente o filme é muito bem feito. Tanto o reino quanto suas criaturas, os efeitos de magia das fadas, incluindo os da própria Malévola, paisagem e ambientações são merecedores da atenção do telespectador, uma visão inspirada nos filmes de Miyazaki, porém o estreante diretor Robert Stromberg comete erros de direção que comprometem a história. Cenas de batalha mal filmadas, longos e desnecessários takes de Malévola caminhando pelo reino, zooms excessivos no rosto da protagonista sem explorar o fundo ou algum outro ponto da cena importante, (sim, isso cansa!) e efeitos visuais que você já viu em filmes como O Homem de Aço e Homem de Ferro mal colocados ou usados em excesso, valorizando momentos da protagonista que não agregam em nada à historia. Stromberg é especialista em efeitos visuais, em seu longo cv de filmes estão: As Aventuras de Pi, Jogos Vorazes, Piratas do Caribe: No Fim do Mundo, Motoqueiro Fantasma, Labirinto de Fauno e Alice no País das Maravilhas (2010) .Malévola temos um visual muito rico, porém mal trabalhado em virtude de uma direção iniciante.

Vale a pena assistir? Com certeza vale. Mas não espere sair do cinema suspirando e sonhando em viver em um Conto de Fadas. A proposta é ser um Kill Bill no Magic Kingdom, mesmo tendo momentos fracos de emoção. A cena onde Malévola chega no castelo durante o batizado de Aurora é 99% igual ao desenho, e segue como um dos pontos altos do filme. O príncipe Philip (Brenton Thwaites) é outro elemento diferente da história da Disney, ao invés de ser anos mais velho que Aurora e um grande, belo e corajoso guerreiro, ele é só um menino atrapalhado.

A Disney foi muito corajosa de apresentar uma nova versão da história do seu clássico. O ponto “vingança” é explorado na nova trama, no primeiro e no terceiro atos especialmente, infelizmente, o “recheio” foi onde os responsáveis pelo longa não tiveram a coragem de investir em um personagem tão vilanesco e passaram boa parte do tempo criando momentos bonitinhos que simplesmente não funcionam no filme.

Quer saber da cena do beijo? Vá para o cinema, você não vai querer saber como termina essa história.

Até a próxima,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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