Peter Jackson e Christian Rivers falam sobre Máquinas Mortais, novo filme da Universal Pictures

Máquinas Mortais | "É um fillme que você vai querer ver duas vezes", diz diretor

Peter Jackson e Christian Rivers comentaram sobre Máquinas Mortais no painel da Universal Pictures Máquinas Mortais tem tudo para ser um dos mais fascinantes filmes de fantasia da atualidade....

Peter Jackson e Christian Rivers comentaram sobre Máquinas Mortais no painel da Universal Pictures

Máquinas Mortais tem tudo para ser um dos mais fascinantes filmes de fantasia da atualidade. Não se pode esperar menos, considerando o homem que está por trás do projeto. Peter Jackson, o diretor neozelandês que realmente parece que nasceu no Condado revolucionou o cinema quando em 2001 lançou a Sociedade do Anel, baseada na obra de J.R.R. Tolkien. Sua trilogia do Senhor dos Anéis, não só revigorou o gênero de fantasia no cinema, mas o elevou a um novo patamar, trazendo consigo, 17 estatuetas do Oscar.

Sua nova aposta, é o longa Máquinas Mortais, que será dirigido por Christian Rivers, cineasta que trabalha com Jackson desde Fome Animal (1992), produzindo storyboards, efeitos visuais e efeitos especiais. Este longa marca a estreia de Rivers na cadeira de diretor, sob a supervisão de seu mentor Jackson.

Painel da Universal Pictures

Na quinta feira, 6 de dezembro, durante o painel da Universal Pictures, ambos apareceram no telão, conectados via satélite para comentar sobre Máquinas Mortais. “É algo que vocês nunca viram na tela”, afirma Rivers.

Jackson explica um pouco sobre a premissa do longa, baseado na obra do autor Philip Reeve:

“A histórias e passa 3000 anos no futuro e não existem mais países e fronteiras. As cidades são móveis e caçam umas as outras. Mas também, é sobre os personagens fascinantes como Hester e Valentine, que tem um passado sombrio com a protagonista.”

É um filme que vocês vão querer ver duas vezes.

Rivers também comentou um pouco sobre o desafio de criar as gigantescas metrópoles que se movem, “O filme todo foi um desafio”, afirma o diretor. “O maior foi a criação das cidades. Para ter a escala e terem personalidade e não parecerem apenas tanques ou armas”, completa. “É um filme que vocês vão querer ver duas vezes.” Brinca Rivers.

Inspiração

Jackson conta que havia lido os livros alguns anos antes e ficou fascinado pela série. “A história de Hester Shaw é uma história fascinante e queria muito ver em filme. Como não tinha o filme, decidi fazer.” – diz ele brincando.

Sobre a construção deste mundo complexo, Rivers conta, “Queríamos fazer os personagens reais e ser fiéis aos livros de Philip, que escreveu estes personagens maravilhosos. Eles são frágeis e fortes ao mesmo tempo.” E complementa, “Tom e Hester começam como inimigos, mas terminam juntos nas outlands e precisam sobreviver juntos.”

Máquinas Mortais

24 minutos do longa foram exibidos e empolgaram bastante a plateia. Acompanhamos a abertura do longa, vemos a pequena cidade de Salthook ser devorada por Londres. A batalha é sensacional e essa mistura de Mad Max com steampunk realmente é algo que não vimos antes no cinema. No trecho do filme, também vemos um pouco da cultura de Londres, a obsessão arqueológica por tecnologias avançadas do passado, como o mundo foi destruído e o misterioso relacionamento entre Valentine (Hugo Weaving) e Hester (Hera Hilmar).

Visualmente, o filme é muito rico (aliás, se for rolar uma adaptação live-action de Bioshock: Infinite, já sabem quem chamar) e, ao contrário de alguns blockbusters que dependem demais de tela verde, este filme faz bastante uso de sets construídos. E a diferença é notável.

Mas realmente, o que prende a atenção é a cena de perseguição da colossal Londres perseguindo a pequena cidade.

Cenas de ação

Exibido o trecho, Christian Rivers comentou um pouco sobre o processo de criação das batalhas entre cidades: “Foi um processo longo elaborar as cidades da forma que queríamos. Com a tecnologia gráfica de hoje, conseguimos desenhar e testar rapidamente as cenas de perseguição.”

“O que mostramos, vocês podem ver os tipos diferentes de cidades e como elas funcionam. Você tem as cidades pequenas e temos as cidades predadoras como Londres, que é muito maior e devora as cidades menores. A matéria é consumida e as pessoas são absorvidas na sociedade”, conta Jackson. “Na nossa história, as cidades predadoras existem há 500 anos e elas não podem parar. Se pararem, serão atacadas por cidades carniceiras que desmantelam as cidades predadoras. Este é um mundo totalmente novo”, comenta empolgado sobre o projeto.

Amigos de longa data

Peter Jackson e Christian Rivers trabalham juntos desde 1992 e a história por traz dessa amizade é bastante interessante.

“Eu conheço o Christian desde o Bad Taste (Trash – Náusea Total – 1987). Eu recebi uma carta de fã de um garoto de 15 anos cheio de ilustrações incríveis. Eu imagino que ele não estudava muito para desenhar daquele jeito. Foi estranho, porque eu nunca tinha recebido cartas de fãs”, brinca Jackson. “Uns anos depois, comecei a trabalhar no Brain Dead (Fome Animal – 1992) e precisava de alguém para desenhar o storyboard.”

E no final, ainda explica, “Aos poucos ele foi acumulando outras habilidades até ganhar um Oscar por King Kong e achei que era hora dele dirigir o próprio filme.”

Máquinas Mortais tem muito potencial e certamente estamos bastante empolgados em terminar de ver o filme. O time de Peter Jackson ainda segue como uma das equipes mais competentes e inventivas do mercado de cinema e queremos muito ver o que vão aprontar de casa nova na Universal Pictures.

Máquinas Mortais estreia no Brasil dia 10 de Janeiro de 2019 no Brasil.

Até a próxima!

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