[CRÍTICA] Maze Runner: Prova de fogo – Sem fogo, labirinto e trama

Maze Runner: Prova de Fogo – prepare-se para duas horas de… O segundo filme da franquia Maze Runner desembarca no Brasil dia 17 de setembro. Como continuação do primeiro Maze Runner: Correr ou...

Maze Runner: Prova de Fogo – prepare-se para duas horas de…

O segundo filme da franquia Maze Runner desembarca no Brasil dia 17 de setembro. Como continuação do primeiro Maze Runner: Correr ou Morrer de 2014, o longa inicia logo após o término do primeiro filme onde os jovens desvendam os mistérios por trás do labirinto. Thomas (Dylan O’Brien) e seus amigos são estranhamente acolhidos por Janson (Aidan Gillen) em uma base no meio do deserto. Os rapazes, e Teresa (Kaya Scodelario), tomam banho, comem, ganham quartos, conforto, roupa limpa e a promessa de serem transferidos para um local seguro, bonito, livre de doenças…. tipo A Ilha (2004). É neste momento que Thomas conhece Aris Jones (Jacob Lofland), um garoto que já está nesta base há uma semana e que não foi escolhido ainda para sair de lá. Juntos eles compreendem o motivo de tanta hospitalidade de Janson e resolvem fugir de lá.

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Thomas, Aris, Newt (Thomas Brodie-Sangster), Miho (Ki Hong Lee) e Teresa exploram o deserto e cidades destruídas. “Exploram” é uma palavra forte, porque as problemáticas do filme começam no final do primeiro terço do longa e não terminam até o surgimento dos créditos. Maze Runner: Prova de Fogo sofre de três doenças graves típicas de franquias teen:

1. Ausência de roteiro estruturado
2. Diálogos extensos e desnecessários
3. CLICHÊS, MEU DEUS, OS CLICHÊS

(SPOILER ALERT)

Esta adaptação cinematográfica conseguiu jogar no lixo o pouco suspense intrigante criado no primeiro filme. Digam “adeus” ao labirinto mortal e “olá” para um filme genérico. Maze Runner: Prova de Fogo não cumpre com o principal papel proposto nos livros: explorar uma sociedade distópica. A ideologia de um lugar onde as pessoas vivem em condições de extrema opressão é deixado de lado meio à falta de estrutura do roteiro. O espectador acompanha uma fuga sem fim dos protagonistas que só querem se manter vivos e que não se preocupam, de fato, com os objetivos dos comandantes e como que suas figuras de “salvadores” ou “especiais” podem interferir de forma benéfica na existência dos grupos da oposição.

Na tentativa fraca de manter a ideia de labirinto de forma metafórica em Maze Runner: Prova de Fogo, as transições entre ambientes e cenas de perseguição acontecem em três fases sempre:

1. Opa, estamos encurralados.
2. Vamos por aqui!
3. Alguém aparece para salvar porque, obviamente, escolheram o caminho errado.

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Para piorar, a direção de Wes Ball não ajuda em nada. O diretor oscila entre found footage – o que cansa – e takes abertos para mostrar como o estúdio liberou grana para o CGI, que também não impressiona. São duas horas de diálogos esquecíveis em uma trama sem estrutura e ambientações aleatórias para mostrar que o enredo é basicamente este: Ava (Patricia Clarkson) quer o sangue de Thomas e seus amigos para fazer uma vacina anti os mortos-vivos. É isso? SIM! A edição é preguiçosa, o filme tem diversos erros de continuísmo, o elenco é sem sal e de novo, saímos de um labirinto intrigante para a cura de zombies? Sério mesmo produção? É 2015 e ninguém mais aguenta mortos-vivos. Um tiro certeiro no pé que ainda assim terá bilheteria.

O longa estreia dia 17 de Setembro nos cinemas e não vale ser visto no cinema.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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