Com Mulher-Maravilha, a DC finalmente vira a Distinta Concorrência

Mulher-Maravilha mostra o potencial do Universo DC com um dos melhores filmes de super-herói de todos os tempos Em uma determinada cena de Mulher-Maravilha, vemos nossa heroína (Gal Gadot) nas...
Mulher-Maravilha

Mulher-Maravilha mostra o potencial do Universo DC com um dos melhores filmes de super-herói de todos os tempos

Em uma determinada cena de Mulher-Maravilha, vemos nossa heroína (Gal Gadot) nas trincheiras do fronte da Primeira Guerra Mundial. Sua missão é atravessar o campo de batalha. Esta uma tarefa impossível devido à aterradora Terra de Ninguém. Seus aliados imploram para que a Princesa de Themyscira desista. Neste momento, Diana sobe sozinha e atravessa o território como uma força da natureza. A música triunfal acompanha a caminhada da heroína e um fato se torna concreto: finalmente entenderam a diferença entre DC e Marvel.

Deuses e homens

Existe uma diferença fundamental entre ambas as editoras. A Marvel tece histórias humanas com heróis que sofrem de inseguranças, anseios e medos. A DC entoa lendas, histórias de seres divinos, ícones que explicam por que muitos consideram o super-herói a mitologia moderna. Mulher-Maravilha introduz a semi-deusa mais famosa dos quadrinhos e, assim como Superman de Richard Donner, cabe aos coadjuvantes mortais entenderem o que sua presença gigantesca significa para o universo.

A origem da Mulher-Maravilha

Criada em isolamento na paradisíaca Themyscira, Diana é a única criança nascida em uma ilha de guerreiras amazonas imortais. Sua mãe Hipólita (Connie Nielsen) reina soberana e é contra sua preciosa filha treinar as artes bélicas com as demais habitantes. Sua tia Antíope (Robin Wright) a ensina secretamente. Já adulta, testemunha um homem naufragar em sua ilha. Seu nome é Steve Trevor (Chris Pine) e ele conta histórias da Grande Guerra que assola o mundo. Ansiosa para ajudar, Diana abandona o conforto de sua terra natal e embarca rumo ao combate.

Diana conhece um mundo tomado pela loucura, maldade e a corrupção. Nem tudo é oriundo da natureza humana e sua missão envolve eliminar Ares, o Deus da Guerra que afundou o mundo na destruição na Primeira Guerra Mundial. Aos poucos, sua origem e propósito são revelados.

Mais que uma heroína, uma força divina

Diana é mais que uma figura super poderosa, ela é uma verdadeira força da natureza. Cabe a Steve Trevor, aqui no papel de “donzelo em apuros”, de apenas acompanhar a determinada guerreira em combate. O dinamismo dos dois é encantador, e o carisma de ambos atores ajuda muito nos momentos mais leves do filmes.

A mulher de Mulher-Maravilha

A expectativa por finalmente uma personagem, ou melhor, uma super-heroína, ter um filme solo era alta. Neste filme de origem, conhecemos uma jovem que nunca saiu da bolha da Ilha do Paraíso. Uma jovem que desconhece os temores do mundo dos homens e que, de forma natural, nos envolve em uma jornada para simplesmente salvar vidas. Vidas desconhecidas, de pessoas que a desconhecem. Uma atitude talvez ingênua, de se meter na Grande Guerra, que levam a audiência a vibrar, chorar e se encantar pela guerreira. Um trabalho mais do que bem feito pelos roteiristas que a colocam no pedestal do protagonismo independente do sexo. Ou seja, qualquer textão por aí será meramente uma reação ardilosa de quem não soube avaliar a obra.

A mulher por trás de Mulher-Maravilha

A diretora Patty Jenkins, que ganhou destaque na direção de Monster: Desejo Assassino (2003) impressiona. Entenda: suas cenas de ação arrancam lágrimas. Das Amazonas em ação contra forças invasoras à Diana libertando um vilarejo ocupado, até a apoteótica batalha final, a diretora cria sequências que são verdadeiras obras de arte. A forma como ela retrata o combate das guerreiras de Themyscira, com ênfase em acrobacias sobre humanas e velocidade, coloca Jenkins no hall dos melhores diretores de ação da atualidade.

Vale a pena? Digamos que, após este filme, Liga da Justiça deveria se chamar Mulher-Maravilha e seus Assistentes. Mulher-Maravilha é mais que um simples filme de quadrinhos, é um soco no estômago, uma espadada na cara e um raio de Zeus onde o sol não brilha. Intenso, divertido, assustadoramente épico e com certeza um dos melhores filmes do ano!

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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