faturamento em alta na Netflix

Após aumento do valor da assinatura, Netflix tem alta na bolsa de valores

Veja aqui o faturamento Netflix 2018, seu número de assinantes e como o reajuste da assinatura impactou o valor das ações da Netflix. ...

Os números indicam que cada vez mais a Netflix caiu no gosto mundial por assistir filmes, séries, documentários e show num simples acesso de internet.

Esta semana, a Netflix divulgou um número surpreendentemente fantástico sobre a exibição de Bird Box, filme original produzido pela plataforma mundial de streaming estrelado por Sandra Bullock. Cerca de 80 milhões de assinantes do serviço vira o filme desde a sua “estreia” em 21 de dezembro de 2019, com pouco mais da metade desses assinantes assistindo essa ficção de suspense na primeira semana. Arisca a divulgar números de audiência de seus filmes e seriados, a empresa começou a adotar uma política de informar esses dados para programas especiais.

A falta de divulgação pode ser estratégica

Alguns analistas dizem que a não exposição de seus números é uma estratégia para abalar a confiança de seus concorrentes como a Amazon Prime. Mas seu faturamento constante e crescente é um indicador que falem o que quiserem, continuam na vanguarda desse modelo de negócio. Um modelo que faturou no ultimo trimestre de 2018,  $4.19 bilhões de dólares. Aliás, a divulgação dos resultados do ultimo trimestre de 2018 aconteceu dias antes do anúncio do aumento em mais dois dólares do preço da assinatura no mercado norte-americano.

E os números continuam subindo. Segundo a empresa, a operação mundial streaming da Netflix alcança hoje cerca de 139 milhões de assinantes, sendo a previsão para o primeiro trimestre de um aumento de 1.53 milhão novos assinantes nos EUA e 7,31. milhões no mercado internacional. A empresa deve fechar o ano de 2018 com um faturamento de 16 bilhões de dólares, um aumento de 35 % em relação a 2017.

Novos conteúdos

E para ter essa parte tão saborosa do bolo, a empresa tem trazido cada vez mais conteúdo, tanto de produções originais como aquisições de outras emissoras, como séries exibidas regulamente em canais americanos como o CW, no caso de Raio Negro, e da CBS All Access, canal streaming da Rede CBS, de onde tirou com exclusividade Star Trek: Discovery e todo o acervo da Paramount em relação às séries de Jornada nas Estrelas.

Alta na bolsa

Com as ações na Bolsa de Nova York em alta, a Netflix aposta sempre no interesse do seu assinante em conteúdo novo e em seu desinteresse também. Uma previsão feita, por exemplo, sobre a série Sex Education, com Gillian Anderson (Arquivo X) indica que no primeiro mês de exibição cerca de 40 milhões de lares estarão vendo essa nova série. SE isso se concretizar, a empresa sabe que rumo tomar para uma nova temporada. Para a Netflix, a visualização de uma produção é definida se a obra for vista pelo menos 70% da série ou filme.

O próprio Ted Sarandos, chefe de conteúdo da Netflix, vem afirmando em diversas entrevistas a importância de divulgar alguns dados. Segundo ele, não é o simplesmente o lado financeiro que está em jogo. Mas uma mudança do jeito de ver a série, que está sendo vista ao mesmo tempo por milhões de pessoas ao mesmo tempo ao redor do mundo.

Esse sucesso, contudo, tem negociações complicadas no futuro. Já se sabe várias corporações de comunicação e entretenimento, estão vendo esse sucesso com olhos de querer uma fatia maior do bolo. Disney, Warner e NBC, que já começaram a imaginar um futuro onde o acervo que alocaram para a Netflix volte para seus próprios canais streaming. A Disney já deu um chapéu na Netflix no ano passado, quando voltou atrás na decisão de liberar seus filmes do cinema para serem vistos pelos assinantes americanos do canal mundial streaming. E em seguida anunciou o Disney +.

Mas ficar sem acervo da Disney, Warner ou NBC não parece assustar a Netflix. Basta ver a importância que ela tem dado na produção de conteúdo original, tanto em filmes, como em séries e outras produções relevantes para o seu assinante. Novamente os números de investimento são bem altos: em 2018 ela investiu cerca de $12 bilhões de dólares para produção de conteúdo próprio, enquanto a expectativa para esse ano é de $15 Bi. E muita gente pergunta quando a Netflix vai tirar o pé do acelerador das produções originais?

Para o assinante do canal a resposta pode apenas ser “pisa fundo”…

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