NETFLIX – Shadowhunters: The Mortal Instruments – EP01 – Cálice Letal

Série de livros tenta nova incursão nas telas, desta vez em seriado… Mas será? Francamente: uma horda de fãs com certeza não concordarão com o que vem a seguir....

Série de livros tenta nova incursão nas telas, desta vez em seriado…
Mas será?

Francamente: uma horda de fãs com certeza não concordarão com o que vem a seguir. Parte da realidade assombra, com a seguinte a afirmação: o filme conseguiu ser melhor que esse episódio.

Shadowhunters: The Mortal Instruments  segue a vida de Clary Fray, que vive com sua mãe solteira e seu tio Luke, sem saber que todo um submundo existe e que a quer. Enquanto os livros são bem construídos e interessantes (obrigada Cassandra Clare), o filme deixou a desejar e as sequências foram canceladas. Qual a brilhante ideia depois disso? Transformar a história em série da Netflix!

Convenhamos, a qualidade entregue nas produções “netflixnianas” é bombástica. Quais as chances de dar m****? Shadowhunters: The Mortal Instruments conseguiu.

Os problemas podem ser solucionados ao longo dos seis episódios a estrearem on demand. As alterações na história enervam um pouco, mas fazem sentido dentro da temática e recortes escolhidos para a produção, até onde deu para captar. Ok, dá para relevar. Um Luke negro também é ok, ele continua sendo um pedaço de mau caminho e admirar aquele homem não será sacrifício algum. O Xis da questão reside nas atuações e diálogos truncados, que funcionam nos livros, mas não em uma adaptação para a televisão – lembra muito 50 Tons de Cinza no quesito: vamos aproveitar diálogos do livro no filme #sqn.

Clary, desta vez interpretada por Katherine McNamara, até que tenta, mas não convence no papel. Ó céus, Lily Collins mandou bem até, se compararmos as duas. Jace fica por conta de Dominic Sherwood, que já teve uma incursão no mundo sobrenatural como Christian, em Academia de Vampiros (que também foi um péssimo filme). Os irmãos Alec (Mathew Daddario) e Isabella (Emeraude Toubia) não mostraram muita coisa em tela, então ainda estão no lucro. Isaiah Mustafa também entrega poucas cenas como super-gostoso-Luke e Maxim Roy é a hesitante Jocelyn Fray, que perde fácil para Lena Hardley na versão cinema. Quem arrasou de cara foi Harry Shum Jr., que saiu das cantorias de Glee para interpretar o mago Magnus Bane. Esse está de parabéns.

Em contrapartida, alguns elementos literários foram abordados no episódio, o que enriquece a trama. Agora, existe tempo de explorar o submundo criado por Clare, as nuances de personalidade e, porque não, as armas dos Caçadores de Sombras, como a lâmina Serafim. As criaturas e demônios convencem e os efeitos especiais são bem construídos, dando mais credibilidade à trama.

Oremos para o deus da interpretação e para o dos roteiristas. Melhorando isso, a série só tem a ganhar e será mais um sucesso da Netflix.O próximo episódio de Shadowhunters: The Mortal Instruments vai ao ar dia 20 de Janeiro, não deixe de conferir a crítica aqui na Freakpop.

Até a próxima.

Comente via Facebook!
Categorias
Sem categoria

Ver também