Sem segunda chance para Nightflyers

Sem segunda chance para Nightflyers

Vixi!

Série de terror e ficção baseada em texto de George R.R. Martin, Nightflyers, não entusiasma o público do SyFy e da Netflix

Era uma aposta que parecia estar no papo. Pegar uma ideia original do criador de Game of Thrones e transformá-la no novo sucesso da telinha. Assim foi feito com Nightflyers, criação de George R.R. Martin que a NBC Univeral, dona do canal SyFy americano, decidiu investir e ser arrojada.

Não só colocando alguns milhares de dólares na produção como também exibindo os dez episódios diariamente, a partir de dois de dezembro do ano passado, não foi o suficiente para amenizar os resultados de audiência, considerada uma das mais baixas das estreias do ano passado no canal.

E por que será que isso aconteceu?

A resposta mais simples é que a série não trazia nada de novo para o público de hoje, avido por novidades. O roteiro se baseou no livro que Martin escreveu e publicou em 1985, e que foi adaptado para o cinema dois anos depois, numa produção B, mostrando um professor que pega uma nave espacial para investigar um sinal alienígena no espaço. Durante a viagem, o computador de bordo, numa crise ciúmes por causa da única tripulante feminina à bordo, enlouquece com consequências devastadoras.

Na versão seriada, a história mostra um grupo de pesquisadores e cientistas que vai atrás desse primeiro contato na opulenta nave Nightflyer. Durante a viagem, uma série de bizarros incidentes acaba jogando um contra o outro numa violenta luta pela sobrevivência. Em seus primeiros minutos iniciais, a série tinha potencial para prender a atenção do publico. Não foi isso o que aconteceu. A partir do primeiro incidente que quase elimina uma das cientistas, o grupo foca sua atenção num dos passageiros especiais da viagem, que tem poderes telecinéticos assustadores.

Assustadores por que ele é do tipo que não quer fazer nada além do que ele quer, não se importando com a missão. Para controlar seu lado devastador, uma psicoterapeuta mostra que ele pode ser uma pessoa razoável, desde que saiba controlar suas emoções. É claro que seria razoável perguntar por que ter uma pessoa tão instável numa viagem complexa como essa?

Independente da resposta, Nightflyers tem seu principal atrativo exatamente nos minutos iniciais da série. Mesmo sendo um recurso mais do que utilizado na dramaturgia de séries hoje, de mostrar algo chocante do presente para começar a contar a história antes dos fatos, isso não foi o suficiente para sedimentar a audiência. O primeiro episódio foi visto por mais de 600 mil pessoas enquanto que a média dos outros não passou de 400 mil, o que, convenhamos, para uma produção inédita e leva o nome do criador de Game of Thrones, deveria ter um resultado melhor.

Nightflyers, que chegou para o público brasileiro através da Netflix, não conseguiu se destacar na programação atual com sua mistura de terror e ficção científica. Agora, na grade do SyFy americano estão as séries Killjoys e The Magicians também exibidas pelo SyFy brasileiros, Van Helsing, Happy e Wynonna Earp, pela Netflix, The Purge, na Amazon Prime. O único inédito no Brasil ainda é Krypton, mas a ultima informação é que também será exibida pelo SyFy brasileiro. Vamos aguardar.

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