Novas Espécies – A Expedição do Século estreia no cinema

Novas Espécies – A Expedição do Século estreia no cinema

Documentário estreia nos cinemas em São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus

Documentário acompanha a viagem de um grupo de cientistas a um ponto isolado da Amazônia brasileira.

As câmeras estão por toda a parte e não há mais nada de novo no planeta. Essa é a primeira ideia derrubada por Novas Espécies – A Expedição do Século, documentário que acompanha uma missão científica ao Parque Nacional da Serra da Mocidade, em Roraima. Comandada pelo Dr. Mário Conh-Haft, ornitólogo especializado em aves amazônicas, a expedição levou quarenta e dois cientistas do INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia a um pico com quase dois mil metros de altitude cercado de terras baixas, local de difícil acesso onde o comportamento dos animais mostra a falta de medo de criaturas que nunca viram um ser humano.

Dirigido por Maurício Dias (Extinções), o documentário acompanha os cientistas desde os estágios de preparação da viagem, que contou com o apoio do Exército, essencial para estabelecer os acampamentos e a logística de transporte das equipes e equipamentos. Americano radicado no Brasil há mais de 30 anos, o Dr. Mario Cohn-Haft sonhava há dez anos em chegar até a serra, cujo isolamento oferece as melhores chances para a descoberta de novas espécies.

Ao seu lado, cientistas especializados em invertebrados, fungos, geologia, herpetofauna (répteis e anfíbios), insetos aquáticos, invertebrados, morcegos, peixes e plantas, todos apaixonados pelo trabalho de campo, que o documentário revela em toda a sua falta de glamour. Encontrar novas espécies significa passar horas dentro d´água ou em meio à mata, como explicou o Dr. Cohn-Haft durante a coletiva de lançamento do documentário, contrapondo as grandes populações de algumas espécies de animais encontradas no Pantanal à enorme quantidade de espécies com poucos indivíduos de cada uma encontrada na Amazônia:

“Diversidade e abundância não são a mesma coisa. Então, tem muita diversidade de espécies, muitas coisas diferentes uma da outra, Muitos tipos de seres vivos, mas nada é comum, tudo é raro. Então, uma das maneiras que se pode ter muitas espécies num lugar, é tendo poucos indivíduos. A população de qualquer uma espécie é muito baixa, a densidade populacional é muito baixa, você não vê cobra despencando das árvores, surgindo no meio do seu prato, você vai à luta, vai atrás dos bichos e ainda assim é difícil encontrar. Quanto maior a abundância, quanto mais seres de uma determinada espécie, menos espécies no lugar para você estudar.”

Há, ainda, o risco, como mostram as imagens de uma cientista picada por uma aranha e de outro, retirado às pressas para ser atendido em Manaus, uma parte indesejada do trabalho  dos pesquisadores, que três anos após a missão, seguem estudando o material coletado e já contabilizam 80 novas espécies, incluindo um pássaro nunca antes visto no mundo.

Novas Espécies

Cine Casarão – Manaus

Espaço Itaú – São Paulo

Espaço Itaú – Botafogo

Confira os horários de exibição:

São Paulo
Espaço Itaú de Cinema- Shopping Frei Caneca (3º Piso)
Rua Frei Caneca, 569 – Consolação
16h10- Diariamente

Rio de Janeiro
Espaço Itaú de Cinema Botafogo- Praia de Botafogo, 316 – Botafogo
18h – Diariamente

Manaus
Cine Casarão de Ideias: Rua Barroso, 279 – Centro
14h30 – Quinta e Sexta-Feira
17h e 19h – Domingo

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