O Espetacular Homem-Aranha

E ontem foi a pré-estréia do Espetacular Homem-Aranha. Caramba… nunca consigo começar direito esses textos… Marc Webb, o diretor do filme “teceu” (ahn? ahn? ahn?) um universo interessante para o...

E ontem foi a pré-estréia do Espetacular Homem-Aranha. Caramba… nunca consigo começar direito esses textos…

Marc Webb, o diretor do filme “teceu” (ahn? ahn? ahn?) um universo interessante para o aracnídeo favorito da garotada. Com um peso imenso em suas costas dado ao ainda recente sucesso da trilogia de Sam Raimi, eu estava curioso para ver o que o diretor tinha em mente para o personagem. E o resultado? Bom… vamos lá.

Antes de mais nada, vou explicar a história: Peter Parker, blablabla criado pelos tios, blablabla mordido por aranha radioativa, blablabla grandes poderes blablabla grandes responsabilidades. A história permanece a mesma, essa é a origem e imagino que não tenha novidades aí.

Primeiramente, o elemento mais interessante do filme é a troca de abordagem, o enredo inteiro se desenrola sem tocar nos elementos antes tocados pela saga de Raimi: não temos Clarim Diário, J. Jonah Jameson, Duende Verde ou Mary Jane Watson. Nesta versão Gwen Stacy é o interesse romântico, o relacionamento entre Peter Parker e o pai da moça também é explorado e a Oscorp, empresa de Norman Osborn – o Duende Verde, também tem mais destaque na história.

Naturalmente, é impossível não comparar este novo filme aos de Raimi. Enquanto Sam Raimi investiu em uma narrativa mais inocente e repleta de imaginação, Marc Webb optou por uma abordagem mais crua e sombria, vagamente remetendo aos filmes do Batman de Christopher Nolan. Ambas sagas tem seus méritos e devem ser analisadas de formas diferentes, Sam Raimi claramente quis criar uma história em quadrinhos no cinema, enquanto Webb quis contar sua própria versão da mitologia do herói.

Tanto Andrew Garfield quando Emma Stone ganham pontos positivos em suas atuações, neste filme podemos observar um Peter Parker mais humano e relacionável e uma Gwen Stacy mais pró-ativa e menos “donzela em apuros”. Ver o relacionamento dos dois se desenvolver ao longo da trama é um dos momentos mais interessantes e com certeza muito mais divertido do que Tobey Maguire e Kirsten Dunst.

Alguns críticos estão acusando o filme de falta de substância, que é um filme tão sem personalidade quanto Lanterna Verde com Ryan Reynolds, até consigo entender o ponto de vista, afinal, Raimi conseguiu em sua trilogia criar um universo mágico que realmente remete o estilo do personagem nos quadrinhos, porém acredito que Marc Webb conseguiu criar um mundo menor, menos fantasioso, mas muito mais real. A verdadeira força do filme vem de Peter Parker gradualmente desenvolver sua autoconfiança e descobrir o que realmente é ser um herói e no final? É impossível não vibrar com as vitórias.

Em suma, apesar de longe de ser um filme perfeito, acredito que O Espetacular Homem Aranha tenha seus momentos de brilho e com certeza tem potencial para virar um novo capítulo da rica mitologia do personagem.

E ei… pelo menos não tem isso…

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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