O Físico, ou seria ‘O Médico’?

Assistimos o novo longa O Físico, baseado no livro O Físico, que na verdade se chama “The Physician”, ou “O Médico” na tradução correta. Enfim, vamos ao review.  Confusões...

Assistimos o novo longa O Físico, baseado no livro O Físico, que na verdade se chama “The Physician”, ou “O Médico” na tradução correta. Enfim, vamos ao review. 

Confusões a partes na tradução do nome do livro de 2010 do autor Noah Gordon, que é a base para a versão cinematográfica que chega em breve nos cinemas, o filme conta a história de um jovem inglês  cristão que vai parar na Pérsia na idade média para estudar com um dos maiores gurus da física, digo, medicina. Na verdade, Rob (Tom Payne), além de ter que esconder sua religião católica, finge ser judeu para ser aceito nesse grupo de ensino que também trata dos pacientes locais. Seu mentor, Ibn Sina (Ben Kingsley) é um grande conhecedor de filosofias, ciência e teorias físicas que ele usa para embasar seus ensinamentos aos jovens aprendizes. Mas Rob tem uma paixão muito grande pela medicina e usa de poderes sobrenaturais para identificar nos pacientes se sua doença é letal ou não. Além disso, o jovem se destaca por seu interesse e profundos estudos sobre o corpo humano até que ele resolve dissecar um cadáver, ato este impróprio para na cultura do século XI.

O filme basicamente possui três atos. No primeiro, o protagonista embarca em uma viagem como curandeiro Bader (Stellan Skarsgård), momento em que ele descobre sua paixão pela medicina. No segundo ato, ele consegue entrar no grupo de estudos do mestre Ibn e engravida uma mulher casada. No terceiro, ele tem a vida do Sultão Schah Ala ad-Daula (Olivier Martinez) em suas mãos após descobrir a cura para a praga chamada ‘doença do lado’, conhecida nos dias de hoje como apendicite, e como tratá-la de forma não convencional.

O longa se arrasta em quase três horas de duração. A premissa, que até é interessante, se torna chata e sem graça conforme as problemáticas são resolvidas. Para “ajudar”, o visual e fotografia não surpreendem – sim, tipo A Múmia de 1999 – o que torna o filme ainda mais preguiçoso. Fora a trilha sonora mal trabalhada que deveria vir com um aviso aos espectadores – “Não assista este filme se estiver com sono”.

No geral, O Físico – nunca vamos aceitar essa tradução – é um longa mediano que não empolga e nem cativa. Tom Payne (A Vida em Um Só Dia) é tão sem graça quanto A Culpa é das Estrelas. Seu personagem passa 80% do filme sem mudar de expressão e no ápice da história, quando ele disseca um cadáver, ele não demonstra sequer uma reação mais ansiosa ou libertina, já que faz algo errado. Ben Kingsley não deveria ter aceito esse papel. Até a primeira metade do filme acreditamos que ele até esteja curtindo seu personagem, depois disso, algumas rugas de arrependimento destoam em sua face.

O Físico, que tem produção alemã e americana, estreia dia 9 de Outubro no Brasil. A direção estreante de Philipp Stölzl só firma que o diretor deveria ter pego um projeto mais simplório para iniciar a carreira. Vale a pena ver O Físico no cinema? Bem, se você estiver disposto a ver um protagonista chato, que vai se tornar um médico chato, em um local chato, com uma namorada/amante chata, sim. Não esqueça de investir naquelas salas VIP’s de cinema porque assim a soneca será mais confortável.

Até a próxima.

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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