O Hobbit – Uma Jornada Inesperada

E depois de 9 longos anos, cá estamos nós de volta na Terra Média. Confesso que foi um filme difícil de manter a seriedade e objetividade crítica porque quando...

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E depois de 9 longos anos, cá estamos nós de volta na Terra Média. Confesso que foi um filme difícil de manter a seriedade e objetividade crítica porque quando as primeiras cenas do Condado brotaram na telinha foi difícil segurar o lado fanboy. Agora, sem mais delongas, a Nerd Review do primeiro capítulo da nova trilogia de Peter Jackson!

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A longa esperada adaptação de O Hobbit finalmente chegou nas telas no final deste ano, e dado o enorme sucesso da trilogia O Senhor dos Anéis, a expectativa é grande. Dirigido em um tom mais leva, O Hobbit conta a história de Bilbo Bolseiro que é recrutado por Gandalf o Mago para participar de uma expedição com os anões Thorin, Dwalin, Balin, Kili, Fili, Dori, Nori, Ori, Óin, Glóin, Bifur, Bofur, Bombur, Zangado, Dunga, Mestre, Soneca, Atchim, Dengoso, Feliz, Michelangelo, Donatello, Rafael, Leonardo, Paul, John, George, Ringo, Charlotte, Carrie, Samantha e Miranda em busca do tesouro da Montanha Solitária guardado pelo dragão Smaug.

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Muitas pessoas perguntaram como Jackson adaptaria um livro de 300 páginas em uma trilogia com a mesma densidade do O Senhor dos Anéis. Para colocar mais água no feijão, foram incorporados elementos do Silmarillion, Contos Inacabados e do início da Sociedade do Anel  para amarrar melhor as duas trilogias. Os elementos dos demais livros também auxiliaram em justificar melhor a trama do Hobbit e explicar sua importância para O Senhor dos Anéis. Desta forma, as motivações do personagem Thorin Escudo-de -Carvalho são mais claras e o motivo pela qual Gandalf se envolve com a Companhia dos Anões faz mais sentido. Fora isto, Jackson preenche seu filme com cenas longas do cenário acompanhados da trilha sonora.

Na dúvida se teria conteúdo o suficiente, Peter Jackson fez um filme um tanto quanto longo, qualquer cena no livro que indica um mínimo de conflito, são transformadas em batalhas épicas e longas; cada pequena cena é exposta e explicada de maneira extremamente detalhada, isto não necessariamente se traduz em uma coisa ruim, mas pessoas que não são fãs do filme sofrerão um pouco para chegar até o final.

De resto, Martin Freeman tem carisma de sobre interpretando Bilbo, Ian McKellen como sempre dá um show no papel de Gandalf e Richard Armitage consegue trazer uma dramaticidade e seriedade a Thorin que com certeza o torna um personagem mais interessante do que o livro.

Algumas pessoas reclamaram da filmagem ser em 48 fps ao invés do tradicional 24 fps e que somado ao 3D deixa os efeitos de computação gráfica do filme muito aparentes, para resolver isto, não é recomendável ver o filme em 3D. De resto, mais 3 anos de Terra Média com certeza valarão a pena!

Tgandalf

Até a próxima!

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Criticas

Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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