O Jogo da Imitação

Quando pensamos que a Segunda Guerra Mundial não poderia render novos filmes, surge O Jogo da Imitação. UAU! É impossível começar uma crítica sobre O Jogo da Imitação sem...

Quando pensamos que a Segunda Guerra Mundial não poderia render novos filmes, surge O Jogo da Imitação.

UAU! É impossível começar uma crítica sobre O Jogo da Imitação sem soltar esta simples onomatopeia: “UAU!”. Quem diria que um matemático inglês poderia salvar tantas vidas. Como assim?  Baseado em fatos reais, o longa dirigido pelo estreante Morten Tyldum consegue relatar a história do matemático Allan Turing de forma impecável. Sim, este é apenas o seu segundo filme, e o mesmo foi indicado em oito categorias no Oscar.

O filme não só conta a jornada de Turing para construir “Christopher”, uma máquina que decifrou os códigos de comunicação dos nazistas, como lida com sua polêmica homossexualidade de forma delicada e discreta. O longa explora três épocas diferente. Uma em 1928, quando Turing era um garoto sem amigos na escola. O ano de 1939, quando a guerra foi declarada e seus serviços foram contratados pelo governo da Rainha para lidar com as mensagens e finalmente em 1951, quando ele foi acusado por “comportamento obsceno”. 

Mas afinal? Quem foi Allan Turing? Um importante britânico, genioso, matemático, lógico, criptoanalista e cientista da computação contratado pela inteligência britânica para trabalhar em um centro especializado em ‘quebra de códigos.’ Turing foi chefe de uma equipe responsável pela criptoanálise da frota marítima dos alemães. Ele criou uma série de técnicas, incluindo a máquina citada acima, para conseguir, de alguma forma, ajudar os aliados a combater a guerra e, por fim, vencê-la. Fácil? Nenhum pouco. Turing e sua equipe penaram para conseguir decifrar o tal enigma, e uma vez feito isso, qualquer decisão errada dos britânicos poderia culminar em uma guerra ainda mais atroz.

O filme tem três elementos de peso: um elenco de primeira muito bem dirigido, uma trilha sonora na medida certa e uma estrutura de edição que leva ao telespectador uma boa bagagem de informação história sobre a guerra conduzida por Hitler. Além da atuação digna de aplausos de Benedict Cumberbatch como Allan Turing, ainda temos Keira Knightley como Joan Clarke, uma mulher inteligentíssima que não tinha espaço para mostrar sua capacidade de decifrar códigos entre tantos militantes do sexo masculino, mas que Turing dá um “jeitinho” para mantê-la por perto. A dupla a equipe super secreta do governo é formada por Matthew Goode como o galanteador Hugh Alexander, Allen Leech como John Cairncross e o jovem Matthew Beard como Peter Hilton. Seus superiores nada mais são que Mark Strong Charles Lannister Dance.

Animados? O Jogo da Imitação é simplesmente extraordinário. É difícil usar outro adjetivo para um filme tão realista, zeloso com a imagem de um homem que mudou a história da ciência da computação e, ainda por cima, emocionante. O filme estreia dia 5 de Fevereiro no Brasil.

Até a próxima.

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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