[CRÍTICA] O Lar das Crianças Peculiares – adaptação fantástica chega aos cinemas

Chegou, chegou, chegou! O Lar das Crianças Peculiares chegou! E nem tem tanto assim a marca registrada de Tim Burton Boraaaa falar de peculiaridades? O primeiro livro da saga de Ransom...

Chegou, chegou, chegou! O Lar das Crianças Peculiares chegou! E nem tem tanto assim a marca registrada de Tim Burton

o-lar-das-ciancas-peculiares-tim-burton-critica-3Boraaaa falar de peculiaridades? O primeiro livro da saga de Ransom Riggs chega aos cinemas e promete muitas emoções. Uns problemas aqui, outros lá, mas já sabem, né? Crítico é tudo complicado e adora achar defeito, mas não se preocupe: O Lar das Crianças Peculiares diverte, principalmente se você não leu o livro.

E agora a pergunta: qual o motivo da última afirmativa acima? O livro é beeeem diferente, principalmente nas personalidades dos personagens. Asa Butterfield faz um Jake bem fiel ao seu contraponto literário. Já Emma (Ella Purnell) é completamente outra. Mais doce, mais romantizada, a garota que flutua é bem bacana no filme. Já no livro ela é de lascar! Miss Peregrine (Eva Green), recebeu o selo Eva Green de atuação e se distancia bastante do original impresso. E Samuel L. Jackson aposentou o tapa olho de  Nick Fury e encarna o mal nessa adaptação, um ser maluco louco por imortalidade meio caricato.

Jake sempre ouviu histórias estapafúrdias de seu avô Abe (Terence Stamp), uma mescla de contos de fadas com realidade e que é considerado meio caduca por seu filho (que tem uma participação bem nada no filme). Logo no início é morto por uma criatura misteriosa. Jake, então, começa uma viagem para descobrir o que raios está acontecendo e garantir que não está louco. Quando decide ir até a ilha onde o avô cresceu em um tal orfanato peculiar, sua terapeuta Dra. Golan (Allison Janney) o apoia integralmente… Fiquem de olho nessa personagem, hein?

E lá vamos nós para Gales! No livro temos imagens bem específicas sobre os personagens. Aliás, as imagens vieram antes da história, onde o autor teceu um enredo ao redor das fotografias. Por isso, as características deveriam seguir um norte bem peculiar. Sucesso! Jake encontra as crianças presas em uma fenda temporal onde vivem todos os dias o mesmo dia, em 1943, onde quase foram explodidos pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

O mal da trama são os Etéreos, peculiares que se transformaram em criaturas horrendas em uma experiência mal sucedida de Sr. Baron (Samuel L. Jackson) e, para voltar a forma humanoide, precisam caçar crianças peculiares. Por isso, a trupe se junta para combater o mal e salvar o dia (ficou meio chamada da Sessão da Tarde, mas juro que é isso mesmo).

A fotografia de O Lar das Crianças Peculiares é linda, as ambientações são de tirar o fôlego e o figurino não fica muito atrás. Aquela aura sombria que Tim Burton tanto gosta é mais amena aqui, mais Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas (2003) do que Batman (1989).

E onde estão os problemas? A primeira sequência do longa é meio boring. Stamp é meio artificial quando aparece pela primeira vez, mas consegue se redimir depois. Já Green mantém uma atuação bem próxima ao que entregou em Sombras da Noite (2012). Tem erros de continuidade, mas veremos de novo para saber se foi erro mesmo ou piscada na tela. Tem horas que o ritmo demora a engrenar, o que deixa um pouco cansativa a experiência no cinema, onde não podemos fazer pausas estratégicas. E a melhor cena de ação do longa tem uma música bem nada com nada. Edição perdeu uns pontinhos…

Porém, contudo, entretanto, O Lar das Crianças Peculiares é legal e vale a pena assistir. Com certeza teremos mais filmes (se seguir a ordem dos livros teremos três) e veremos mais da peculiaridade das crianças, que são apresentadas de maneira bem fluída e zero forçada.

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