O Negócio – 2ª Temporada – Episódios 06 e 07

Opa! Rolou uma ausência do review de O Negócio, então temos dois episódios aqui hoje! No sexto episódio de O Negócio, nomeado ‘Liberdade‘, Karin repensa sobre sua vida e...

Opa! Rolou uma ausência do review de O Negócio, então temos dois episódios aqui hoje!

No sexto episódio de O Negócio, nomeado ‘Liberdade‘, Karin repensa sobre sua vida e percebe que está na hora de mudá-la. Para começar, ela atende seu último cliente e encerra sua carreira por tempo indeterminado. O cliente, um cinquentão espanhol foragido da Interpol, acaba não só sendo o último cliente da jovem, como um amigo por algumas horas. Ele conta sua história de roubos e trapaças e como foi parar no Brasil. Porém, assim como Karin, esta é sua última noite preso à uma condição, pois no dia seguinte ele partirá para Espanha e se entregará para a polícia. O tema da protagonista neste episódio é demorado e muito fantasioso. Karin, mesmo sabendo que ele é um ladrão, se aventura com ele em um jantar fora e passeios noturnos em lugares desconhecidos. O cliente se mostra um bom homem e com uma ótima índole. Porque com certeza é assim que funciona na vida real. Entre longos e chatos diálogos, Karin se convence de que está na hora de mudar sua vida em prol de quem a ama, no caso, o Augusto.

Até entendemos que a protagonista precisava de um motivo ou incentivo para largar a profissão e ser mais Joana do que Karin, mas gente, vamos combinar que a realidade das meninas é completamente fantasiosa e fútil. Em uma série onde o tema é prostituição de luxo, falta os conflitos e riscos da profissão. É tudo muito princesa Disney. E NÃO AGUENTAMOS MAIS A LUNA COMO NARRADORA. Tudo ela precisa explicar, a série não motiva o telespectador a ter deduções. Enche o saco isso HBO, mudem seus roteiristas #PeloAmor.

Surtos a parte. Ainda neste episódio, Zanini quer transar com a Magali e entra em uma emboscada provocada pela moça para que ele prove que não há sentimentos. Uma parte divertida da história. Novamente, como falamos no último review, o personagem do advogado é de longe, o mais bem elaborado.

Já Luna, como sempre, só se ferra. Em uma noite de apagão, a moça acaba ficando na casa da ricaça Rebeca, toma uns vinhos a mais e o Oscar tem o final feliz mais desejado por qualquer homem. Na boa, essa ideia de colocar o Oscar como garoto de programa não tem mais nexo na história como um todo. Ele é um personagem carismático, mas sua trama com a milionária X relacionamento ciumento com a Luna não contribui com NADA á série.

Bem, já no sétimo episódio, nomeado ‘Business Plan‘, Karin resolve abrir um novo negócio: um clube recheado de serviços, algumas putas, mas sem um local para o sexo, ou seja, um espaço para um monte de executivo rico relaxar, tomar um drink, ser bem tratado e estender sua “reunião noturna”  em um motel próximo ao clube. Para isso, a nossa protagonista precisa de 5 milhões de reais. Ao apresentar a ideia para suas sócias, Magali e Luna se negam à entrar nesse investimento alto.

Com isso, Karin, como sempre, não desiste, procura alguns possíveis investidores, mas acaba sozinha e com uma dívida enorme. Sim, ela aluga o local e faz um empréstimo no banco antes mesmo de ter o dinheiro todo. Quando ela está prestes à se render à um péssimo negócio para se safar das dívidas, Zanini se movimenta e alerta as meninas, mas no fim, Ariel é o grande “salvador da pátria.” Sua aparente redenção como vilão já aparece nessa segunda temporada. Talvez uma jogada antecipada dos criadores da série ou uma ótima jogada que semeará uma nova virada do personagem. Agora é aguardar.

Em paralelo, Magali é enganada por um convite pelo Zanini e Luna e Oscar terminam o namoro. Este episódio foi melhor trabalhado em termos de “podridão” do mercado da prostituição, mas ainda assim é recheado de narrações desnecessárias e palavras como missão, valores, análise bottom up, break even point, período de payback, striptease, blowjob e doggy style são usadas para “enriquecer” a inteligência das protagonistas. BULLSHIT!

Até a próxima.

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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