O que esperar para o futuro dos jogos?

Esta é a nova coluna Pensando com Portais da Freakpop sobre games para todos aqueles que se interessam sobre jogos e também são gamers nas horas vagas. A cada...

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Esta é a nova coluna Pensando com Portais da Freakpop sobre games para todos aqueles que se interessam sobre jogos e também são gamers nas horas vagas.

[dropcap size=small]A[/dropcap] cada semana irei trazer algumas curiosidades, dados, reviews, histórias para explicar a profundidade desse universo, sem nunca deixar de mencionar dos games clássicos aos últimos lançamentos do mercado. Então vamos falar do futuro dos jogos?

O homem tem se utilizado dos jogos como um recurso para diversão desde o início das civilizações. E não somente para isso: há mais de 2.500 anos, Heródoto (historiador grego) relatou que jogos de dados foram inventados no reino da Lídia para suplantar 18 anos de extrema fome. Dessa forma a população conseguiu sobreviver ao revezar um dia de alimentação e outro de jogos, ou seja, a imersão proporcionada pelos jogos é tão eficaz que remove o indivíduo do mundo real.

Nós que possuímos acesso aos jogos, não passamos pela mesma dificuldade que o reino da Lídia, mas utilizamos games com o mesmo propósito.

Jogos não unem somente o momento do entretenimento com tecnologia. Há algo mais, que vai além dos olhos e são marcantes como uma memória de infância. São muitos elementos cuidadosamente selecionados para que você possa assumir o papel de protagonista em milhares de histórias, mundos ou para apenas ser o motor fundamental para se completar tarefas, resolver problemas, coletar doces, e isso preencherá vários minutos do seu dia.

E não é a toa que as vendas de jogos têm aumentado tão exponencialmente nos últimos tempos, com cada vez mais adeptos da tão brilhante distração que são os games. Uma pesquisa feita pela NewZoo, os jogos neste ano de 2015, movimentaram aproximadamente R$ 353 bilhões (US$91,5 bilhões). E, para 2017, esse número tende a crescer ainda mais, pasmem com a cifra cogitada: R$ 413 bilhões (US$ 107).

O Brasil é responsável por uma bela fatia desses zeros e vírgulas: estima-se que gire em torno de R$ 4 bilhões de reais, o que nos coloca em 11º lugar mercado mundial. Mas, ao que se deve esse crescimento? Posso elencar diversos fatores,  mas aposto minhas fichas em dois, que foram fundamentais desde os anos 2000, marcando de vez a aceleração desse mercado.

O primeiro foi a grande ideia que a Nintendo proporcionou com o Wii. O console vendeu mais de 84 milhões de unidades por todo o globo e abriu portas definitivamente para que outros começassem a ser considerados, de fato, como uma fonte de entretenimento para a família, levando do vovô às crianças a jogarem juntos.

O segundo fator foi a ampliação das vendas de smartphones e tablets. Com uma variedade de jogos ao alcance das mãos, novos jogadores – mesmo aqueles que não expressam interesse por outros gêneros ou plataformas como PC, PlayStation, Xbox e Wii – inevitavelmente olharão diferente para esse mundo, pois são de fato jogadores também. Para a NewZoo, o crescente mercado refletiu em mais de R$ 80 bilhões (US$20,6 bilhões) em vendas de jogos para plataformas móveis.

A partir daí, as previsões só indicam o crescimento da vontade dos desenvolvedores trazerem as mais diversas experiências para esse tipo de entretenimento. Para o próximo ano, veremos a realidade virtual invadir o cotidiano: já foram anunciados mais de 15 jogos prontos para serem lançados em 2016, para todos os óculos de RV (Realidade Virtual) que existem. Dentre eles:

Eve Valkyrie:

REZ Infinite: 

Chronos: 

Golem: 

Minha recomendação para quem está louco por essas novidades ou simplesmente é um amante de games? Prepare o bolso. Esta diversão custará caro, conforme foi noticiado recentemente. Oculus Rift sairá por R$ 2.500  (US$ 600) apesar de os preços de outros similares ainda não terem sido revelados oficialmente, já se fala em valores próximos . Mas você também já pode, por meio do Google Cardboard , experienciar um pouco do que a realidade virtual oferece atualmente de uma forma mais barata. Até mesmo produzir o seu seguindo as instruções no site.

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Nosso mercado de desenvolvedores brasileiros também estará preparado, alguns deles possuem projetos envolvendo RV em andamento ou recém-lançados, como por exemplo, Perônio pop-up book . Um jogo para mobile premiado no seguimento indie, que utiliza a realidade virtual e ampliada para diversão das crianças disponível para Google Cardboard. É um dos jogos recentemente lançados que consegue mesclar as duas tecnologias. Mas isso é apenas o início, diversos jogos brasileiros estão para ser lançados nesse segmento.

peronio

A tecnologia está a serviço dos jogos e ampliando as fronteiras das experiências. Histórias poderão ser contadas de forma mais imersiva, com ambientes interativos preparados para provocar emoções, lembranças, proporcionar novas experiências, novos mundos e sugerir possibilidades. Conseguiremos cada vez mais experiências satisfatórias e únicas. Estaremos nós, possivelmente, prestes a vivenciar uma nova era nos jogos?

Acredito que já estamos há algum tempo. Desde a capacidade de se mesclar ao gameplay, cinematics como uma integração de outra mídia – o cinema – alteramos o jeito dessa interatividade conversar com o jogador. Ou desde o Wii mesmo, que levou a família a experimentar essa nova maneira de contar histórias e fará o mercado faturar cada vez mais.

Afinal, a aventura está sempre se reinventando…

É com este pequeno panorama que inicio a jornada aqui na Freakpop. Espero trazer mais conteúdos para enriquecer o mundo dos gamers! Afinal, não poderíamos deixar de falar sério sobre joguinhos, não é mesmo?

Até a próxima!

Nayuvi

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