O Touro Ferdinando é bobinho para os adultos e “divertidinho” para as crianças

O Touro Ferdinando estreia dia 11 de janeiro nos cinemas Em 1936, o autor Munro Leaf criou uma história infantil sobre Ferdinando, um touro que de bravo não tinha...
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O Touro Ferdinando estreia dia 11 de janeiro nos cinemas

Em 1936, o autor Munro Leaf criou uma história infantil sobre Ferdinando, um touro que de bravo não tinha nada. Ele gostava de passar seus dias cheirando flores e, após um incidente com uma abelha, mostrou sua “raiva” e foi levado para uma Tourada. Chegando lá, nada tirava Ferdinando do sério e ele acabou retornando para casa. FIM.

O livro, para crianças no comecinho do processo de alfabetização, foi a inspiração para o longa animado da FOX/Blue Sky que chega nos cinemas dia 11 de janeiro. A romantização de uma simpática história ganhou a telona numa versão mais exagerada e bastante incoerente.

O Touro Ferdinando – A animação

Ferdinando mora numa casa com outros touros e seus pais. Desafiado o tempo todo pelas crianças, após um evento traumático – leia-se A Jornada do novo Orfão™ –  resolve fugir do local e vai parar numa fazenda residida pela menina Nina e seu pai. Lá, ele é tratado como integrante da família e consegue passar boa parte do seu tempo cheirando flores.

Um dia, a cidade de Madrid recebe um Festival das Flores e, mesmo não podendo ir, já que agora Ferdinando é um touro enorme, vai em busca de sua amada Nina para curtir o festival. Chegando lá, uma abelha pica seu popô, Ferdinando destrói o Festival e é levado de volta para sua antiga e primeira casa.

Ao retornar, um toureiro famoso busca o mais raivoso touro para a grande final da tourada. Ferdinando é escolhido e agora ele precisa se safar.

Problemas e mais problemas

Além da base da história, que soa estúpida para qualquer adulto, o longa ainda explora outros elementos clichês de animações: Ferdinando tem uma melhor amiga atrapalhada, uma cabra; ele precisa enfrentar seu rival que sonha em ir para o torneio e ainda se alia com outras espécies para salvar o dia.

Além disso, o roteiro enfia um lance bem desnecessário no filme: o abate de touros. Sério mesmo? Para que Ferdinando cumpra com a sua jornada de órfã de bom coração, ele salva outros touros do abate numa cena longa, zero empolgante e zero criativa. Para piorar, circunstâncias “engraçadinhas” são enfiadas no filme aleatoriamente só para mostrar que o touro de 900 kg consegue ser delicado e sensível….Isso é pedante e não trás profundidade alguma para o personagem.

Primeiro que o livro tem uma clara mensagem sobre “seja quem você é” e o público são crianças que ainda dependem de seus pais para ler. Segundo que, ao invés de fazerem uma história realmente infantil, como o belo Cada um na sua Casa, o roteirista criou uma aventura inconsistente e com arquétipos batidos e uma tentativa fraca de ser frenético como a franquia Madagascar. Só faltou Ferdinando cantar Hakuna Matata, seus amigos porco-espinhos serem Minions e a cabra chamar Dori.

Vale a pena?

O filme é inofensivo para os adultos. Chega a ser bobo. Mas a criançada não vai entender. Cores e formas, só a Disney sabe fazer com maestria e, quase sempre, os adultos saem chorando litros e os pequenos alegres e saltitantes. Mesmo com um final feliz, O Touro Ferdinando decepciona e não trás nada. Na real, nem entretêm direito. Complicado.

O longa estreia dia 11 de janeiro, mas recomendamos VIVA – A Vida é uma Festa para levar as crianças no cinema.

Küsses,

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“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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