Para Sempre Alice – Um filme sensível sobre Alzheimer

Para Sempre Alice conta a jornada de uma mulher com a Doença de Alzheimer. Para Sempre Alice retrata a história de Alice Howland (Julianne Moore), uma renomada professora de...

Para Sempre Alice conta a jornada de uma mulher com a Doença de Alzheimer.

Para Sempre Alice retrata a história de Alice Howland (Julianne Moore), uma renomada professora de linguística da Universidade Columbia. Bem sucedida profissionalmente, assim como seu marido John Howland (Alec Baldwin), e orgulhosa mãe de três filhos em pontos diferentes de sua vida, Alice vê seu mundo ruir quando é diagnosticada com Alzheimer precoce. A trama do longa acompanha sua gradual perda de memória e a forma como sua família lida com as mudanças ao longo do tempo.

O filme procura retratar a vida de Alice como uma série de rotinas e repetições que aos poucos vão deixando de existir. Ela corre todas as manhãs até não conseguir mais, ela é uma profissional auto-suficiente que não consegue mais dar aula, até chegar no ponto onde ela mal se lembra onde fica o banheiro da própria casa. A doença de Alzheimer, apesar da idade da protagonista, é abordada de forma realista e com pouco sensacionalismo. Julianne Moore traz o melhor de si para o papel alternando entre uma Alice dominadora e competitiva e uma figura de visão pálida e sem reação.

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O roteiro sensível aborda a presença da doença na família de forma sútil e realista. John é tão ambicioso quanto sua esposa e o fundamento de seu relacionamento é a liberdade de ambos em crescer profissionalmente em seus respectivos campos, acompanhamos o marido que vai de acadêmico frio em busca de outras alternativas para a real condição da esposa para apoio emocional e eventual pessoa distante. Alec Baldwin sutilmente apresenta a exaustão emocional que alguém passaria em uma situação dessas.

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Apesar das atuações primorosas e roteiro sincero, o filme peca na direção. Os diretores Richard Glatzer e Wash Westmoreland tiveram uma boa sacada em centralizar a filmagem em Alice, de forma a mostrar que a vida e o mundo continuam apesar da ausência cada vez mais estendida da protagonista, o uso de fundos desfocados para mostrar que cada vez menos, ela consegue acompanhar o que acontece ao seu redor, porém, o longa peca em takes repetitivos excessivos e uma filmagem pouco imaginativa.

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Muitas pessoas enfrentam este mal em suas famílias, Para Sempre Alice busca retratar de forma sutil e as vezes agoniante o processo de perda de memória e da auto-identidade e até que ponto ainda podemos nos considerar a mesma pessoa. Altamente recomendado pela abordagem realista da doença e pela atuação impecável do elenco.

O filme estreia dia 26 de Fevereiro no Brasil e Julianne Moore está indicada ao Oscar de Melhor Atriz. 

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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