Pequeno Demônio brinca com a premissa de A Profecia e pais pentelhos

Pequeno Demônio diverte brincando com clichês de terror Virar padastro nunca é fácil. Não só você precisa desbravar um novo relacionamento, mas também precisa manter o pestinha feliz o...
Pequeno Demônio

Pequeno Demônio diverte
brincando com clichês de terror

Virar padastro nunca é fácil. Não só você precisa desbravar um novo relacionamento, mas também precisa manter o pestinha feliz o suficiente para agradar seu novo parceiro/a. Agora imagine que além de ter que lidar com o fato do seu novo “filho” ser literalmente o anti-cristo, a mãe da criança é daquelas que acha que o anjinho dela é perfeito em todos os aspectos. É assim que começa Pequeno Demônio.

O filho de Satã

Gary (Adam Scott) acabou de se casar com Samantha (Evangeline Lilly). Ambos começam a construir uma vida dos sonhos juntos, agora só falta que Gary conquiste Lucas (Owen Atlas), o filho de Samantha. O jovem é complicado, introvertido, pouco comunicativo e a semente de Satã na Terra destinado à trazer o Fim dos Dias onde os condenados serão julgados no fogo eterno do inferno; ele também não está indo muito bem na escola.

Ao longo do filme, Gary une forças com outros padastros para impedir que Lucas traga o Armageddon e convencer Samantha que o filho dela não é tão perfeito assim.

A Profecia

O diretor Eli Craig é muito bom em subverter um filme de terror famoso para se divertir com a trama, ele fez isso no excelente Tucker & Dale contra o Mal e agora repete a fórmula com Pequeno Demônio. O filme segue em linhas gerais a mesma história de A Profecia (1976), mas com aquela pegada de americano maionese nos subúrbios. A batalha contra o bem e o mal é pontuada pelo tédio do cotidiano na cidade pequena onde as pessoas trocam conversas de elevador e frases prontas sobre paternidade.

E o veredito?

Pequeno Demônio não é um filme que vai mudar a sua vida, mas é divertido suficiente para uma tarde agradável de fim de semana ou uma noite da semana que você quer ver algo para desestressar. O longa brinca bastante com a ideia das mamães alienadas que defendem com unhas e dentes a perfeição de seus “anjinhos” (mesmo quando eles se comportam que nem um terremoto em público). O único problema é que Adam Scott funciona muito bem como straight man (o personagem sério que reage ao absurdo ao redor em uma comédia), e existem muitos momentos onde ele precisa carregar o filme sozinho, perdendo um pouco fôlego. Ainda assim, vale a pena,

Hail Satan!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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