Pirataria do mercado de entretenimento é a pauta do momento e ganha destaque na SET Expo 2019 (31º Congresso de Tecnologia e Negócios de Mídia e Entretenimento)

Pirataria no Século 21 é tema da SET EXPO 2019

Pirataria do mercado de entretenimento é a pauta do momento e ganha destaque na SET Expo 2019 (31º Congresso de Tecnologia e Negócios de Mídia e Entretenimento)...

Você já deve ter visto aqueles anúncios de venda de aparelhos que prometem acessar todos os canais da TV por Assinatura, incluindo os canais de filmes e os  premium como a HBO e Fox Premium. Eles custam em média 400 reais e tem até garantia. Só não dão garantia ao consumidor do conteúdo roubado de todas as emissoras por meio desse golpe eletrônico que não tem volta. Porque assim que o serviço anti-pirataria descobre os sinais roubados, ele é cortado na origem. E a única solução para quem comprou gato por lebre, é comprar novamente outro aparelho com nova codificação, e que também vai falhar no futuro.

Segundo dados da Câmara Técnica de Combate à Pirataria do Ministério da Cultura o Brasil é o quarto país do mundo que mais consome pirataria audiovisual, gerando um prejuízo de R$ 130 bilhões ao ano. Diferentemente do que o senso comum propaga, a venda de DVDs piratas e operações de “gatonet” são apenas algumas das modalidades desse crime.

Para traçar um panorama geral do problema e seus desafios, os maiores especialistas em segurança de conteúdo no Brasil estarão reunidos no painel “Combate à pirataria audiovisual”, do 31º Congresso de Tecnologia e Negócios de Mídia e Entretenimento realizado pela SET EXPO, organizado pela Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão e que acontece no São Paulo Expo, no final do mês de agosto.

Principalmente após o crescimento do acesso ao streaming de vídeo na internet, a pirataria do audiovisual, que antes se restringia à venda de DVDs piratas e às operações ‘gatonet’ em algumas localidades, tomou uma proporção sem precedentes. Hoje o volume de lares brasileiros que acessam TV pirata rivaliza com as maiores operadoras de Pay TV, reduzindo as receitas do setor,” afirma André Felipe Teixeira, gerente de segurança de conteúdo da Globosat e moderador do painel.

Segundo explica, serão abordados vários aspectos do tema, desde os modelos ilegais encontrados e ferramentas de proteção mais eficazes, passando pela estratégia de distribuição e infraestruturas utilizadas, até os impactos na legislação e na forma de atuação das entidades públicas.

Para combater a pirataria do audiovisual, é preciso ter uma visão mais ampla do problema. Não é só uma questão de encontrar alvos e remover o conteúdo pirata. Existem questões legais, parcerias com plataformas, com entes públicos e com provedores de infraestrura, além do uso intensivo de tecnologia para ajudar nessa luta. Todo esse ecossistema será debatido no painel,” explica o executivo.

Teixeira terá a companhia de outros três palestrantes: Anderson Torres, gerente de operações de segurança para a América Latina da Nagra; Ygor Valente, CEO da LtaHub; e Antonio Salles Teixeira Neto, consultor sênior da coordenação do núcleo antifraude da ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura).

A expectativa da SET EXPO ao realizar o seu 31º Congresso é a de reunir 2 mil participantes que assistirão a mais de 50 painéis e 200 palestras em quatro dias de evento. Na grade de programação, há temas sobre rádio e áudio; contribuição AV e infraestrutura; inovação e tecnologias disruptivas; produção de conteúdo; distribuição audiovisual e regulatório e normatização.

O debate sobre Pirataria vai acontecer no dia 27 de agosto, a partir das 15h40, no São Paulo Expo,  na rodovia dos Imigrantes.

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