Projeto Gemini | Will Smith interpreta dois papéis em novo filme de ação

Projeto Gemini | Will Smith interpreta dois papéis em novo filme de ação

Primeiras impressões de Projeto Gemini são positivas!

Em Projeto Gemini, Henry é um matador experiente que precisa fugir de um homem enviado para mata-lo.

Como em qualquer perseguição, caça e caçador tentam encontrar uma fraqueza em seu oponente que permita vencer. O problema é que o homem que persegue Henry é uma versão mais jovem dele mesmo, um clone. Esse é o enredo de Projeto Gemini (Gemini Man), longa dirigido por Ang Lee que estreia no próximo dia 10 de outubro e que usa alta tecnologia para colocar na tela duas versões de Will Smith, uma aos cinquenta anos e outra aos vinte três, chamada Júnior.

Entre os detalhes da nova produção, Ang Lee e Will Smith deixaram claro em uma entrevista exibida à imprensa que não se trata de um rejuvenescimento do ator. Utilizando tecnologia de captura de movimentos, a Weta Digital, responsável pelos efeitos de O Senhor dos Anéis, criou uma versão digital de Will Smith. Entre as cenas mostradas à imprensa, um diálogo dramático retrata como as expressões e lágrimas de Will Smith capturadas durante a filmagem são transferidas para Júnior na tela.

A nova produção reaquece a discussão aberta durante o lançamento de Avatar, quando James Cameron defendeu o uso de versões digitais de atores para permitir, por exemplo, que os profissionais continuassem jovens na tela, apesar da passagem do tempo. Entram aqui, também, discussões sobre propriedade da imagem e o uso de versões digitais após a morte de artistas, que assim continuariam em atividade. Essa possibilidade levou Robin Williams a deixar expressa em seu testamento a proibição do uso de sua imagem em filmes ou publicidade, incluindo a criação de uma versão digital. Já Will Smith deixou claro o horror que foi rever sua atuação que ele qualificou como horrível em Um Maluco no Pedaço, material usado para a criação de Júnior.

Além da versão digital do ator, que nas cenas de luta contracenou com um dublê, Projeto Gemini foi filmado em 120 quadros por segundo, 3D e resolução 4k, o que nem todas as salas de cinema serão capazes de exibir. Para essas, o longa chegará em 2D e nos tradicionais 24 quadros por segundo utilizados em filmagens. O aumento da quantidade de quadros já foi usado em O Hobbit, filmado em 48 quadros por segundo, e não é uma unanimidade tanto entre os cineastas para o público. Enquanto paisagens e grandes planos saem ganhando com o hiper-realismo do aumento de quadros, em cenas com atores o excesso de detalhes visíveis, como poros e linhas do rosto, distrai o olhar do que realmente importa, a cena. Lutas como as mostradas em Projeto Gemini também ganham um ar de videogame, o que pode ser corrigido, mas mostra que, embora disponível, a tecnologia deve servir à produção, e não o contrário.

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