Círculo de Fogo

Obrigado. Obrigado. Obrigado Guillermo del Toro seu bastardo magnífico…. Em uma temporada de blockbusters tão ruins que levou alguns dos maiores diretores de Hollywood a questionar o futuro da...

Obrigado. Obrigado. Obrigado Guillermo del Toro seu bastardo magnífico….

Em uma temporada de blockbusters tão ruins que levou alguns dos maiores diretores de Hollywood a questionar o futuro da indústria. Onde a maioria dos filmes foram adaptações de quadrinhos que deixaram a desejar, fracassos grotescos de bilheteria e alvos fáceis de crítica, surge Círculo de Fogo e enfia 2.500 toneladas de restauração de fé para este nerd frustrado.

círculo de fogo

A história (uma de duas originais desta temporada – não contando a atrocidade do Gente Grande 2), é sobre um futuro próximo onde uma fenda interdimensional se abre no Oceano Pacífico e traz para nosso planeta gigantescos monstros chamados Kaiju (em homenagem ao gênero de filmes japonês). Para sobreviver, as nações do planeta deixam de lado suas diferenças e criam os Jaegers, gigantescos robôs controlados através de conexões neurais com 2 pilotos cada, para caçar os Kaiju.

círculo de fogo

O filme de forma muito esperta, não perde muito tempo mostrando o começo da invasão, Del Toro, habilmente move a narrativa para décadas após o começo da guerra, oferecendo amplas oportunidades para explorar um mundo onde a cultura Kaiju já deixou seu marco. Um bairro em Hong Kong que foi erguido no esqueleto de um dos monstros, igrejas de adoradores de Kaiju e um mercado negro que movimenta todas as partes dos monstros são alguns dos elementos que são apresentados no filme. O diretor já provou seu talento para construções de mundos fantásticos em filmes como Hellboy e O Labirinto do Fauno, e novamente mostra que sua criatividade não tem limites.

círculo de fogo

Fãs de Neon Genesis Evangelion, notarão uma quantidade grande de semelhanças com a famosa série japonesa, desde a origem dos monstros, até como os Jaegers são pilotados são bastante “inspirados” na batalha entre os robôs Eva e os Anjos. Mesmo assim, o diretor consegue habilmente navegar as similaridades e oferecer sua visão própria para as cenas. Além disso, oferece algo que raríssimos filmes tem apresentado em Hollywood esses dias, um elenco diversificado e multi-racial. Para ressaltar a união das nações contra os Kaiju, cada Jaeger é construído por uma nação e os heróis são compostos de russos, americanos, chineses, japoneses, ingleses e australianos. Mesmo os russos e chineses que são um tanto quanto estereotipados, não são clichês negativos e funcionam bem com a estética anime do filme.

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Independente dos méritos, é um filme sobre robôs gigantes lutando contra monstros, tem alguma coisa que poderíamos dizer que seja melhor que a premissa para colocar sua bunda na cadeira do cinema?

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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