Review – A Menina que Rouba Livros (Filme)

O livro fez tanto sucesso que foi parar nas telonas. Saiba como ele se saiu: Uma adaptação de um livro para o cinema sempre é carregado de expectativas. Será...

O livro fez tanto sucesso que foi parar nas telonas. Saiba como ele se saiu:

Uma adaptação de um livro para o cinema sempre é carregado de expectativas. Será que vão mostrar todos os pontos importantes? Será que mudarão muito a história? Como serão os personagens? O elenco? Para ajudar os fãs e quem ainda não leu o livro, nós vamos destrinchar tintim por tintim este filme!

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Se a Morte conta uma história ela deve valer a pena! O sucesso do livro foi tão grande que ganhou o direito de uma adaptação. Brian Percival (responsável também pela série Downton Abbey) ficou com a direção e a estreante Sophie Nélisse com o papel principal.

A Alemanha de 1939 é bem retratada, com as ruas meio sujas e pobres. Sempre um pouco cinza, com poucas cores, o que combina perfeitamente com a tensão do enredo. O figurino também foi muito bem pensado, mostrando sutilmente a evolução dos personagens (temporalmente falando, já que não há uma passagem clara que marque o filme).

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Atores graúdos de Hollywood foram escalados para os papéis principais. Geoffrey Rush (sempre perfeito, por sinal), deixou a perna de pau de lado e saiu de Piratas do Caribe para viver o pai adotivo da protagonista, Hans Hubermann. Emily Watson, que carrega diversos filmes bons no currículo, encarna Rosa Hubermann, a mãe ranzinza. E está perfeita neste papel. Sua atuação merece destaque: Rosa começa como uma figura odiada e aos poucos mostra humanidade e os motivos para ser tão brava. Emily consegue nos fazer odiá-la e depois amá-la de maneira muito sutil.

Sophie Nélisse teve uma boa estreia no cinema. Seus olhos expressivos garantiram a interpretação e trouxe toda a humanidade e inocência da personagem de Markus Zusak. Doce, nem precisa de caras e bocas para transmitir sentimento: faz tudo isso através de seus grandes olhos azuis – ou seriam verdes?

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Apesar de ser bem fiel ao livro, A Menina que Roubava Livros segue em um ritmo lento, moroso, pontuando sempre a tensão e o cotidiano cuidadoso da família Hubermann. Algumas pessoas menos pacientes podem desistir na metade. Mesmo a edição e uma trilha sonora bem estruturadas não conseguem suavizar a lentidão da história que a Morte conta.

Mas talvez isto seja um ponto positivo: tudo culmina para um final emocionante e que garante um soluço ou dois.

Até a próxima!

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