Wolverine Imortal

Esta temporada de verão americana tem sido um tanto quanto decepcionante, entre uma continuação que só funciona porque todo mundo ignorou o elefante na sala, a continuação que é...

Esta temporada de verão americana tem sido um tanto quanto decepcionante, entre uma continuação que só funciona porque todo mundo ignorou o elefante na sala, a continuação que é só uma maratona de cenas de ação vagamente conectadas e a tentativa de modernizar um ícone clássico transformando-o em uma fantasia sexual do Rob Liefeld, Wolverine Imortal é uma briza refrescante.

 

A quinta (… quinta?!?!) continuação de X-Men é mais uma aventura solo do mutante mais famoso de todos os tempos. Wolverine é convidado para ir ao Japão para se despedir de um velho amigo que está em leito de morte, ao chegar lá, acaba se envolvendo em uma complexa conspiração envolvendo Yakuza, ninjas e qualquer outra coisa que possa ser cortada pelas garras do canadense mal humorado. O filme tem como vantagem principal o fato de ser auto-contido, são mínimas as referências aos demais filmes e o roteiro se contenta em ser somente uma aventura de Logan.

Como sempre, Hugh Jackman carrega o filme, sua versão de Wolverine melhora a cada edição e sua presença é mais marcante do que todos os demais mutantes juntos. Infelizmente, alguns personagens interessantes da trama acabam tendo pouca exposição para permitir mais tempo de tela do peludão. As cenas de ação são intensas e repletas de loucura, é uma pena que para manter o filme aceitável para a criançada, todos os japoneses mutilados por Logan são feitos de borracha e papelão… não tem uma gota sequer de sangue.

Yukio (Rila Fukushima) é a personagem, após Jackman, mais divertida, ambos formam uma dupla interessante e rezamos para que não seja a última aparição da moça. Mariko (Tao Okamoto) é… decente, apesar de ser um personagem crucial para a história de Wolverine, os roteiristas não souberam exatamente o que fazer com a coitada no filme, boa parte da trama gira em torno dela, mas é difícil vê-la como um personagem…

Svetlana Khodchenkova no papel de Víbora está muito boa, mas, como muitos personagens, sofre de baixa exposição devido à necessidade de manter Wolverine em toda santa cena (sério, acho que só tem uma cena que ele não aparece). Seu papel no filme basicamente se resume a tirar os poderes regenerativos do herói para dar uma certa dramaticidade às inúmeras cenas de pancadaria, Logan mal parece sofrer apesar dos inúmeros tiros, socos e facadas que toma, mesmo sem poder se regenerar.

A saga X-Men no cinema sempre foi de ruim para aceitável, o único filme verdadeiramente bom da série é X-Men: Primeira Classe, este filme não é exatamente um salvador da pátria, mas em uma temporada de filmes onde todo santo filme de verão quer ser a coisa mais explosiva, cheia de efeitos especiais e exageros na tela, uma história simples e divertida de super heróis é exatamente o que o médico recomendou.

Ah! Fiquem atentos porque no pós-créditos tem um teaser para X-Men: Dias de um Futuro Esquecido!

Até a próxima!

Comente via Facebook!

Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

Categorias
Criticas

Ver também