CRÍTICA | Rogue One: Uma História Star Wars – O filme mais adulto da série

Rogue One coloca o “GUERRA” em Guerra nas Estrelas Rogue One: Uma História Star Wars é o primeiro “spinoff” da saga principal criada por George Lucas muito tempo atrás,...

Rogue One coloca o “GUERRA” em Guerra nas Estrelas

star-wars-rogue-one-poster-nacionalRogue One: Uma História Star Wars é o primeiro “spinoff” da saga principal criada por George Lucas muito tempo atrás, em um estúdio de gravação distante. Na trama, descobrimos a história secreta por trás dos homens e mulheres da Rebelião que conseguiram obter os planos da Estrela da Morte.

Se você, assim como inúmeros fãs da saga, se encantou pelas aventuras de Han, Luke e Leia durante sua infância, certamente irá se encantar com Rogue One. Este é o filme que mostra aspectos do universo Star Wars de forma mais adulta, trágica e não menos fascinante.

Acompanhamos a jornada de Jyn Erso (Felicity Jones), filha de Galen Erso (Mads Mikkelsen). Seu pai é um brilhante oficial de ciência do Império que se afastou do governo para viver em paz. Ele é obrigado a retornar quando o Diretor Krennic (Ben Mendelsohn) deseja finalizar sua arma suprema, uma estação espacial capaz de destruir planetas. Jyn é abandonada pelo pai e criada por Saw Guerrera (Forest Whitaker), um homem louco, mais máquina que homem, que lidera uma facção de rebeldes renegados que a Aliança julga extremistas demais.

Enquanto isso, o agente secreto da Aliança, Cassian Andor (Diego Luna) conta com a ajuda de Jyn para resgatar os planos da Estrela da Morte de seu pai. Ou será que há mais em sua missão? Ao longo da jornada, novos heróis se juntam a causa, como os Guardiões do Whills (easter egg para fãs mais hardcore) e renegados do Império. Na aventura, temos a oportunidade de ver uma visão mais madura e realista da guerra travada entre a Aliança Rebelde e o Império. Travar um combate contra um inimigo muito mais poderoso e armado não requer somente heroísmo, mas uma grande disposição para atuar na área cinza da ética. Vemos assassinatos, traições e um extremismo violento muito semelhante ao que vemos em certos grupos no nosso planeta.

Em uma cena particularmente marcante, vemos a cidade de Jedha, outrora uma cidade sagrada para Jedis e outros adeptos da Força, totalmente subjugada pelo Império e acompanhamos a violenta investida de insurgentes extremistas tentando liberar sua morada. É nesta visão mais alegórica de nossa realidade que Rogue One constrói seus melhores momentos.

Ainda assim é Star Wars! E o filme é recheado de easter eggs (faremos uma lista quando a spoilerfobia baixar) e momentos de heroísmo. A direção de Gareth Edwards, que alterna entre cenas grandiosas já esperadas da saga e trechos bastante inspirados em filmes de guerra, impressiona e deixa Rogue One com uma linguagem própria.

Vale a pena? Rogue One: Uma História Star Wars  é trágico, dramático, violento e não tenta oferecer uma visão tão maniqueísta de Star Wars, é certamente o filme que respeita a inteligência dos fãs que, por mais encantados que sejam com a saga na infância, estão prontos para uma visão mais madura e ousada da franquia.

Até a próxima e que a Força esteja com vocês!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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