Saco de Ossos – Stephen King em mais um longa

Com Pierce Brosnan, adaptação de livro de Stephen King consegue prender a atenção e ter um final digno Adaptações de Stephen King sempre me deixam com a impressão de...

Com Pierce Brosnan, adaptação de livro de Stephen King consegue prender a atenção e ter um final digno

Adaptações de Stephen King sempre me deixam com a impressão de coisa mal explicada, mudada ou simplesmente me aparece uma dor no fundo do estômago inexplicável*. Não sei, não é um sentimento coerente. Mas sempre que me deparo com uma adaptação, lá vou eu assistir.

Saco de Ossos tem uma premissa básica: mortes inexplicáveis, viuvez inconformada e fantasmas. O escritor Mike Noonan, interpretado por Pierce Brosnan (uma série de 007’s), está de luto e inconformado com a morte de sua esposa Jo (Annabeth Gish – Arquivo X). Pego no meio de uma batalha pela guarda de uma criança, filha de uma amiga da família, Mike desvenda os mistérios que antecederam a morte de Jo, que ainda tenta se comunicar mesmo do além-túmulo.

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Clima de suspense, efeitos básicos de cinema e algumas cenas confusas compõe Saco de Ossos. Por meio de mensagens bem simples compostas por imãs de geladeira e outros sinais básicos de fantasma amador, Mike tenta entender o que a falecida esposa estava tramando na antiga casa de veraneio da família. Muito da tensão do filme se concentra em Mike, e Pierce Brosnan consegue deixar transparecer esta carga para a tela. Sua interpretação não pode ser chamada de magistral, mas damos um desconto, já que o roteiro não exigia nada disso.

O filme já começa com um grande ponto de interrogação, com uma alucinação para lá de bizarra de Mike. E segue esse ritmo até o final. No meio de suas pesquisas surge um personagem bem estranho que suscita uma raiva do telespectador: Max Devore, um velho bem manipulador e pilantra, além de sua fiel enfermeira ou acompanhante, não fica muito claro (que usa apenas preto, detalhe), que aterroriza e manda na cidade inteira. Max quer a guarda da neta, uma garotinha cujo pai tentou matá-la afogada. Na realidade, a trama toda gira em torno de mortes por afogamento. Mas o que isso tem haver com a esposa morta do escritor?? O pior que tem uma ligação muito bem amarrada. Stephen King merece o título de Rei do Terror, com uma história bem estruturada que explica tudo.

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Acho que, se tem algo a ser criticado negativamente, seria o roteiro. *Em geral, as adaptações dos livros de Stephen King pecam por relevar informações importantes do livro ou simplesmente passar batido demais. Quem lê o livro pode perceber algumas disparidades imensas. Ok, antes que chovam críticas: sabemos que o roteiro funciona diferente do livro, que mudanças são necessárias e mais um monte de blá blá blá. Mas, porém, contudo, entretanto: algumas coisas são imprescindíveis! E quando colocam na tela sentimos que falta alguma coisa, mesmo quem não leu nada antes, como é o nosso caso aqui. Mike tem várias alucinações, o que deixaria qualquer um preocupado. Mas não Mike! Ele leva tudo na boa, como se fosse super normal e comum sonhar com uma feira de verão na década de 1930. Tranquilo! Talvez no livro tenha uma explicação mais coerente para isto, mas não transparece no filme.

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No geral, o filme cumpre o que promete e o final não é daqueles que ficamos cinco minutos olhando para a tela tentando entender qual era a relação de tudo. Na realidade, explica tudo muito bem.

Originalmente Saco de Ossos (Bag Of Bones – nome original) foi exibido como um longa made for tv, ou seja, não passou pelos cinemas. Exibido em 2 partes em 2011, hoje já encontramos a versão completa nos mais gélidos mares da internet. Então preparem-se para 157 minutos dessa história confusa, porém intrigante. A direção fica por conta de Mick Garris, o mesmo cara que dirigiu um remake em 1997 do filme O Iluminado, baseado também em uma obra literária de Stephen King, mas que não é a versão que conhecemos de Stanley Kubrick de 1980. Talvez isso explique algumas coisas…

Até a próxima review de terror. (E neste final usem a imaginação e ouçam uma risada bem macabra de bruxa, porfa!)

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