São Paulo Trip 2017 | Bon Jovi fez show memorável e promete retornar em 2018

Enfim, o senhor Sábado à Noite  A primeira vez que Bon Jovi esteve no Brasil foi em 1990 com a turnê do álbum “New Jersey”. Eu estava lá no...

Enfim, o senhor Sábado à Noite 

A primeira vez que Bon Jovi esteve no Brasil foi em 1990 com a turnê do álbum “New Jersey”. Eu estava lá no gargarejo, cantando e pulando junto com 60 mil pessoas que lotavam o Morumbi no extinto Hollywood Rock. Jon Bon Jovi ostentava uma cabeleira loira que era destaque de nove entre dez revistas femininas. Três décadas depois, os cabelos, agora grisalhos, já não são o mesmo, mas a performance e a energia continuam bem acima da média. Aos 55 anos, Jon Bon Jovi, o maestro, líder e dono de uma das maiores bandas de rock do planeta, aterrissou em SP para um show triunfante que se aproximou do inesquecível espetáculo com mais de três horas de duração que o astro apresentou por aqui em 2010.

Para aqueles que achavam que após o fraco desempenho da banda no Rock in Rio em 2013, devido a saída conturbada de Richie Sambora, a banda estaria com dias contados, Jon e sua trupe deram a resposta: ainda são imbatíveis nos palcos de arenas e estádios, quando Jon está inspirado. E para a sorte do público do São Paulo Trip, o moço estava disposto a deixar cravada sua marca nesta história.

A banda foi um dos head lines do Rock in Rio 2017, mas fez um show simpático, porém morno para os padrões “bongiovianos”. Mas em  São Paulo a história foi bem diferente. A banda abriu o show com a faixa título do novo  álbum “This House is Not For Sale” e em pouco mais de duas horas e meia levou ao êxtase mais de 40 mil pessoas que lotavam o Allianz.

Uma vez em tom de brincadeira, Jon Bon Jovi ao ser comparado a Elvis por uma jornalista inglesa, disse que o Rei vivia no corpo dele mas que estava pagando um excelente aluguel. Não mentiu. Se tem um cara que consegue levar uma plateia feminina ao delírio sem causar a antipatia do público masculino, este sujeito é Jon Bon Jovi. Para superar a abertura monótona e chata da banda The Kills, que funcionaria muito bem num bar no deserto, mas nunca num estádio abarrotado, o show teve uma coleção de hits pra fã nenhum botar defeito.

Phil X, ocupando a importante vaga deixada por Richie Sambora, provou toda sua competência , carisma e humildade dividindo as atenções com o líder da banda, o que convenhamos não é fácil, e conquistando assim o respeito dos fãs e a euforia das fãs, já que apesar dos 51 anos de idade, Phil não aparenta mais de trinta e poucos.

A virilidade de Jon Bon Jovi com a vitalidade de um time competente é uma combinação explosiva e poderosa. A banda possui uma cozinha infalível com Tico Torres (Miles Davis, Chucky Berry, Pat Benatar) na bateria e o preciso Hugh MacDonald no baixo. Soma-se a isto o reforço do percussionista de Bruce Springsteen, Everett Bradley, e o ritmo torna-se avassalador.  Na linha de frente ao lado de Jon, dividem espaço, o guitarrista e seu alter ego,  John Shanks, produtor  conceituado que já trabalhou com grandes nomes da música e é o responsável por boa parte dos álbuns do Bon Jovi. Ao seu lado, a cereja do bolo da festa, o espetacular Phil X,  um impressionante e carismático guitarrista que conquistou o patrão (Jon) e que de tão talentoso e bacana fez ainda com que fãs mais antigos não sentissem falta de Sambora e os mais novos, nem desconfiassem quem foi o grande parceiro de Jon nas composições históricas da banda.

No set list do show desfilaram clássicos como Its My Life, Born to be my baby, Lay your hand on me, In these arms, as obrigatórias You Give Love a Bad Name, Livin on a prayer e a magnífica Wanted Dead or Alive. Diferente de outras bandas de arena como Aerosmith, Rolling Stones e Kiss, a banda se arrisca sempre e desta vez incluiu canções como Make a Memory e Same day I’ll be a Saturday Night versão original, não a acústica sonolenta tocada no Rock in Rio.

I’ll be there for you ficou de fora, mas teve Bed of Roses com direito a fã apaixonada no palco a dançar com Jon Bon Jovi e a tão solicitada Always, que a banda ignorou no Rio. O veredito da noite toda a imprensa, até a mais contrária, já declarou: foi um espetáculo apoteótico.

A banda exibe sua melhor fase e seu líder, visivelmente emocionado, declarou-se para SP prometendo retorno já no ano que vem. Os fãs agradecem e os organizadores idem, afinal em tempos de crise, apostar no Bon Jovi é tiro certeiro.

Have a nice day!

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